16 mai Sobre a Casa Curumim

Casa Curumim


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Curumim é uma palavra de origem tupi que significa crianças indígenas. Foi a partir deste nome que os pediatras Honorina de Almeida e Douglas Nóbrega Gomes pensaram na Casa Curumim. Um local que respeita a criança, a natureza da mulher de parir e amamentar, ajudando para que estes momentos sejam iniciados de forma natural e apoiando em situações de dificuldade.

A Casa Curumim reúne profissionais especializados em manejo clínico da lactação que podem proporcionar orientações para que a experiência de amamentar seja prazerosa e duradoura. Oferece também atendimento integral à família: Assistência na amamentação (hospitalar e domiciliar), assistência neonatal humanizada em sala de parto humanizado, acupuntura, pediatria integral, homeopatia, grupo de gestantes, pós-parto e aleitamento materno, fisioterapia e terapia ocupacional, psicologia infantil, oficina de brincar e musicalização, oficinas de papinha, nutrição infantil e alimentação complementar, nutrição na gestação e infância, pré-natal, atendimento psicológico à gestante e ao pós-parto, terapia craniossacral, fonoaudiologia neonatal e infantil, yoga para gestantes e bebês, massagem thai, curso de preparação para o parto e cuidados com o bebê e cursos direcionados aos profissionais da saúde como o de Manejo Clínico em Aleitamento Materno.

Referência por ser a primeira clínica de aleitamento materno de São Paulo, a Casa Curumim é também ponto de encontro para homens e mulheres que buscam um atendimento humanizado e respeitoso desde a gestação. 

 

6 abr Artigos Grupo Pós-Parto

Decisões da maternidade.


* Adaptação da coluna de Rosely Sayão- Caderno Cotidiano do Jornal A Folha de São Paulo dia 24/02/2015

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“A vida não está fácil para muitas mulheres que pretendem ser mães em breve, que já estão gravidas, que acabaram de ter bebê ou que já são mães de crianças pequenas. De uns tempos para cá, inauguramos a era das patrulhas rigorosas contra determinadas situações que envolvem o parto e a maternidade.

(…) Depois do parto, vem a questão da amamentação, e há pressão e discordância entre profissionais das ciências da saúde. Amamentar é bom, disso ninguém duvida. Por quanto tempo? Em qualquer contexto? ( …) Nos deparamos com movimentos fortes que promovem a amamentação, sem perdoar as mulheres que ou não podem ou não conseguem ou não querem amamentar. Logo em seguida, tem a chegada do bebê em casa: cama compartilhada? Quarto compartilhado? Sono autônomo? E lá vem novas verdades de grupos barulhentos que também penalizam mulheres que fazem escolhas diferentes, mesmo sem querer.

Eu poderia continuar com essa lista enorme de movimentos favoráveis a uma determinada situação e contrárias a todas as outras, mas prefiro deixar para as mulheres uma reflexão.

Ter um filho não é fácil desde o principio, antes de ele nascer. Aliás, ser mulher e ser mãe, no século 21, ainda é bem difícil: temos muito que enfrentar. Então que tal se as lutas sociais que travamos e que envolvem a maternidade fossem mais acolhedoras com as mulheres que fazem escolhas diferentes das quais consideramos as melhores?

Foi uma jovem mulher prestes a dar à luz que me comoveu tanto com suas questões e me inspirou a ter essa conversa. Ela disse que buscou informações a respeito do parto e chegou à conclusão de que o natural e em casa seria a melhor opção para o filho. Desde que considerou essa possibilidade, porém, anda aflita, não dorme mais e sente-se culpada antecipadamente, caso escolha a operação cesariana, mais tranquila para ela.

O ser humano é complexo: temos desejos, anseios, sonhos, mas nem sempre temos as condições necessárias – físicas emocionais e sociais- para dar concretude a eles. Por isso, nem sempre fazemos as melhores escolhas: fazemos as possíveis, e isso se aplica a cada uma de nós.”

