16 mai Aleitamento Materno

Primeira clínica multiprofissional especializada em Aleitamento Materno de São Paulo


Curumim é uma palavra de origem tupi que significa crianças indígenas. Foi a partir deste nome que os pediatras Honorina de Almeida e Douglas Nóbrega Gomes pensaram na Casa Curumim. Um local que respeita a criança, a natureza da mulher de parir e amamentar, ajudando para que estes momentos sejam iniciados de forma natural e apoiando em situações de dificuldade.

A Casa Curumim reúne profissionais especializados em manejo clínico da lactação que podem proporcionar orientações para que a experiência de amamentar seja prazerosa e duradoura. Oferece também atendimento integral à família: Assistência na amamentação (hospitalar e domiciliar), assistência neonatal humanizada em sala de parto humanizado, acupuntura, pediatria integral, homeopatia, grupo de gestantes, pós-parto e aleitamento materno, fisioterapia e terapia ocupacional, psicologia infantil, oficina de brincar e musicalização, oficinas de papinha, nutrição infantil e alimentação complementar, nutrição na gestação e infância, pré-natal, atendimento psicológico à gestante e ao pós-parto, terapia craniossacral, fonoaudiologia neonatal e infantil, yoga para gestantes e bebês, massagem thai, curso de preparação para o parto e cuidados com o bebê e cursos direcionados aos profissionais da saúde como o de Manejo Clínico em Aleitamento Materno.

Referência por ser a primeira clínica de aleitamento materno de São Paulo, a Casa Curumim é também ponto de encontro para homens e mulheres que buscam um atendimento humanizado e respeitoso desde a gestação. 

 

5 set Pós-Parto

Os benefícios da convivência entre avós e netos.


Adaptação por Maiana Rappaport: Psicóloga /Psicanalista e Consultora do sono de bebês e crianças – Coordena Oficina de reciclagem de avós na atualidade, grupo de pós parto “Conversa de mães” e oficina soninho bom do bebê de 0 a 6 meses” na Casa Curumim.

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Não é preciso muito esforço para notar como a interação entre netos e avós é positiva. Estudo feito durante 19 anos, pelo Boston College, EUA, comprova que os dois lados se beneficiam desse relacionamento. Para os avós, a conexão permite contato com uma geração muito mais nova e, consequentemente, uma abertura a novas ideias. Para os netos, os idosos oferecem a sabedoria adquirida durante a vida – e esse conhecimento acaba sendo incorporado pelas crianças quando elas se tornam adultas, além de os avós também costumarem passar às novas gerações muitas histórias sobre o passado, o que é enriquecedor para qualquer criança. Além de tudo isso, os pesquisadores também concluíram que a relação avós-netos pode ajudar a diminuir sintomas depressivos para ambas as partes. 

Uma nova pesquisa sobre o assunto foi realizada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.  Os cientistas elaboraram uma hipótese de que os avós com a mente saudável aumentam as chances de sobrevivência dos filhos de seus filhos porque, assim, são capazes de transmitir a eles seus conhecimentos e habilidades. Como um reforço à teoria, eles procuraram e conseguiram identificar em vários genes mutações relativamente novas que protegem contra doenças neuro-degenerativas, como o Alzheimer, que costuma aparecer em pessoas idosas. Segundo os cientistas, parece estar havendo uma seleção natural diante de nossos olhos. Ou seja, as pessoas que têm esses genes vivem mais (porque estão protegidas contra as doenças neuro-degenerativas) e, consequentemente, conseguem colaborar mais com a criação dos netos, pois estão saudáveis. 



Contar com a ajuda dos pais na hora de terem filhos!

Um estudo britânico recente, feito com 2 mil participantes, por exemplo, mostrou que mulheres que moram perto da casa de suas mães têm mais probabilidade de ter filhos. A razão mais provável apontada pelos pesquisadores é que a facilidade com os cuidados deixa essas mulheres melhor preparadas psicologicamente e mais tranquilas na hora de decidir ter um filho. Ou seja, o apoio dos avós é muito importante e é sempre bom poder contar com ele. Para isso, se relacionar de forma saudável para todas as partes envolvidas; é importante conversar e chegar a um consenso na família. Os avós têm de compartilhar dos princípios dos pais ou, pelo menos, respeitar as ideias. É importante ressaltar que a criança nunca deve ser impedida de conviver com avós amorosos, mesmo que as regras deles não estejam completamente de acordo com a dos pais.

Pais X Avós


Acontece que nem tudo é um mar de rosas nessa história. Se você já deixou seu filho com os avós, com certeza sabe que os desentendimentos são inevitáveis! Fica então a dúvida: como agir nesses casos?

Algumas dicas que podem facilitar a boa convivência. Confira:

- Os avós devem fazer sua parte procurando se informar sobre novos padrões de comportamento, métodos de educação e tratamentos de saúde. Por exemplo, frequentando Oficinas de reciclagem para a atualização dos conhecimentos nos cuidados com os bebês, também podem ser um espaço para sensibilização e reflexão sobre o espaço das avós dentro da família, hoje, e a importância do bom apoio que os avós podem oferecer aos seus filhos, na ocasião destes tornarem-se pais e formarem sua própria família. Também podem acompanhar alguma visita do neto ao pediatra (já que elas tendem a pensar que, se o que fizeram deu certo, não há por que não repetir). Na consulta, conhecem o pediatra da criança e razões comprovadas cientificamente, para as ações e métodos de educação e cuidados dos seus filhos.

- O mais importante é que os papéis sejam bem definidos. Todos vão palpitar, sim, sobre assuntos que envolvem a criança, mas, com uma boa conversa, entrar em um acordo não será tão difícil. Não há certo e errado, e sim aquilo que funciona para o casal e que deve ficar claro para familiares. Um acordo que pode ser renovado conforme novas situações apareçam. Os pais precisam aceitar a sabedoria dos avós, assim como esses devem respeitar a autoridade dos pais.

- Quando acontecer algum desentendimento, respire fundo e deixe a discussão para um momento em que a criança não esteja presente. Isso garante uma convivência pacífica e saudável entre todos.

- Se a criança costuma ficar todos os dias na casa dos avós, os limites devem ser melhor delimitados. Convivendo cotidianamente com o neto, os avós podem sentir-se mais livres para aplicar seus próprios métodos de criação, o que pode chatear os pais. Mais uma vez, uma conversa franca e tranquila será necessária para chegar à solução. E cabe aqui ainda uma regra geral: a autoridade dos pais é sempre maior, mas, se eles dependem de outras pessoas para cuidar dos filhos, têm que aceitar que a influência externa é inevitável.

- Tratar os avós como babás de luxo é o grande erro cometido pelos pais. Por isso, se a criança precisa ou quer passar o dia na casa deles, não faça listas indicando o que pode ou não pode ser feito.

Confie na relação direta existente entre avós e neto e respeite suas decisões e atitudes. Lembre-se dos momentos felizes e divertidos que você mesmo passou ao lado dos seus avós fazendo tudo aquilo que lhe era proibido pelos pais e que, no entanto, não lhe fizeram nenhum grande mal.

Oficina de Reciclagem: tornando-se vovós na atualidade


Conversando sobre tornarem-se vovós, a importância da comunicação e apoio entre as gerações e atualizando conhecimentos sobre: aspectos emocionais do parto e pós-parto, amamentação e cuidados com o bebê!
Inscrições: administracao@casacurumim.com.br (Jacqueline)
Próxima data: 17/09/16, quarta-feira, das 9h às 13h.

