16 mai Sobre a Casa Curumim

Casa Curumim


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Curumim é uma palavra de origem tupi que significa crianças indígenas. Foi a partir deste nome que os pediatras Honorina de Almeida e Douglas Nóbrega Gomes pensaram na Casa Curumim. Um local que respeita a criança, a natureza da mulher de parir e amamentar, ajudando para que estes momentos sejam iniciados de forma natural e apoiando em situações de dificuldade.

A Casa Curumim reúne profissionais especializados em manejo clínico da lactação que podem proporcionar orientações para que a experiência de amamentar seja prazerosa e duradoura. Oferece também atendimento integral à família: Assistência na amamentação (hospitalar e domiciliar), assistência neonatal humanizada em sala de parto humanizado, acupuntura, pediatria integral, homeopatia, grupo de gestantes, pós-parto e aleitamento materno, fisioterapia e terapia ocupacional, psicologia infantil, oficina de brincar e musicalização, oficinas de papinha, nutrição infantil e alimentação complementar, nutrição na gestação e infância, pré-natal, atendimento psicológico à gestante e ao pós-parto, terapia craniossacral, fonoaudiologia neonatal e infantil, yoga para gestantes e bebês, massagem thai, curso de preparação para o parto e cuidados com o bebê e cursos direcionados aos profissionais da saúde como o de Manejo Clínico em Aleitamento Materno.

Referência por ser a primeira clínica de aleitamento materno de São Paulo, a Casa Curumim é também ponto de encontro para homens e mulheres que buscam um atendimento humanizado e respeitoso desde a gestação. 

 

7 ago Amamentação SMAM 2015

Amamentação e trabalho: para dar certo, o compromisso é de todos!


Hoje o bate-papo com a Dra. Honorina de Almeida, a Dra. Nina, pediatra especialista em aleitamento materno da Casa Curumim é sobre como a mulher deve se preparar para o retorno ao trabalho e seguir amamentando.

A mãe carrega seu bebê durante 9 meses de gestação e após o nascimento desenvolve a dedicação em tempo integral que é necessária nesses primeiros meses de vida fortalecendo ainda mais essa relação entre mãe e bebê. Quando a licença-maternidade chega ao fim, a dor dessa separação pode ser muito forte. Muitas mães já começam a sofrer desde as primeiras semanas só com o pensamento da volta ao trabalho. Então é importante que ela possa aproveitar esses primeiros meses com o bebê mas no momento adequado se preparar para se separar do bebê.

“A mulher pode se dar o direito de sofrer, faz parte do processo e a sensação de abandono em relação ao filho é enorme, mas voltar ao trabalho também é positivo, apesar de um tanto precoce na maioria das empresas brasileiras”, afirma a Dra. Nina.
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No Brasil, muitas empresas públicas e também um número cada vez mais crescente de empresas privadas garantem 6 meses de licença maternidade. Mas ainda a maioria das empresas trabalham com o que lei (CLT) determina: licença-maternidade de 4 meses e duas pausas de meia hora para alimentar o bebê/ ordenhar o leite durante a jornada de trabalho até o 6º mês de vida do bebê.

Para amenizar o impacto da distância, as mães podem adotar algumas medidas para prepara-lás e preparar o bebê para a separação que virá. Ela pode começar a sair por algum tempo para que possa ficar algum tempo longe da presença dela e também possa estar com a pessoa que vai cuidar dele. Assim ela e o bebê poderão vivenciar a situação de estarem um sem o outro por algum tempo.

Quem vai cuidar e onde o bebê vai ficar na volta ao trabalho?

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Segundo a Dra. Nina, o ideal é ir amadurecendo as soluções. Decidir quem vai cuidar do bebê, quando começar a ordenhar e a armazenar o leite, no local de trabalho como o leite será ordenhado, armazenado e transportado. Além é claro, de ensinar o bebê a se alimentar sem ser pelo peito. Ir aos poucos e com paciência oferecendo o leite no copinho para que a transição seja tranquila e deixando a pessoa que vai cuidar do bebê alimentá-lo. Quando o retorno ao trabalho acontece depois dos 6 meses e o bebê já come, a situação é muito mais fácil.