As mulheres no pós-parto não necessitam de criticas, julgamentos morais, imposições e conselhos. Elas precisam de tranquilidade, apoio, carinho e compreensão nesse momento tão delicado, de tantas transformações: o nascimento de um novo filho! Carecem de tempo, cuidado para conhecer e se conectar ao seu bebê, e de uma escuta acolhedora às suas angustias e dúvidas.

Venham conhecer o Grupo de pós-parto “Conversa de mães”, onde você e seu bebê serão muito bem recebidos, num espaço de livre expressão para a troca de experiências e emoções entre mães – no primeiro ano de vida de seus bebês- num ambiente de suporte e apoio, livre de críticas.

Conversa mediada pela psicóloga e psicanalista Maiana Rappaport.
Toda segunda feira das 15h às 16h30.

18 mar Amamentação

Bebês que mamam por mais tempo têm renda e escolaridade maiores quando adultos


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Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas, com 3,5 mil recém-nascidos, mostra que crianças amamentadas por mais de um ano têm escolaridade 10% superior àquelas que não completaram um mês de alimentação com leite materno. O efeito sobre a renda foi o mesmo. Crianças com maior período de amamentação tornaram-se adultos com renda 33% superior a dos que não receberam leite materno por mais de 30 dias.

O estudo está publicado na edição desta quarta-feira, 18, da revista The Lancet Global Health. “Já sabíamos que a amamentação auxiliava no desenvolvimento da inteligência. Esse trabalho traz as primeiras evidências dos efeitos práticos desse benefício”, afirmou um dos líderes da pesquisa, o professor Cesar Victora.

Bernardo Hortas, que divide a coordenação dos trabalhos, reforça. “Havia dúvidas se o efeito da amamentação sobre inteligência e o desenvolvimento cerebral alcançaria a vida adulta. Os resultados dos estudos mostram que sim.”

O grupo de pesquisa acompanhou dados de crianças nascidas em 1982 na cidade gaúcha de Pelotas. O banco de dados trazia inicialmente informações de 6 mil participantes. Os voluntários fizeram ao longo dos anos quatro avaliações de grande porte. Na última, com indivíduos já com 30 anos, além de testes de QI, foram incluídas questões sobre renda e escolaridade. Foram avaliados nesta etapa dados de 3.493 participantes.

“Tomamos o cuidado de expurgar qualquer fator social que pudesse influenciar nesses resultados”, contou Hortas.

Ele ressaltou que na amostra avaliada o aleitamento materno esteve presente em todas as classes sociais. “Estudos em países desenvolvidos muitas vezes são criticados por não conseguirem separar de forma socioeconômica? nosso estudo faz isso pela primeira vez.”

Os pesquisadores dividiram os voluntários em cinco grupos, de acordo com a duração do aleitamento. “Os resultados indicam que, quanto mais longa a amamentação, melhor a renda, a escolaridade e a inteligência”, apontou Victora. A variação na escala de QI é de três pontos da média.

Os pesquisadores atribuem os resultados a uma combinação de fatores. Um dos mecanismos que provavelmente exercem grande influência no maior desenvolvimento da inteligência é a presença de ácidos graxos saturados de cadeia longa no leite materno. “É essencial para o desenvolvimento dos neurônios”, disse Hortas. Mas há outros pontos importantes.

“O vínculo entre mãe e a criança é fortalecido durante a amamentação. Isso deve ser levado em conta”, completou. Victora apontou também a necessidade de se avaliar o impacto do leite materno na ativação de genes.

Presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges Santiago disse que já havia indícios dos benefícios da amamentação para o desenvolvimento intelectual. “Amamentar faz diferença na inteligência. Isso é um dado a mais que vem para fortalecer as vantagens do leite materno.”

Fundadora do grupo Matrice, que apoia a amamentação, Fabíola Cassab, de 38 anos, concordou. “Vivi isso com a minha filha e vejo nas outras crianças do grupo. Isso (a pesquisa da universidade) vai encorajar outras mulheres a dar de mamar por mais tempo.”

Fonte: Estadão

3 mar Uncategorized

Imagens mostram que o verdadeiro amor existe em qualquer espécie!