26 ago Aleitamento Materno

Método Canguru no Brasil: 15 anos de Política Pública


Por Paulo Vicente Bonilha Almeida

Um dos grandes desafios para todos nós, brasileiros, refere-se ao cuidado de nossas crianças. Uma conjunção de políticas públicas volta- das para a gestante, criança e família vem sendo desenvolvida pelo País nas últimas décadas levando a alguns resultados exitosos, embora saiba- mos que ainda há muito o que fazer.

Nesta perspectiva, destacamos a Atenção Humanizada ao Recém- -Nascido (RN) de Baixo Peso – Método Canguru, política pública nacional desde o ano 2000, que vem modificando o paradigma do cuidado perinatal e contribuindo para a redução da morbimortalidade neonatal.

O Brasil apresentou redução de 77% das mortes na infância desde 1990 até 2012, com isso cumprindo, com três anos de antecedência, o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) número 4, que previa a redução em 2/3 da mortalidade desse público entre 1990 e 2015. Em 1990 a taxa brasileira indicava que a cada mil crianças nascidas vivas, 58 mor- riam antes de completar cinco de anos de vida. Em 2012, o índice foi reduzido para 16/1.000, o quinto maior ritmo de queda do mundo deixando conosco a tarefa de identificarmos a cada momento as questões que irão determinar a redução desses índices.

Estes resultados, segundo uma publicação da revista Lancet, em 2013, foram atribuídos, em grande parte, à expansão da Atenção Básica no país, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), somada ao benefício do programa de transferência de renda Bolsa-Família, que possibilitaram melhorias nas condições de educação e saúde, garantindo às famílias mais vulneráveis, maior cobertura de vacinação, de consultas de pré-natal e puericultura, entre outras.
Destacamos, ainda, a Política Nacional de Aleitamento Materno, com suas múltiplas estratégias de ação (Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, Ação Mulher Trabalhadora que Amamenta, Rede Brasileira de Bancos de Leite e campanhas anuais de mobilização social) a qual tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa contribuindo efetivamente para que o País atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.

O Programa Nacional de Imunização, que em 2013 completou 40 anos, conseguiu que o País eliminasse a ocorrência de muitas doenças imunopreveníveis e já vem conseguindo ofertar as vacinas recomenda- das pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mantendo altos índices de cobertura vacinal.

Mais recentemente, o Ministério da Saúde, a partir da Rede Cegonha, fortaleceu medidas para o enfrentamento da mortalidade materna e infantil (em especial no componente neonatal cuja redução tem se mos- trado mais lenta) a partir do fomento à atenção integral e humanizada às gestantes e aos bebês, qualificando o pré-natal, apoiando a adoção das boas práticas obstétricas e neonatais, baseadas em evidências e preconizadas pela OMS. Entre essas práticas, destacamos o enfrentamento às cesáreas sem indicação médica precisa, que favorecem o nascimento pré-termo ou em idade gestacional limítrofe e, consequentemente, uma série de complicações.

A Rede Cegonha possibilitou ainda a criação de mais de 1.000 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e por meio da Portaria GM-MS 930/2012, instituiu o conceito de “cuidado progressivo”, buscando a continuidade do cuidado, desde a UTIN, passando pelo leito de Uni- dade de Cuidados Intermediários Convencional, até chegar à Unidade de Cuidados Intermediários Canguru. Esta tipologia de leito canguru é outra inovação citada na portaria, que reforçou a garantia do direito do recém- -nascido internado em UTIN contar com sua mãe, pai ou cuidador 24h por dia, conquistas normativas fortemente influenciadas pelas práticas do Método Canguru no País.
Iniciativa igualmente importante no âmbito da Rede Cegonha, do ponto de vista da qualificação e humanização da atenção, foi a normatização de diretrizes de atenção ao RN no momento do nascimento. A tríade de boas práticas – clampeamento oportuno do cordão umbilical, contato pele a pele e aleitamento materno na primeira hora de vida – associada à garantia de oferta de profissionais capacitados em reanimação neonatal, são fundamentais para a redução da morbidade e do componente neonatal da mortalidade infantil.

Considerando todo o acima exposto, percebe-se que o atual contexto da saúde da criança no Brasil, não permite mais que as políticas públicas se contentem com a sobrevivência infantil, precisando necessariamente, a exemplo de muitos países, da estruturação de políticas públicas que ao mesmo tempo se preocupem com o pleno desenvolvimento na primeira infância.

Neste sentido, foram articuladas estratégias que culminaram, em 2015, com a publicação da Política de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC). Esta política agrega sete eixos que perpassam todas as redes de atenção à saúde, envolvendo ações que vão desde a atenção humanizada perinatal até o desenvolvimento integral da criança. Um dos sete eixos é a Atenção Humanizada ao Recém-Nascido – Método Canguru.

No Brasil, o Método Canguru sempre foi utilizado como um cuidado diferenciado visando à qualidade da assistência. Ao completar 15 anos de política no País, destaca-se além da redução da mortalidade, uma série de vantagens evidenciadas em publicações científicas, entre elas um melhor desenvolvimento neuropsicomotor.

A estratégia de disseminação do Método Canguru, historicamente adotada pela Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde brasileiro, com a criação de Centros de Referência e formação maciça de tutores para a disseminação do Método tem permitido sua implantação crescente em mais e mais hospitais.

O sucesso da capacitação dos hospitais de ensino do País, sendo vários deles referência nacional na atenção neonatal, foi outra conquista, com destaque para os que compõem a Rede Brasileira de Pesquisa Neo- natal. Muitos, nos últimos anos, não apenas aderiram ao Método Canguru, mas estão atuando como multiplicadores em sua região, cumprindo com seu papel de formação e extensão universitária.

Este modo de trabalhar e seus resultados já colocaram o País em evidência no âmbito internacional, trazendo um novo desafio de responder a crescentes demandas de países interessados em firmar parcerias de cooperação internacional com o Brasil. Neste sentido, é também com júbilo que o Ministério da Saúde pode anunciar que em 2015 foi iniciada a primeira Cooperação Internacional neste campo, apoiando El Salvador a ser mais um país a ter seus recém-nascidos beneficiados pelo Método Canguru.

No âmbito nacional, o desafio maior que ora se apresenta é a qualificação das equipes de Atenção Básica do País para uma atenção qualificada à criança que nasceu pré-termo egressa de internação neonatal, na 3a etapa do Método Canguru. O objetivo é que os profissionais da Atenção Básica sintam-se seguros para acolher e acompanhar essas crianças, utilizando-se deste Método, de forma compartilhada com a equipe multiprofissional da maternidade de nascimento do bebê.

Esta publicação cumprirá papel importante como registro histórico e para a consolidação da implementação desta Política Nacional em todos os aspectos aqui abordados, se tornando leitura obrigatória por todos os profissionais e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) empenhados em ofertar uma atenção mais qualificada e humanizada a cada brasileirinha e brasileirinho de nosso país.