Dê uma olhada nestas belas imagens de animais com seus filhotes na natureza. Cada foto capturou a beleza do vínculo indissolúvel entre pais e filhos. Impossível não se emocionar!

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Publicado originalmente aqui!

2 fev Parto Relatos

Relato Parto Natural


Cheguei até a Dra. Desirée bem perto do parto, com 36 semanas. Vinha buscando em outras médicas um atendimento mais afetivo e que prezasse por um parto natural. Comecei a me sentir insegura com a minha médica anterior, sentindo que o parto poderia ir, facilmente, por um caminho diferente do que sonhava para mim e para o meu bebê. Felizmente a conheci!

Desde a troca dos primeiros e-mails até o dia do parto encontrei nela o acolhimento e a segurança que eu precisava naquele momento. A Dra. Desirée além de excelente profissional é também muito sensível e atenciosa. Sem dúvida a presença dela e de toda a sua equipe fez com que o dia do nascimento do meu filho fosse muito especial, forte e feliz!

Rebeca – mãe do Caetano

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27 out Grupo Pós-Parto Relatos

Relato sobre Grupo Pós-Parto


Por Cristina Paiva

Cris Paiva e Bernardo
Frequentar o Grupo de Pós-Parto conduzido pela Maiana Rappaport foi um grande privilégio. Fico tentando lembrar qual foi o acaso feliz que me levou a ele. Acho que foi o sorriso generoso e confidente de gato de Alice no País das Maravilhas da Maiana, que me interceptou no balcão da Curumim para se apresentar e oferecer o folheto do grupo (será que foi minha cara de riso e choro?).

Encontrei naquele sorriso aberto um refúgio para começar a tagarelar imediatamente sobre a tempestade em mar revolto que me tragava de uma só vez: um belo dia acordei, e tinha um bebezinho no berço! Estou sozinha, apurada, desesperada, apaixonada, do avesso, sem dormir, cheia de dúvidas e certezas, com fome e com sede!… – é normal? (mãe, como diz um amigo, é uma mulher que ficou louca).

Compreensiva e calmamente, ela me ouviu, fez algum comentário tranquilizador e concluiu: venha na semana que vem para conversarmos! Era tudo o que eu precisava… Mesmo em meio ao caos do terceiro mês de vida do bebê, tive a sorte de reunir coragem para sair de casa (nas primeiras vezes que dirigi depois do parto, sentia-me uma senhorinha assustada escondida atrás do volante com tantos carros e pessoas na rua “me ameaçando”! Ai, meu DEUS, OLHA! uma MOTO!) e começar a frequentar o grupo. Pôr os pés fora de casa aos poucos, abrindo-me do recolhimento tão necessário para criar uma conexão profunda com os sentimentos e necessidades do bebê, foi uma parte desse processo de reencontro – reencontro com o mundo, reencontro comigo e com meu bebê que já me esperava dentro da barriga.

Sorte também foi ter conseguido recrutar uma amiga querida, a Suzana, que havia tido a Liz quase junto comigo. Ter essa dupla genial ao lado foi muito enriquecedor, e nossos encontros de segunda-feira eram aguardados como o evento da semana, com direito a cafezinho com bolo depois da conversa.

E falávamos de tudo, desde o famigerado sono do bebê; a relação com os amigos e a família (marido, irmãos, sogros…); dúvidas relacionadas aos cuidados com os pequenos (alimentação, babás, berçários…); sobre as angústias a respeito das mudanças em nossas vidas trazidas pela maternidade, de projeto, profissionais, existenciais… até assuntos mais banais como a viagem do fim de semana ou onde comprar roupinhas.

À medida que nossos bebês iam ganhando movimento e esticando cada vez mais seus bracinhos e pernas; que se organizavam para pegar objetos e manipula-los; que aprendiam a se comunicarem conosco; nós também fomos ganhando autonomia, nos encontrando aos poucos novamente nessa nova condição.

No grupo, pudemos experimentar uma roda de mães como deviam ser as de antigamente, trocar informações e ter compreensão, carinho e apoio, mas como não poderia deixar de ser nos dias de hoje: Maiana sempre auxiliando, com informações preciosas ou ponderações, na construção de um espaço onde pudéssemos estar livres para elaborar nossas questões e atravessar essa fase louca e deliciosa de modo intenso e tranquilo, saindo mais inteiras, mais preparadas, já com saudades daquelas tardes e do bolinho.

23 out Artigos Fisioterapia Perineal Fisioterapia Pós-Parto

Fisioterapia Perineal – Preparando-se para o parto


Por Sandra Sisla, fisioterapeuta perineal e pós-parto

Você quer um parto normal?  Você sabe como preparar seu períneo?

Para que o parto normal vaginal aconteça de forma fisiológica natural é preciso saber que a posição verticalizada, a respiração, a movimentação, o apoio, a calma durante o trabalho de parto e a preparação do períneo fazem toda a diferença.

Muito se fala sobre os “traumas” causados por uma via vaginal e os procedimentos usuais como a episiotomia. Mas até que ponto esses traumas são reais e até que ponto é realmente necessária uma episiotomia? O que falam as evidencias científicas?

A episiotomia pode ser eletiva e não é um procedimento necessário em todos os partos. No Brasil ainda é um procedimento protocolar mas sabe-se por evidencias cientificas que a incidência de episio deveria estar por volta dos 15%. Outro mito é a incontinência urinária que também acomete mulheres da mesma forma independente do tipo de parto.

Mas sem episio como é que fica? E as lacerações e a elasticidade vaginal após o parto? É bem verdade que as lacerações podem ocorrer mas não na magnitude que se imagina e grande parte apenas a mucosa é comprometida sem a necessidade de sutura. O que dizer da episio que é por si só uma grande laceração? Também não se relatam os efeitos colaterais da episiotomia como cicatrizes dolorida, infecções e dores após o parto.

O períneo pode ser preparado para este evento! É preciso paciência e perseverança.

Na Africa em alguma tribos as mulheres espertas usavam cabaças de tamanhos variados para alongar o canal vaginal até próximos do diâmetro da cabeça do bebe. Desta experiência surgiu o EPI-NO, um aparelho que consiste numa bomba inflável que gradualmente alonga o canal vaginal auxiliando na flexibilização dos tecidos.
Para preparar para o parto os exercícios se iniciam três semanas antes da data provável de parto e alem da flexibilidade o aparelho permite a sensação da expulsão, auxiliando de forma substancial no momento do parto para que a mulher saiba exatamente como fazer a força, como respirar, como participar.

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A massagem perineal também é um bom recurso mas os relatos apontam que há uma certa dificuldade ao final da gestação pelo aumento da barriga.

O EPI-NO também é de grande auxilio para o fortalecimento da musculatura perineal após o parto, como exercício de resistência.

Atendimento individual para orientações e preparação do períneo com o uso do EPI-NO (aparelho que ajuda a gestante a alongar a abertura vaginal) e outros exercícios.

Fonte: Gestante Vida

18 set Artigos

Por que toda criança precisa brincar?