Finalmente, não poderia encerrar sem deixar de prestar, em nome do Ministério da Saúde, uma justa homenagem à Profa. Zeni Lamy, docente da Universidade Federal do Maranhão, que, com tanto brilhantismo e dedicação vem coordenando a expansão e o fortalecimento desta Política no País. Na pessoa dela homenageio e agradeço a Luiza Geaquinto, responsável pela Política na Coordenação Geral Saúde da Criança e Aleitamento Materno – GSCAM, aqui no Ministério da Saúde e a cada um dos não menos devotados Consultores Nacionais e Tutores Estaduais do Método Canguru, que compõem este belo e generoso time de verdadeiros militantes pelo SUS e pela saúde dos bebês e suas famílias no Brasil!
Boa leitura!

Anexo de E-mail

4 ago Aleitamento Materno

As bactérias do leite materno


Por Rachel Francischi, Nutricionista da Casa Curumim

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Sim, o leite materno contém bactérias! E elas são muito desejadas, por mais estranho que possa parecer. Os micróbios do leite materno ajudam no desenvolvimento e amadurecimento do sistema imunológico do bebê, na resistência contra infecções e até mesmo na proteção contra o aparecimento de alergias e asma na infância!

O contato com essas bactérias saudáveis da mãe é extremamente importante para o desenvolvimento infantil. Partos tipo cesarianas e o uso de leite artificial vêm contribuindo para o aumento de alergias e doenças mediadas pelo sistema imunológico devido à falta da exposição do bebê às saudáveis bactérias maternas.

Então vamos entender um pouco melhor desse assunto:

Nós temos trilhões de bactérias no nosso intestino. Essas bactérias são chamadas de microbiota intestinal. Já foram identificadas mais de 500 espécies diferentes, sendo algumas muito saudáveis e outras nem tanto. Uma microbiota intestinal adequada depende de vários fatores, como nascimento por parto normal, aleitamento materno e consumo de dieta equilibrada. A microbiota equilibrada e saudável traz muitos benefícios para o ser humano:

- produção de vitaminas (vitamina K, vitamina B12) para o nosso corpo;
- modulação do funcionamento do nosso sistema imunológico, diminuição de alergias e de doenças inflamatórias;
- regulação do funcionamento do intestino;
- formação de barreira intestinal para impedir a entrada de patógenos (os outros micróbios causadores de doença);
- melhora na absorção de nutrientes, tais como ferro, zinco e vitamina D;
- modulação do funcionamento do sistema nervoso (através do eixo de comunicação intestino-cérebro): emoções e comportamentos ligados à depressão, ansiedade, estresse, memória, aprendizagem, e até mesmo autismo;
- regulação da sensação de saciedade, do desenvolvimento da obesidade e do diabetes mellitus.

No entanto, fatores como o uso de medicamentos, a alimentação desbalanceada, o estresse físico e/ou mental podem desequilibrar nossa população de bactérias do “bem” e do “mal” no intestino. E aí todos esses benefícios para a saúde podem ser perdidos!

Assim como no intestino, há também centenas de espécies de bactérias no leite humano, e há uma grande variação dos tipos de bactérias de mãe para mãe. O leite materno é um alimento probiótico por natureza! As bactérias variam desde o colostro e ao longo dos meses de amamentação, uma sabedoria impressionante para garantir ao bebê as melhores bactérias possíveis em cada etapa do seu crescimento.

E como as bactérias chegam até o leite materno? Os cientistas ainda estão descobrindo os mecanismos exatos e acreditam que existe uma conexão através das circulações sanguínea e linfática, desde o intestino da mãe até as glândulas mamárias.

Até bem pouco tempo atrás, acreditava-se que era somente no trabalho de parto que o bebê entrava em contato por primeira vez com as bactérias maternas para formar a sua microbiota intestinal. No parto normal, sabemos que bebê é colonizado especialmente por bactérias saudáveis naturalmente presentes na vagina e na pele materna, diferentemente do parto cesárea. Nos últimos anos, a descoberta de bactérias maternas também no cordão umbilical, no líquido amniótico, nas membranas fetais e no mecônio de bebês saudáveis contraria a ideia que o útero seja um ambiente estéril. Os estudos recentes sugerem que desde o útero o bebê já está em contato com as bactérias da mãe.

Ou seja, os tipos de bactérias que o feto encontra no útero da mãe, e não só no tipo de parto e no tipo de aleitamento (materno ou artificial), podem influenciar a programação metabólica que esse bebê terá ao longo de toda a vida!

E parece que até mesmo a cólica do recém-nascido pode ter relação com a microbiota não saudável no intestino da mãe e consequentemente do bebê. A teoria dos pesquisadores é que a microbiota não saudável do bebê pode alterar a junção das células intestinais, interferindo na motilidade e permeabilidade do intestino do bebê (através de processos inflamatórios, nervosos e/ou hormonais), podendo causar dores abdominais e cólicas no recém-nascido.

Tudo isso ainda é muito novo na ciência, as hipóteses ainda estão sendo testadas para que possamos atuar tanto na prevenção como no tratamento de cólicas, alergias e doenças. Mas já sabemos que quanto mais saudáveis forem os tipos de bactérias no intestino da mãe e consequentemente no útero e no leite materno, melhor será o desenvolvimento do bebê, especialmente do seu sistema imunológico.

E claro que sabemos que o leite materno é sempre superior a qualquer leite artificial, independentemente da microbiota materna. Sempre, sempre mesmo, o leite materno será o melhor alimento para o bebê independente da microbiota materna! E a ciência ainda está descobrindo como podemos melhorar ainda mais os tipos de bactérias do leite materno…

Sabemos que a variedade de bactérias saudáveis no nosso intestino diminuiu muito nas últimas décadas, principalmente pelo crescimento da urbanização e do uso de antibióticos. O alto grau de processamento/industrialização da nossa comida também interferiu na nossa microbiota. Não é de se surpreender que o tipo de bactérias no leite de mães de áreas rurais tende a ser mais saudável do que no leite de mães de áreas urbanas.

Os estudos apontam que a qualidade da dieta materna desde a gestação e consequentemente o perfil de bactérias do intestino da mãe modulariam quais os tipos de bactérias que fazem parte da vida uterina, do parto, do aleitamento e consequentemente da microbiota do bebê.

Se você quer ter bactérias saudáveis e transmitir ainda mais bactérias saudáveis pelo seu leite materno, cuide especialmente da sua dieta. O quê comemos alimenta as populações das nossas bactérias! E se queremos que o leite materno tenha colônias de bactérias das mais saudáveis que existem, cuidemos da dieta materna desde a gestação.

Caprichar nos alimentos naturais e ricos em fibras, especialmente as verduras, frutas e legumes naturais, os grãos integrais, a aveia, os feijões, os alimentos com nenhum ou menor grau de industrialização como os iogurtes naturais, poucos doces/açúcares e pouca farinha branca, pouca ou nenhuma fritura ou gordura hidrogenada, moderação no consumo de carnes e alimentos de origem animal são algumas dicas que podem ajudar na colonização e permanência da maior variedade de bactérias saudáveis na nossa microbiota intestinal.

O uso de probióticos (organismos vivos ingeridos que conferem benefícios para a nossa saúde) na dieta materna desde a gestação e no pós-parto também pode ser indicado, dependendo do estado nutricional materno.

Já sabíamos que a nutrição materna era fundamental para o crescimento e desenvolvimento do bebê durante a gestação e amamentação. Agora os estudos da microbiota ampliam a importância da alimentação saudável materna para várias outras áreas da saúde infantil. Cuidemos com carinho das nossas bactérias!