Por Gilka Girardello

Brincando elas:
aprendem a escolher: uni-duni-tê.
aprendem a imaginar: esta poça d’água vai ser o mar.
aprendem a perseverar: caiu o castelo, vou fazer de novo.
aprendem a imitar: eu era o motorista – brrrrrrum.
aprendem a criar: dou um nó aqui, outro aqui e tá pronto o circo.
aprendem a descobrir: misturei amarelo e azul, olha o que deu.
aprendem a confiar em si: olha o que eu consegui fazer.
aprendem novos conhecimentos: 28, 29, 30, lá vou eu!
aprendem a fantasiar: daí a gente voava.
aprendem novas habilidades: vou fazer o cabelo da minha fada cacheado.
aprendem a partilhar: tira, bota, deixa ficar.
aprendem a inventar: essa tampinha de garrafa vai ser o pratinho deles.
aprendem a pensar logicamente: joga a bola pra ele!
aprendem a pensar narrativamente: vou te contar.
aprendem a interagir: posso brincar com vocês?
aprendem a cooperar: dá a mão que eu te ajudo.
aprendem a questionar: será que é assim mesmo?
aprendem a memorizar: vamos ver quem pula corda até cem?
aprendem a conhecer suas forças: deixa que eu defendo.
aprendem a conhecer seus limites: tô com medo.
aprendem a encorajar: vem que eu te seguro.
aprendem a fazer julgamentos: assim não vale.
aprendem a analisar: os grandes aqui, os pequenos ali.
aprendem a devanear: hã?
aprendem a compaixão: dá a mão que eu te puxo.
aprendem a fazer analogias: aquela nuvem não parece um cavalo?
aprendem a organizar: ó que legal a minha fila de carrinhos.
aprendem a fazer cultura: vamos brincar de inventar piada?
aprendem a compartilhar: pega essa boneca que eu pego aquela.
aprendem a perdoar: tudo bem, já passou. aprendem a desbravar: vamos ver o que tem lá? aprendem a construir: era uma vez uma cidade assim. aprendem a destruir: vamos desmanchar pra fazer outro.
aprendem a sentir: fiquei com o olho cheio d’água. aprendem a rir: ra-ra-rá, lembra aquela hora? aprendem a olhar: acho que aquela graminha ali é um gafanhoto.
aprendem a ver: você tá triste?
Entre outras razões, porque brincar é o principal jeito de
as crianças aprenderem. E muito mais.
Mais que um jeito de aprender, brincar é o jeito de as crianças serem. Não é uma coisa que possa ser substituída, reembolsada amanhã, ou uma preparação para o futuro. As crianças precisam brincar hoje e todos os dias de sua infância. Todas as crianças, no mundo inteiro, têm o direito de aprender essas coisas e de ser plenamente assim. Se não brincarem – muito – quando crianças, não conseguirão aprender (nem ser) direito depois. E todos os adultos do mundo precisam aprender melhor o que as crianças, mesmo sem perceber, têm pra nos ensinar.

Fique de olho nas datas das Oficinas de Brincar que acontecem na Casa Curumim. Mais informações AQUI.

29 ago Nutrição

Probióticos na Gravidez


Por Fernanda Mariz
Nutricionista Materno-Infantil

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Gestantes e lactantes devem ficar alertas quanto à necessidade de consumo de probióticos. Você sabe por quê? Probióticos são microrganismos vivos que fornecem diversos benefícios à saúde. Para as gestantes, bebês e crianças, eles aumentam a absorção de vitaminas do complexo B, cálcio, zinco e ferro. Além de regularem a imunidade da mãe e do bebê, são ótimos na ação contra micróbios e bactérias que atacam o corpo.

Hoje, algumas pesquisas já confirmam inclusive que o uso de probióticos durante a gravidez pode reduzir o risco de futuras alergias alimentares nas crianças. O consumo de probióticos desde o início da gravidez pode ajudar a combater a obesidade tanto do bebê quanto da gestante até um ano após o parto, além de diminuírem os riscos de aborto, parto prematuro, diabetes gestacional e infecção urinária – os mais temíveis durante a gestação.

Fernanda Mariz atua como nutricionista especializada em atendimento à gestante, lactante e criança com alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

7 ago Amamentação Relatos SMAM 2014

Relato de Amamentação


Por Carolina Paixão, mãe da Serena

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No auge dos meus 40 dias amamentando já tenho história para contar.
Serena deu suas primeiras sugadas nos seus primeiros momentos de vida, estimulando meu corpo e o dela a nos preparar para essa jornada.
E pegou o bico direitinho, se tornando de cara uma boa filhotinha. Que orgulho que dá! Mas estávamos só começando…
A primeira dificuldade foi a diferença de bico, um era mais curto que outro e ja fui classificada como bico curto pelas enfermeiras da maternidade. Fato que me preocupou no momento mas que depois descobri que era só questão de tempo.
Ainda na maternidade me perguntava quanto tempo, em que intervalo, se dava uma ou duas mamas e obtive varias informações: amamente de 3 em 3h, 20 min cada mama, dê em livre demanda (quando o bebê quiser, esvaziando uma mama de cada vez). Mas quando vou saber que o bebê quer e quando a mama esvazia? Quando o bebê quer é instintivo, como toda a amamentação. Mas nós nos afastamos tanto de seguir nosso faro que ficamos inseguras. Só mais tarde descobri alguns sinais da mama vazia e com ajuda: flacidez, rejeição da Serena (ela jogava a cabeça para trás, puxando meu bico). Trocava de mama e ela aceitava com amor.
E a livre demanda? Já havia lido e ouvido a respeito nas minhas pesquisas ainda sobre o parto. O que o parto tem a ver? Garantir através de uma equipe humanizada aquela primeira hora de amamentação é fundamental para estimular a produção de leite através da ocitocina, garantir o abastecimento de leitinho e estabelecer o vínculo mamãe -bebê. Como a Serena nasceu com 2,5kg, sua glicemia era medida periodicamente e ao menor sinal de hipoglicemia nos era oferecido a suplementação alimentar. Lembro que a primeira vez que isso aconteceu, meu obstetra estava no quarto e, firmemente, perguntou para a enfermeira se eu não estava amamentando e que essa era a opção para a manutenção da glicemia e funcionou sempre. Eu colocava ela no peito e na próxima medição os índices estavam normais!
Mas foi só em casa que eu entendi o que é a livre demanda. Por que nos primeiros dias ela dormiu bastante. Acorda ou não acorda? Os mais próximos dão mil opiniões. Que as vezes te deixam insegura! Por isso leia, converse, se empodere. Sempre.
Acordava a Serena para comer, como o pediatra do hospital recomendou. Esse pediatra dizia: pais bons são aqueles que pensam com a cabeça e não com o coração; logo desconfiei. Resultado: ela não amamentava nem dormia bem. Deixei rolar. E assim tem sido. Ela mama quando pede, ou fazendo o movimento de procura com a boca ou chorando. Descobri que não precisa esperar chorar, já que nesse momento a fome já é gigante. E aos poucos ela foi ditando seu ritmo. Hoje ela dorme 2h, 2,5h entre as mamadas.
Depois de uns dias, percebi que doía um pouco o peito, justo aquele que o bico era perfeito e veio a primeira consulta pediátrica onde recebi a instrução básica da amamentação: se o bebê pegar direitinho não dói. E pegar direitinho é colocar o bebê bem colado ao seu corpo, abrir o bocão, lábios de peixinho, língua posicionada abaixo do bico. E não é que eu não senti nada? Exercício de presença! Senão machucava. Delícia, ela recuperou o peso do nascimento, podemos seguir.
Segunda consulta pediátrica, 15 dias depois. Peso bom. Mais instruções importantes: ordenhar um pouco antes para deixar a mama flácida para a Serena conseguir abocanhar melhor e aproveitar o leite mais gorduroso. A boquinha dela é pequena e estamos só começando a aprender… Paciência é a palavra de ordem!! E eu já contei? Em uma mamada, no mesmo seio, o leite muda sua composição, de mais hidratado e proteico para mais gorduroso, o que faz o bebê engordar! Incrível a Mãe Natureza!!!
E como é difícil ordenhar. Massagem antes, que é a melhor parte, ordenha manual depois. Paciência de novo. O tempo que eu poderia estar descansando… Mas faz toda a diferença para os seios e para o bebê.
Nesse meio tempo comecei a frequentar o grupo de aleitamento da Casa Curumim (lugar onde encontramos a pediatra). Que delícia de troca. Todo o tipo de dúvida: mama demais, mama de menos, não faz coco, livre demanda, peso, pegada do bebê. Vale a pena. Nos encoraja e nos empodera!
Mesmo com toda a orientação senti uma dor, como um raio no seio, que persistia após a mamada. Tentamos homeopatia para inflamação e não funcionou. Como eu estava sofrendo com a dor, partimos para alopatia. Aliviou um pouco, mas ainda tenho episódios de dor.
Consulta com o obstetra e tudo bem… Foi uma inflamação.. Cuidar das mamas com carinho e seguir adiante.
Acho que só faltou contar uma parte: quando a Serena coloca a mão no meu peito durante a mamada, ou faz carinho, ou me olha nos olhos, ou sorri no final, saciada. É por isso que vale a pena! Puro amor e conexão divina, da qual eu fui agraciada!