Referências

Bode L, McGuire M, Rodriguez JM, Geddes DT, Hassiotou F, Hartmann PE, McGuire MK. It’s alive: microbes and cells in human milk and their potential benefits to mother and infant. Adv Nutr. 2014 5(5):571-3.

Conlon MA, Bird AR. The Impact of Diet and Lifestyle on Gut Microbiota and Human Health. Nutrients. 2015;7(1):17-44.

Funkhouser LJ, Bordenstein SR. Mom knows best: the universality of maternal microbial transmission. PLoS Biol. 2013;11(8):e1001631.

Liu X, Cao S, Zhang X. Modulation of Gut Microbiota-Brain Axis by Probiotics, Prebiotics, and Diet. J Agric Food Chem. 2015 Sep 16;63(36):7885-95.

West CE. Probiotics for allergy prevention. Beneficial Microbes 2016 7:2, 171-9.

8 jun Aleitamento Materno

Ordenha e Armazenamento de Leite


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Por Gabriela Sintra Rios – Psicóloga e Coordenadora do Grupo de Amamentação da Casa Curumim.

Com o retorno ao trabalho ou mesmo naqueles momentos em que a mãe precisa se ausentar por um tempo e deixar seu bebê com outro responsável, surgem muitas dúvidas a respeito de como realizar a ordenha e armazenar o seu leite.

Algumas mães encontram mais facilidade em fazer a retirada manualmente e vão adquirindo prática ao longo da amamentação, outras preferem a bomba mecânica que geralmente podem ser alugadas ou adquiridas, contudo com o avanço da tecnologia e com a disponibilidade de materiais mais modernos no mercado, é importante ressaltar que estas quando não usadas de maneira correta podem acarretar lesões mamilares.

Existem algumas razões importantes para ordenhar o leite materno. A ordenha contribui para o aumento da produção de leite e mantém a lactação. Ajuda a amenizar o ingurgitamento mamário e a prevenção de uma mastite – as ordenhas de alívio ajudam a mãe nos momentos em que os peitos estão muito doloridos e cheios. Prepara as mamas tornando-as mais macias na região dos mamilos e aréola – parte escura da mama -, afim de facilitar a pega e favorecer a mamada do bebê. O leite pode ser retirado e oferecido ao bebê que por algum motivo não pode ser amamentado. A mãe pode se sentir à vontade para doar a bancos de leite, caso produza em demasia.

Como preparar as mamas para a retirada de leite

Importante que a mãe esteja com as mãos limpas, com os cabelos presos e protegendo a boca e o nariz com máscara. Não há necessidade de higienizar as mamas, mas caso realize, procure usar apenas água, pois o sabão muitas vezes pode ressecar os mamilos. Procure sentar em uma posição confortável com os ombros relaxados e o corpo levemente inclinado para a frente. Para a ordenhar é sempre importante a mãe realizar uma massagem prévia com movimentos circulares que podem percorrer a região da aréola e toda a extensão da mama.

Como retirar o leite

Com os dedos em forma de “C” procure posicionar o dedo polegar na aréola acima da aréola do mamilo e o indicador abaixo, os outros dedos irão sustentar a mama. Pressione a região da aréola com movimentos firmes, aproximando os dedos e direcionando-os para o tórax, de forma intermitente (tipo “aperta-solta”), até o leite começar a fluir. Procure não pressionar somente o bico, pois não irá sair nada de leite. As primeiras gotas de leite devem ser desprezadas (em média 0,5 a 1 ml).
No começo pode sair pouco leite, mas com a estimulação o leite começará a pingar ou sair em pequenos jatos. A mãe pode mudar a posição dos dedos, assim facilita o esvaziamento de todas as partes da mama. Ao final aplique delicadamente gotas de leite na região dos mamilos e aréola.

Como conservar e fazer o descongelamento do leite

Utilize sempre recipientes de vidro e com tampas de plástico, estes devem ser previamente esterilizados. Uma boa forma de esterilizar é ferver o vidrinho por 15 minutos, ou mesmo usando esterilizadores de micro-ondas pelo tempo determinado na embalagem do esterilizador. Em seguida escorra o vidro e a tampa sobre um pano limpo até secarem naturalmente.

Segundo a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, o leite ordenhado e congelado deve ser estocado por um período máximo de 15 dias a partir da data da coleta, sendo mantido em temperatura máxima de -3 °C (congelador ou freezer). Essas normas foram adotadas aqui no Brasil, devido ao fato de morarmos em um país tropical, onde há mudanças constantes de temperatura, e com isso esse tempo máximo garante sua qualidade.

Caso seja ordenhado e oferecido por um período de até 12 horas, este poderá ser mantido na geladeira em temperatura máxima de 5 °C (guardado na prateleira da geladeira e não na porta, pois com o abrir e fechar pode ocorrer a oscilação de temperatura).

O frasco não precisa ficar totalmente cheio, a mãe pode completa-lo aos poucos com outras coletas, mas é importante deixar um espaço de pelo menos dois dedos entre a borda do frasco e o leite.

Caso a ordenha seja feita no trabalho, as dicas são as mesmas, porém procure transportar o leite bem congelado para casa em bolsas ou caixas térmicas, vale utilizar aqueles gelox para manter a temperatura. Identifique o frasco com a data e hora da coleta. O leite utilizado será sempre com a data dos mais velhos para os mais novos.

No momento do descongelamento, coloque o leite em um recipiente em banho-maria, aquecendo sem ferver, ao desligar o fogo, a temperatura da água deve estar em torno dos 40 ºC, sendo possível tocar a água sem se queimar. O frasco deve então permanecer na água aquecida até descongelar completamente o leite. Importante salientar que o leite materno não deve ser levado ao micro-ondas para o seu descongelamento ou aquecimento, pois este procedimento pode destruir seus fatores de proteção.

Dicas importantes para as mães

Para as mães que trabalham fora, procure amamentar o seu bebê sempre que você estiver em casa, assim a produção de leite é mantida; Quando mais você der de mamar neste período que estiver com seu bebê, mais leite você terá; Procure amamentar logo pela manhã ao acordar, á tarde quando regressar do trabalho e a noite antes de adormecerem; Aproveite os finais de semana para amamentar com mais frequência, pois estará estimulando a produção e reforçando o vínculo entre você se seu bebê. Após descongelar o leite descongelado, retire somente a quantidade que o bebê for tomar. Ofereça o leite em copinho, xícara ou colher, e caso ele não tome todo o leite a sobra que tocar a boca do bebê deverá ser desprezada.

5 jun Artigos

Falando de Homeopatia


Por Dr. Alexandre Funcia

Estou iniciando aqui no site da Curumim uma coluna falando um pouco sobre Homeopatia.

Achei importante começar abordando três perguntas frequentes feitas a mim:

O que é Homeopatia?

Como surgiu?

Em que se baseia?

Various mother tinctures of homeopathic medicine

Homeopatia é o nome que o médico alemão Samuel Hahnemann deu a uma modalidade de entendimento do processo saúde-doença e de tratamento médico criada por ele no final do século XVIII.

A Homeopatia surge num momento da história em algum grau semelhante ao atual. Um médico vê-se profundamente insatisfeito com os efeitos colaterais (por vezes letais) dos medicamentos de seu tempo e, em contrapartida, os pacientes temem profundamente os médicos, por seus tratamentos intensamente agressivos (como sangrias, vomitórios, catárticos, lavagens intestinais, cirurgias desnecessárias e mutilantes, além de remédios muitas vezes venenosos), e temem ainda mais ter de dar entrada nos hospitais, que têm a fama de deixar quem lá entra mais doente ainda, podendo mesmo morrer. Vive-se com pânico pela doença e pânico ainda maior pelo tratamento e por quem o realiza.

A história de como começa essa nova modalidade médica mistura-se com a história de seu criador.

Hahnemann, de família humilde, formou-se médico e clinicou com êxito por anos até que, cuidando de um amigo seu, este morreu em seus braços por conta dos tratamentos da época. Hahnemann fechou então o consultório e passou a traduzir obras médicas, justamente seguindo um princípio hipocrático fundamental, “em primeiro lugar, não fazer mal” (lat. primum non nocere).

Certo dia, enquanto traduzia para o alemão o livro Matéria Médica, do renomado médico escocês William Cullen, deparou-se com uma explicação que considerou descabida para a eficácia do quinino (Cinchona officinalis) nos casos de malária; seu espírito investigativo fez então que ele tomasse o quinino sem mesmo estar doente de malária. Após alguns dias usando a substância, ele começou a observar em si sintomas semelhantes aos da malária. Ao suspender a medicação, cessaram os sintomas.

Em sua época, a formação médica incluía conhecimentos mais sólidos de História da Medicina, e ele lembrou-se dos ensinamentos de Hipócrates, médico grego conhecido como o “Pai da Medicina”, que considerava haver duas maneiras de se tratar um doente:

- pelos contrários, a linha terapêutica predominante a partir de Galeno (médico romano), em que se considera que, para um sintoma do paciente, usa-se uma substância contrária àquele sintoma, como, por exemplo, antitérmicos, antialérgicos, anticonvulsivos, analgésicos (“anti-dor”);

- e pelos semelhantes, em que, se uma substância causa determinado sintoma em uma pessoa saudável, ela curará o mesmo sintoma em uma pessoa doente (os soros usados para picadas de cobras e para o tétano são exemplos, na medicina convencional, dessa lógica de tratamento).

Pois então: Hahnemann viu nesses sintomas que teve com o quinino uma demonstração da “terapêutica pelos semelhantes”.

Fez então testes com outras substâncias comuns da época, como beladona, digital (da flor da planta dedaleira), arsênico, mercúrio, ópio, para ver se se repetia o mesmo fenômeno, o que aconteceu.

Um contemporâneo seu, Albrecht von Haller, administrava medicamentos a pessoas saudáveis antes de empregá-los no doente, para estudar seus efeitos. Baseando-se em seus trabalhos, utilizou os remédios experimentados em si em colegas médicos e em seus próprios parentes, observando e anotando minuciosamente os resultados obtidos. Novamente viu corroboradas suas observações.

Foi compilando os resultados, que confirmavam essa “nova” terapêutica até que, em 1796, publicou seu trabalho “Ensaio sobre um novo princípio para descobrir as virtudes curativas das substâncias medicamentosas, seguido de alguns comentários a respeito dos princípios aceitos na época atual”, em que sistematizava o conhecimento adquirido ao longo de 6 anos de experimentações. Nasce aqui o que ele denominou Homeopatia (do gr. hómoios “semelhante” + páthos = “doença”). Foi Hahnemann quem também cunhou o termo Alopatia (gr. állos, “outro”, “diferente” + páthos, “sofrimento”) para a modalidade médica até hoje hegemônica.

Na próxima semana, darei continuação à Historia da Homeopatia falando do que se denomina Medicamento dinamizado e o por quê de Hahnemann empregar essa técnica de preparação do medicamento, que é um dos pontos em que os detratores da Homeopatia se apóiam para criticá-la.

Até mais…

17 mai Parto

Relato de Parto


Por Rafaela Fadoni Alponti Vendrame

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Há 4 meses, passamos pela experiência mais intensa de nossas vidas: o parto da Maria Clara! Obviamente, que o parto da Alice também foi emocionalmente intenso, primeiro filho, a expectativa é absurda, estávamos cheios de medos, dúvidas, ela também adiantou, o povo aqui em casa não gosta de perder tempo, e chegou por meio de uma cesárea. Apesar de hoje eu ter consciência de que talvez a conduta pudesse ter sido outra, acho difícil alguém questionar e ir contra o médico num momento tão importante como esse e isso talvez seja o principal motivo pelo qual os médicos convencem facilmente as mães a optarem pela cesárea eletiva, mas isso não vem ao caso agora. Alice chegou toda linda, loira, quase careca, mas loira, roxinha, calma e a cara do pai.

No caso da Maria Clara, o parto foi intenso em todos os sentidos, tanto emocional quanto fisicamente. A nossa caçula escolheu um dia muito festivo para nascer, um dia tranquilo. Tava todo mundo viajando, avós, avôs e tios, só tia Lets e tio Dilano estavam por aqui. Deixou todo mundo descansar e se recuperar da bebedeira da noite anterior, o pai dela em especial (hahaha!).

A bolsa rompeu logo cedo, acordei o marido, liguei para as nossas anjas, Dra. Desireé Encinas, a médica que me passou uma super segurança e tranquilidade, Beatriz Basile Kesselring – a enfermeira fantástica e tranquila e a Lucia Desideri Junqueira, a doula linda, tranquilíssima e muito parceira.

Ouvi todas as orientações e fomos tocar a vida, tomar banho, arrumar a casa, o restante das coisas, acordar a irmã mais velha e comunicar a família e alguns amigos. A primeira pergunta de todo mundo foi “vocês já estão indo pro hospital?” e quando ouviam a resposta: não, ficaremos aqui até as contrações ficarem mais intensas e com intervalos menores, ficavam indignados e bravos. Talvez eu também ficasse se estivesse no lugar deles, mas nós estávamos tranquilos com a escolha que fizemos, seguros e confiantes porque nossas anjas são experientes e muito competentes.

Durante a gestação, conversamos muito e elas nos prepararam para o grande momento, obviamente que a teoria nem sempre é como a prática, mas o que nos fez permanecer tranquilos foi a certeza de que estávamos fazendo tudo da forma correta e segura para mim e para Maria.

Na gestação da Alice, eu não cheguei a sentir as famosas contrações e tinha receio de não identificá-las, mas elas definitivamente não passam desapercebidas! Enfim, 5 horas depois da bolsa ter rompido estávamos indo pro hospital. A essa altura do campeonato, o povo todo já tava querendo matar o Tonico porque ainda estávamos em casa, mas parceiro é parceiro e estávamos juntos nessa.

Apesar da dor, que é imensa, eu estava tranquila. Meu único medo quando chegamos ao hospital era a Maria cair no chão, escorregar de dentro de mim, enquanto eu andava até a sala de parto. Eu fui andando por opção, já que ficar sentada era bem pior pra mim. As duas horas seguintes foram intensas, doloridas e cheias de movimentos involuntários. A única coisa que eu fiz foi “obedecer” o meu corpo e a cada contração que vinha eu me via fazendo força de forma totalmente involuntária. A presença do Tonico e das nossas anjas foi essencial para que no curtíssimo, porém reconfortante, intervalo entre as contrações eu ficasse tranquila e retomasse as forças.

Muitas vezes, eu nem processava o que eles estavam falando, mas só de ouvir o som da voz deles eu já me tranquilizava. Em um determinado momento, eu achei que não fosse mais dar conta, mas as anjas e meu maridinho, nervoso, mas firme e forte, não me deixaram desistir e depois disso Maria chegou!