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7 ago Amamentação Relatos SMAM 2014

Relato de amamentação gemelar


Amamentação exclusiva gemelar, por Christiane Abbud, julho de 2014

“Amamentei meus gêmeos exclusivamente por 6 meses e após a introdução
à alimentação sólida por um ano”. Essa frase já causou as mais diversas reações às pessoas que escutam. Já me chamaram de heroína, de corajosa, de persistente, de doida, de coitada….e a melhor resposta é “por quê não?”.

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Já disse meu sobrinho, na sabedoria de seus 5 anos quando soube que teria um primo e uma prima de uma vez só:” ainda bem que a tia Chris tem dois peitos para amamentar”!

Vamos à uma breve introdução, afinal, tudo tem sua história e quem eu sou diz muito sobre minhas atitudes.

Quando descobri que a herança genética de minhas avós havia batido em minha porta, eu já era mãe de uma menina de 2 anos e meio. Clara mamou exclusivamente até os 7 meses e depois até um ano, sem complicações, com muito amor. Seu parto foi lindo, parto natural hospitalar, muito tranquilo. E o plano continuou sendo esse, mesmo com o fato de que agora eu teria 2 partos em um só dia.

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Mas isso merece um relato à parte. Enfim, nasceram os gêmeos. Com 39 semanas e 6 dias, parto normal, com analgesia. Gemelar 1 (nomeada de Lívia) veio primeiro e pélvica. Quem viu, disse que ela escorregou para fora de mim, perfeitinha e faminta. Logo que ela nasceu já começou a procurar o peito. Mamou com força. Enquanto isso, o Pai cortava o cordão umbilical e esperávamos as contrações reiniciarem para anunciar que o Gemelar 2 (nomeado de Pedro) estava pronto para nascer. Lívia ficou mamando, quietinha. Todos emocionados com a sabedoria da natureza. Lívia nasceu como quis, quando quis e porque deixaram que ela nascesse assim! Foi aí que eu conhecí pessoalmente o Douglas…não havia dado tempo de conhece-lo pessoalmente (tínhamos muitas indicações), mas quando ele chegou para pegar a Lívia eu olhei pra ele e disse: “Você não vai deixar darem complemento para eles, vai?” e a resposta veio muito rapidamente “não se preocupe, de maneira alguma eles vão tomar complemento sem
necessidade”. UFA!

Nisso Lívia largou o peito, o pediatra a levou para pesar e fazer os testes necessários.

Logo que a Lívia saiu do peito, novas contrações. Foram 40 minutos de exclusividade e o Pedro começou a querer nascer. Foram 3 empurrões segurando a mão do meu marido e o Pedro nasceu. Esse, quem segurou foi o Pai. Foi feita a mesma coisa, coloquei o Pedro no peito, mas ele mamou um pouco e parou, ele estava mais cansado.

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Enquanto o Pedro mamava, Lívia foi colocada “pele a pele” com o Pai e depois ficamos os 3. Um mamando e a outra embrulhadinha no meio de minhas pernas.

Já no quarto, Lívia mamava forte e Pedro mais devagar, as vezes brigava com o bico e desistia de mamar. Eu sabia o que deveria fazer, então já fazia o rodízio de mamas. Passamos o dia assim. Quando o Douglas veio visitar, comentamos o que acontecia com o Pedro. Ele observou a maneira com que eu estava amamentando, deu orientação de posição melhor para amamentar os gêmeos e achou melhor chamar uma
fonoaudióloga para fazer uma avaliação e orientar. Afinal, Pedro quase não havia conseguido mamar efetivamente.

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Logo chegou a Teresa. Rapidamente avaliou o Pedro e já começamos com os exercícios. Ela ensinou o Pai e a mim o que deveria ser feito antes da mamada para que Pedro pudesse mamar. Ele não conseguia colocar a língua para fora para mamar. Então, ele dobrava a língua e não conseguia ter acesso ao bico da mama. Fizemos tudo que a Teresa orientou. Pedro conseguiu mamar e bem na hora que tivemos alta.