Chegou dentro da banheira e saiu de dentro da água aos berros, pulmãozinho forte! E ainda respeitando tudo o que havíamos conversado sobre o momento do parto, as anjas a colocaram em meu colo, esperaram o cordão umbilical parar de pulsar para depois cortá-lo, fomos juntas para cama, ela ficou comigo e com o Tonico por uma hora após o parto e só então a levaram para o berçário.

Acho que nunca conseguirei descrever tudo o que senti, não me refiro só as dores, mas a tudo. Ter tido a oportunidade de tentar – e conseguir – o parto natural, ser respeitada, ser ouvida e ser cuidada foi uma experiência surreal! No parto da Alice, fui cuidada, mas me privaram da oportunidade de tentar o parto normal sem ter um motivo real.

Anjas, gostaria novamente de agradecer pelo antes, durante e depois do parto! Marido, obrigada por confiar em mim, na minha – que depois se tornou nossa – escolha. Eu te amo infinitamente! Enfim, a intenção é compartilhar minha linda experiência, não estou aqui para levantar bandeira contra ou a favor de nenhum tipo de parto, mas se for da nossa vontade e for seguro para mãe e para o bebê, temos que nos permitir tentar e não cair naquela histórinha de que com cesárea anterior é muito arriscado o parto normal, entre tantas outras que ouvimos por aí!

30 abr Temas em Pediatria

“LAÇOS DE ENCANTAMENTO – BRINCADEIRAS DE BEBÊ”


“LAÇOS DE ENCANTAMENTO – BRINCADEIRAS DE BEBÊ”
Do afeto ao desenvolvimento infantil
Lucila Faleiros Neves
Vanessa Andrade Caldeira

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Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar

Vinicius de Moraes
Os bebês nos encantam e surpreendem.
Nos primeiros anos de vida o bebê se desenvolve rapidamente. São muitas descobertas e interesses.

Quando nos deparamos com recém-nascidos, tão dependentes e frágeis, é difícil acreditar, que em 12 meses estarão dando seus primeiros passos e demonstrarão tantas habilidades. Esse desenvolvimento todo, tão rico, deve-se especialmente ao afeto, elemento organizador interno de nossas mentes. Toda aprendizagem começa com afeto!

Desde o período da gestação os pais se preparam para se conectar com o bebê que aguardam e assim poder cuidar adequadamente de um novo ser. O processo biológico natural favorece que os pais reajam acertadamente aos sinais de seus recém-nascidos. Para tanto os pais precisam observar seus bebês, interpretar seus sinais e reagir com bom senso. Para desenvolverem-se bem emocionalmente e intelectualmente os bebês necessitam de relacionamentos ricos, profundos e sustentadores no início da vida.

As crianças aprendem sobre o mundo brincando de maneira ativa. A brincadeira acontece por meio de todo seu aparato sensorial e motor movido essencialmente pelo afeto! A primeira lição de um bebê na causalidade ocorre bem cedo quando, por exemplo, descobre que seu sorriso traz um sorriso responsivo de alegria no rosto de seus pais. A conversa, olho no olho é uma importante forma de relacionamento com crianças de todas as idades. Um olhar, e tudo muda…..

O bebê precisa ter certeza de que aprovamos o que está fazendo! Precisa saber que está indo bem em suas incursões exploratórias! Por isso é importante ter alguém por perto transmitindo segurança e júbilo por suas conquistas.
É consenso, nos dias atuais, que “Brincar é coisa séria”. Através das brincadeiras os bebês conhecem seu próprio corpo, desenvolvem habilidades de movimento, de linguagem, de raciocínio e de interação com o mundo, conquistam habilidades. Brincar com um bebê pede respeito aos seus sistemas fisiológico, motor, afetivo e cognitivo. Estimulação e ambientes adequados são reconhecidos como base para o desenvolvimento saudável.

No 1º ano de vida os bebês aprendem através das sensações que lhes chegam e das experimentações que fazem. Estão muito atentos aos estímulos sensoriais: visuais, auditivos, labirínticos, percepção do corpo e os táteis. As roupas não devem impedir os contatos e movimentos, principalmente das mãos, que exploram o meio o tempo todo. A manga da roupa não deve cobrir as mãos, para que brinque melhor. Quando estão sem roupas, movimentam-se mais.

Para adquirir boa coordenação motora a criança pequena deve ter oportunidades de explorar diferentes espaços e formas e realizar movimentos cada vez mais elaborados. A experimentação reiterativa, característica marcante na infância, realiza-se para responder às necessidades de aprendizagem de cada momento. O bebê se interessa por ver, sentir e compreender os deslocamentos do seu corpo, dos objetos, das pessoas.

Conforme cresce vai cada vez mais longe e se encanta com as novas possibilidades de exploração e arrisca-se cada vez mais. Porém, necessita assegurar-se de que é observado.

Ter oportunidades diferentes como entrar debaixo da mesa ou em uma caixa, brincar de esconder e aparecer, ser empurrado por outro para trás e para frente, balançar na rede ajudam o bebê a saber mais sobre seu corpo e o espaço que o rodeia.

Quando o bebê está acordado e ativo é importante variar as posições em que é colocado. Cada posição oferecerá desafios diferentes, pois a gravidade estará atuando de forma diferente em todo o corpo do bebê. A posição de lado, por exemplo, quando o bebê é bem pequeno, favorece que as mãos se encontrem, que o bebê sinta o contato de uma mão na outra, brinque com as mãos, tendo-as à frente dos olhos, facilitando que as conheça melhor.

Quando se ocupa brincando, interagindo, descobrindo o mundo, o bebê poderá dormir melhor. Os períodos de sono são importantes para o bebê assimilar o que experimentou.

Estar atento aos sinais de cansaço ajuda a graduar e saber quando parar. As manifestações mais comuns de cansaço são: bocejo, língua para fora, vira o rosto, estica-se para trás, irritação e às vezes choro.

Inicialmente brinca-se curtos períodos de cada vez – quando tudo está bem, saciado, confortável, alerta e prontinhos para a ação. Pouco tempo de cada vez, mas uma atividade rica, proveitosa, gostosa, divertida e com muito afeto!

A criança maior consegue manifestar o quanto brincar é vital priorizando o brincar em detrimento de qualquer outra atividade. E o bebê? Como manifesta sua necessidade vital de brincar? Temos garantido na rotina diária do bebê oportunidades para brincar junto?

Um dos objetivos da nossa oficina do brincar é instrumentalizar pais para enriquecerem as brincadeiras com os pequenos e proporcionar aos bebês e crianças um espaço acolhedor, prazeroso e facilitador do seu desenvolvimento!
O importante é se divertir!!
Vamos brincar juntos?

Toda 4ª feira em 2 turmas na Casa Curumim:
- 14:30h para bebês de 3 a 6 meses
- 15:30h para bebês de 7 a 12 meses
Inscrições pelo cel.: (11) 99811-5595 via WhatsApp ou e-mail: lacosdeencantamento@gmail.com

Saiba mais sobre nosso trabalho em:

Referências:
- Pulkkinen, A.: PEKIP: Estimular Bebês Brincando – Alles Trade Editora e Comércio Exterior Ltda
- Brazelton, T.B.; Greenspan, S.I.: As Necessidades Essencias das Crianças – Artmed Editora

10 dez Temas em Pediatria

Uso do repelente de insetos em crianças


1. Evitando os mosquitos (1)

a. Proteção mecânica: utilize roupas com as mangas longas e calças compridas. As roupas finas não impedem as picadas, preferir tecidos de trama mais fechada e mais grossos. Evite roupas escuras (atraem mais insetos) e as roupas que ficam muito coladas ao corpo pois elas permitem a picada. O uso de perfumes pode atrair alguns insetos e deve ser evitado nas crianças. Algumas roupas já vêm tratadas com substâncias repelentes (geralmente artigos esportivos como camisas para camping e pesca).

b. Nos períodos do nascer e do pôr do sol as janelas devem ficar fechadas, o que reduz a entrada de muitos mosquitos. Os mosquitos como o Aedes atacam mais durante as primeiras horas da manhã e no final da tarde, mas podem picar à noite se houver suficiente luz artificial. São encontrados em locais abertos e possuem predileção pelo tornozelo, então a criança deve ser protegida quando está brincando fora de casa, com roupas que cubram esta parte do corpo (2). O uso do ar condicionado ajuda a manter os mosquitos afastados.

c. Existem produtos que podem ser utilizados nas roupas como a permetrina 0,5% em spray (para ser aplicada APENAS nas roupas e telas de janelas e NÃO diretamente sobre a pele).

d. Instalação de telas e mosquiteiros. Eles podem ser tratados com a permetrina em spray ou alguns já estão disponíveis com a substância com ação repelente.

e. A dedetização por empresa especializada reduz a quantidade de mosquitos na casa, mas deve-se seguir todas as orientações de tempo de afastamento da casa e limpeza após a sua realização.

f. Os repelentes elétricos (com liberação de inseticidas) são úteis e diminuem a entrada dos mosquitos quando colocados próximos das janelas e portas. Deve-se tomar cuidado com os repelentes líquidos que podem ser retirados da tomada pela criança e acidentalmente ingeridos.

g. Aparelhos ultrassônicos ou que emitem luzes não possuem eficácia comprovada. h. Realizar a limpeza do terreno da casa e, se possível, de terrenos, praças ou casas próximas, além da retirada de lixo e entulhos que possam acumular água parada que servem como local de criação de novos mosquitos.

2. Uso de repelentes: os repelentes tópicos podem ser usados para passeios em locais com maior número de insetos como praias, fazendas e chácaras, não devendo ser utilizado durante o sono ou por períodos prolongados. Na tabela 1 (3), constam alguns dos repelentes existentes no Brasil e suas respectivas concentrações da substância ativa. Eles atuam formando uma camada de vapor com odor que afasta os insetos. Sua eficácia pode ser alterada pela concentração da substância ativa, por substâncias exaladas pela própria pele, fragrâncias florais, umidade, gênero (menor eficácia em mulheres), de modo que um repelente não protege de maneira igual a todas as pessoas.

a. Abaixo de 6 meses – não há estudos nessa faixa etária sobre segurança dos repelentes e extrapola-se o uso dos recomendados para bebês acima de 6 meses em caso de exposição inevitável e com orientação médica.

b. Acima dos 6 meses – IR3535 – protege por cerca de 4 horas. É usado na Europa há vários anos e, em concentrações de 20% é eficaz, mas os estudos diferem quanto ao período de ação contra o Aedes aegypti que parece ser muito curto.

c. Acima de 2 anos – os que contém DEET são os mais utilizados. Quanto maior a concentração da substância, mais longa é a duração do seu efeito, com um platô entre 30 e 50%. Uma formulação com cerca de 5% de DEET confere proteção por aproximadamente 90 minutos, com 7% de DEET a proteção dura quase 2 horas e com 20% de DEET a proteção é de 5 horas. A concentração máxima para uso em crianças varia de país para país: nos EUA a Academia Americana de Pediatria recomenda concentrações de até 30% para crianças acima de 2 anos. A Sociedade Canadense de Pediatria preconiza repelentes com até 10% de DEET para crianças de 6 meses a 12 anos e autores franceses, concentrações de até 30% para crianças entre 30 meses e 12 anos. Há consenso quanto a se evitar a aplicação em crianças menores de 6 meses. A maioria dos repelentes disponíveis no Brasil possuem menos de 10% de DEET. A restrição da concentração de DEET a 15% ou menor baseada na toxicidade em animais pode resultar em doses insuficientes para a prevenção de doenças potencialmente graves (4) como a Dengue e a Zika a. Assim, o risco da toxicidade deve ser devidamente pesado em relação ao risco da doença. A associação de baixas concentrações de DEET com outros inseticidas está em estudo e parece ser promissora para evitar a resistência aos repelentes atualmente disponíveis. (5)

d. Icaridina – em concentrações de 10% confere proteção por 3 a 5 horas e a 20%, de 8 a 10 horas. Deriva da pimenta e permite aplicações mais espaçadas que o DEET, com eficácia comparável. Parece ser mais potente contra o Aedes Aegypti do que o DEET e o IR3535 e está liberado para uso acima de 2 anos.

e. Óleos naturais: são os mais antigos repelentes conhecidos e parecem ter eficácia razoável. Porém, por serem altamente voláteis (evaporam rápido), protegem por pouco tempo. Um estudo mostrou que o óleo de soja a 2% conferiu proteção contra o Aedes por quase 1 hora e meia. O óleo de citronela por evaporar muito rápido, fornece proteção muito curta. Óleo de andiroba puro mostrou ser muito menos efetivo que o DEET. Óleo de capim-limão teve seu princípio ativo isolado (PMD) e em concentração de 30% é comparável ao DEET a 20%, sendo o mais efetivo dos óleos naturais.

f. Esses produtos podem causar reações alérgicas locais e sistêmicas e devem ser usados com cautela e, preferencialmente, com a orientação do Pediatra.

g. Atenção ao utilizar pulseiras de citronela, pois além da baixa eficácia(6) já foram relatados casos de alergia no local do contato com a pele.

3. Orientação quanto à aplicação dos repelentes:

a. NUNCA aplicar na mão da criança para que ela mesma espalhe no corpo. Elas podem esfregar os olhos ou mesmo colocar a mão na boca.

b. Aplicar a quantidade e intervalo recomendados pelo fabricante, lembrando que a maioria dos repelentes atuam até 4cm do local da aplicação.

c. NÃO aplicar próximo da boca, nariz, olhos ou sobre machucados na pele e seguir as orientações do fabricante guardando a bula ou embalagem para posterior consulta, em caso de ingestão ou efeitos adversos.

d. Assim que não for mais necessário o repelente deve ser retirado com um banho com água e sabonete.

e. NÃO permitir que a criança durma com o repelente aplicado. Apesar de seguro se usado corretamente o repelente é uma substância química e pode causar reações alérgicas ou intoxicações na criança quando utilizado em excesso.

f. Em locais muito quentes (temperaturas maiores que 30 graus) ou em crianças que suam muito, os fabricantes recomendam reaplicações mais frequentes.

g. Repelentes com hidratantes ou protetores solares devem ser evitados, pois essas associações não são recomendadas em crianças. Os repelentes reagem com os protetores solares e acabam por reduzir o efeito do protetor quando aplicados juntos. Pode-se aplicar o protetor solar e após 20 a 40 minutos realizar a aplicação do repelente escolhido.

h. A apresentação em loção cremosa é mais segura do que a apresentação em spray e deve ser preferida nas crianças.

tabela

1. Markus JR. Prurigo estrófulo – reação de hipersensibilidade induzida por picada de insetos. Pronap. 2014;17(2):71-82.

2. Arya SC, Agarwal N. Advice to travelers on topical insect repellent use against dengue mosquitoes in far North Queensland, Australia. J Travel Med. 2011 Nov-Dec;18(6):434; author reply

3. Stefani GPP, A.C.; Castro, A.P.B.M.; Fomin, A.B.F.; Jacob, C.M.A. Insect repellents: recommendations for use in children. Rev Paul Pediatr. 2009;27(1):81-9.