E a Lívia mamando forte.

Fomos para casa, a Teresa iria fazer uma visita para acompanhar a evolução do Pedro e ela iria ensinar algumas posições para que eu pudesse amamentar os dois ao mesmo tempo e ajudaria com a organização das mamadas.

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Nisso surgiu um novo problema. Pedro evoluiu super bem, aprendeu a mamar
direitinho, mas a Lívia começou a morder.

Não sei o que seria de mim sem a Teresa. Sob orientação dela, desenvolvemos planilhas de mamadas, onde eu anotava em qual mama eles haviam mamado, a que horas, a duração da mamada e a fralda suja. Assim, para a próxima mamada, eu não ficava confusa em qual peito deveria colocar os bebês.

Usei as planilhas por um tempo, logo consegui confiar apenas na memória e na ajuda de elásticos de cor diferentes nos pulsos para saber qual bebê tinha mamado em qual peito.

O mais difícil na amamentação gemelar é mesmo a logística. No primeiro mês, eu amamentava ao mesmo tempo, mas sempre precisava do marido ou de minha mãe para ajudar. Eles aprenderam os exercícios a serem feitos com os bebês e me ajudavam. Principalmente a colocar a Lívia da maneira correta no peito, porque se não, ela mordia.

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Tive o privilégio de ficar exclusivamente com os bebês por muito tempo. Me dividia com a primogênita, mas foram meses “apenas” de amamentação. Pra mim isso era muito importante porque embora tenham dividido o espaço, meus gêmeos nasceram com peso de bebês de gestação única, vieram a termo e sem complicações.

A produção de leite era suficiente para 12 mamadas diárias, mais a ordenha do excesso, que eu congelava para ter meu leite guardado em caso de emergência. lembro que um dia estava muito cansada e segui o conselho do Douglas de deixar minha Mãe e o Marido darem uma mamada para que eu pudesse dormir por 4 horas seguidas. Logo me arrependi, porque acordei toda ensopada de leite, que jorrava por ter atrasado uma mamada…..peguei os gêmeos correndo e fui amamentar.

Não foi fácil. Tive ajuda de minha Mãe (que me deixou ser Mãe) e do marido, parceiro para tudo. Não tivemos e ainda não temos babá. Mas não era algo sofrido para mim. Pelo contrário, eu adorei amamentar cada um dos meus 3 filhos. Fiz sim algumas concessões. Ao se amamentar gêmeos perde-se ainda mais o pudor de ficar com o peito de fora. Tinha situações em que ambos queriam mamar ao mesmo tempo e eu respeitava isso, portanto, precisávamos escolher bem o local para uma saida em família e muitas vezes acabávamos optando por ficar em casa. Fazia tudo de maneira automática, seguindo o curso normal da vida. Uma vez me perguntaram se eu já não havia amamentado o suficiente, até quando eu queria amamentar, se aos 7 meses já não seria a hora de pensar em desmame e complemento. Respondi que ainda não estávamos preparados para o desmame, que aconteceria gradativamente.

Aos poucos, as 6 mamadas diárias foram reduzidas à uma noturna, com 1 ano de vida. Mesmo assim, eu ainda tinha leite congelado, assim que as mamadas foram espassando, principalmente pela manhã, eu ordenhava antes de amamentar e consegui fazer um bom estoque pessoal.

Sou eternamente grata ao Dr. Douglas Gomes, que rapidamente colocou a Maria Teresa Sanches em nosso caminho e foi o que salvou nossa maravilhosa história de amamentação. A Natureza faz o seu papel, mas às vezes precisamos interferir e ajuda-la. Optamos por ensinar um recém-nascido a mamar e outra a parar de morder para que eu pudesse realizar meu sonho de amamentar os gêmeos e propiciar a eles todos os benefícios da amamentação que a sua irmã teve. Seria mais fácil dar leite artificial, mas não era o que eu considerava ideal. E que bom que existem profissionais altamente qualificados para nos ajudar! Obrigada Teresa!!!! Hoje, com quase dois anos, os gêmeos estão super saudáveis!!!

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