4. Chen-Hussey V, Behrens R, Logan JG. Assessment of methods used to determine the safety of the topical insect repellent N,N-diethyl-m-toluamide (DEET). Parasit Vectors. 2014;7:173.

5. Abd-Ella A, Stankiewicz M, Mikulska K, Nowak W, Pennetier C, Goulu M, et al. The Repellent DEET Potentiates Carbamate Effects via Insect Muscarinic Receptor Interactions: An Alternative Strategy to Control Insect Vector-Borne Diseases. PLoS One. 2015;10(5):e0126406.

6. Webb CE, Russell RC. Advice to travelers on topical insect repellent use against dengue mosquitoes in Far North Queensland, Australia. J Travel Med. 2011 Jul-Aug;18(4):282-3.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria.

6 dez Gestantes

Atenção gestantes: protejam-se!


Por Desirée Encina, obstetra.

Verão chegando e com ele muito calor, chuvas e consequentemente mosquitos!

Diariamente, recebo em meu trabalho  muitas gestantes e mães com dúvidas sobre como se prevenir da Dengue e mais recentemente do Zika vírus, o que gerou a necessidade de passar informações importantes.

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Sabemos que o Zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, sendo assim, as medidas gerais de prevenção já alertadas anteriormente à Dengue são válidas à Zika.  (Evitar agua parada, colocar areia nos vasos de flores, tampar caixas de água, evitar roupas coloridas e agarradas ao corpo, evitar perfumes fortes).

Além disso, temos que prevenir a picada do mesmo com o uso de roupas compridas, telas de proteção nas janelas e repelentes químicos.

São 3 tipos de repelentes que temos no Brasil:

- Icaridina

- DEET

- IR3535

A Icaridina ( “Exposis”) é eficiente contra o mosquito e de maior duração na pele, 10 horas.

O DEET é o mais facilmente encontrado ( “OFF, Autan, Repelex”) também é eficiente, mas a duração é menor em sua concentração de 15% presente  no Brasil, devendo ser reaplicado a cada 6h.

O IR3535 ( “loção anti mosquito Johnson”) tem duração muito curta, 2 horas, podendo deixar a gestante desprotegida. O mesmo acontece com os repelentes naturais, como citronela, que também tem absorção muito rápida, 20 minutos, por isso, não recomendados.

As gestantes devem usar repelentes desde o inicio da gestação.

Dessa maneira, o repelente mais indicado é a icaridina, devido ao seu maior tempo de ação.  É recomendado seu uso 1 vez ao dia e se a temperatura ambiente for superior a 30 graus, deverá ser reaplicado a cada 5 horas. O repelente deve ser usado diariamente. E pode ser usado também por crianças a partir dos 2 anos

Outro detalhe importante é que o mesmo deve ser usado após a maquiagem, hidratantes, protetor solar, entre outros cosméticos, ou seja, sempre o último produto a ser aplicado na pele!

23 nov Temas em Pediatria

Relato sobre sono


Relato de Lilian Yuri Okada, mãe da Nina (atualmente com 11 meses) sobre Consultoria do sono para recém nascidos (oficina soninho bom do bebê de 0 a 6 meses).

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Consultoria realizada pela consultora do sono Maiana Rappaport, psicóloga e psicanalista, iniciada quando minha filhinha Nina tinha 2 meses de vida e acompanhada até os 4 meses de vida

“O aspecto mais importante no apoio dado pela Consultora de Sono primeiramente foi a escuta. Para mim, foi bastante acolhedor tê-la auxiliando em minhas dúvidas, não se limitando apenas às questões do sono, englobando também a saúde geral da bebê e a da mãe.

As orientações sobre desenvolvimento geral foram importantes porque determinados estágios no qual o bebê se encontra tem implicações em sua rotina de sono. Assim, entendendo o contexto e fase em que a bebê estava, pudemos atender de forma mais efetiva as necessidades dela.

As informações sobre os estágios e saltos de desenvolvimento, além de interessantes, nos permitiram ser empáticos com a Nina e nos ajudaram a lidar melhor com ela. Mais especificamente, sobre as questões do sono, foi fundamental entender o ciclo e janelas de sono do bebê e as orientações de como proceder. Outro ponto importante foi chamar a atenção para o fato de que, normalmente, atribuímos ao bebê o nosso ritmo de sono, mas que é necessário acompanhar o ritmo do bebê para depois, de forma muito vagarosa, encaixá-lo em nosso ritmo.
Seguir as orientações contribuiu não apenas para o bem estar da bebê, mas também para a redução de estresse da família toda, em especial da mãe, que passa a maior parte do tempo com o bebê.

A consultora enfatizou a importância da saúde física e mental da mãe para que ela cuide melhor do bebê. Ressaltou a importância de dormir sempre que possível e procurar relaxar com técnicas de automassagem.

No caso da Nina, que não havia uma questão crítica em relação ao sono, apesar disso, a consultoria foi de grande valor para nós, pais. Tínhamos quase que total desconhecimento das informações referentes às questões do sono que a consultora nos trouxe (ciclo, quantidade de horas necessárias, importância do sono, comportamento médio dos bebês, etc). Informações simples, dadas de forma precisa e clara que foram fundamentais para ajustarmos nossa conduta com a Nina. A partir dessas informações, surgiram outras dúvidas que foram esclarecidas pela consultora no período do contrato, respeitando as necessidades da Nina.

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Por ser muito novinha, o ritmo e padrão de soneca da Nina eram inconstantes o que gerava uma certa angústia em como lidar, às vezes dormia muito, outras vezes lutava contra o sono chegando à exaustão. A consultora mostrou-se sempre à disposição para tirar nossas dúvidas e nos tranquilizar.

Nossa experiência com a Nina em relação ao sono tem sido muito melhor depois que seguimos as orientações da consultora. Talvez, se não tivéssemos tido tais orientações, estaríamos enfrentando agora uma situação mais difícil de lidar. Por exemplo, poderíamos ter estabelecido um ritmo prejudicial à qualidade de sono dela ou “viciá-la” a dormir somente em determinadas condições não favoráveis aos pais, como o colo. A Nina é uma bebê atenta e desperta, dorme pouco, mas atualmente temos propiciado situações e ritmo para que ela tire sonecas mais longas durante o dia.”

A oficina “Soninho Bom do Bebê” tem o objetivo de ajudar os pais a entender o sono do seu pequeno e o que ele precisa para ter uma boa qualidade de sono. Sem regras rígidas, com muito amor e carinho, que os bebês precisam e merecem! A próxima acontecerá no dia 20 de janeiro, das 10h às 13h. Para inscrições e mais informações: ☎ 11 3862.8312 – 3862.5569 – 3862.0387 ou administracao@casacurumim.com.br (Pamela) ou AQUI

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