“A mulher tem que saber que é assim, que não é só ruim voltar a traballhar, que existem coisas boas neste processo. Um estudo recente mostrou que filhos de mães que trabalham fora são mais educados e independentes e as filhas são mais bem sucedidas do que filhas de mulheres que não trabalharam fora. Provavelmente temos esses resultados pois os pais são o maior exemplo para os filhos. Por outro lado, também temos estudos que mostram que para a criança não é bom se os pais trabalham em demasia e ficam muito tempo fora de casa. O desafio atual é encontrar um meio termo e ficar o mínimo de tempo fora de casa. Vale a pena dizer também que tentar organizar no trabalho, para ficar o mínimo possível fora de casa. Tentar um acordo com o chefe para flexibilizar o horário. Um dos pais pode entrar no trabalho mais cedo e assim voltar mais cedo para casa. O outro começa mais tarde. Enfim, pensar nas possibilidades para que o bebê possa ficar o maior tempo possível com um dos pais. Quando se tem familiares que podem cuidar, melhor ainda”, completa a Dra.

A empresa deve dar suporte àa mãe nesse retorno, mas como sabemos, muitas pessoas não conhecem a importância do leite materno e cada mãe que retorna ao trabalho pode conversar com seus colegas de trabalho sobre o tema. Explicar que o leite materno protege seu filho, que ficará menos doente, e estará mais contente com o sucesso da amamentação.

ordenha-humanaQuando o bebê vai para um bercário, há que ter recursos para ajudar essa mãe a manter a amamentação. Às vezes, o berçário tem resistência quanto a receber o leite materno ordenhado, então é interessante a família mostrar como funciona o processo para descongelar, como oferecer no copinho e sempre destacar que chupeta e mamadeira são grandes vilões do aleitamento materno.

O que é preciso para manter a produção de leite após a volta ao trabalho?

leiteee-armazenado-1Para manter a produção é essencial esvaziar as mamas quando a mãe estiver longe do bebê, extraindo seu leite em intervalos regulares. Quanto mais se retira o leite, mais leite se produz. Por isso, quando a mãe estiver com o bebê o ideal é que ela ofereça o peito sempre que ele solicitar. Assim, a mulher que trabalha poderá continuar amamentando seu bebê de manhã, antes de sair de casa e após retornar do trabalho.

Lembrando que a Semana Mundial de Aleitamento Materno, que acontece de 1 a 7 de agosto, com o tema Amamentação e Trabalho: para dar certo, o compromisso é de todos, reforça a importância de as empresas terem salas de apoio para as trabalhadoras continuarem a amamentação mesmo com a volta à vida profissional. Nas salas de apoio, a mãe pode retirar e armazenar o leite para ser oferecido posteriormente ao bebê. As empresas também são incentivadas a oferecer licença maternidade de seis meses e creches próximas ao trabalho. O incentivo à licença prolongada segue a recomendação de profissionais de que, até os seis meses, a criança não receba nenhum outro alimento ou bebida além do leite humano.

6 ago Amamentação relactação

Aprendendo sobre relactação


Em um bate-papo com a Dra. Honorina de Almeida (Dra. Nina), pediatra especialista em aleitamento materno da Casa Curumim, ela explicou sobre a relactação, uma técnica que ajuda muitas mulheres a produzir leite para seus bebês – sejam eles biológicos ou não.

Ela contou que quando a mulher já amamentou e por algum motivo o leite secou, através do processo da relactação ela consegue recuperar a produção de leite e amamentar novamente.

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“A técnica pode ser feita de várias maneiras. Geralmente, usamos um equipamento chamado Sistema de Nutrição Suplementar que é mais conhecido como relactador. Como mostra a figura ao lado é um sistema simples que leva o leite (colocado em um frasco) para o bebê através de uma sonda que é grudada no peito da mulher de maneira que fique dentro da boca do bebê quando ele estiver sugando o peito. Ele vai mamar no peito enquanto recebe o leite, que pode ser o materno ou fórmula láctea”, explica a Dra. Nina.

Essa técnica é usada por mulheres que fizeram cirurgias de mama, com baixa produção de leite ou para bebês que por algum motivo específico não conseguem sugar todo o leite da mãe. É uma maneira de incluir o complemento para os bebês que precisam, sem ter que usar a mamadeira, grande vilã da amamentação.

A Dra. Explica que a estimulação das mamas, pela sucção do bebê, favorece a produção de leite.

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Segundo a Dra. Nina, toda vez que o bebê recebe o leite que não seja através do peito ele deixa de estimular a mama a produzir leite. Se ele mama o leite que precisa sugando o peito, há duas grandes vantagens: a primeira é que enquanto ele está recebendo o complemento através da relactação, ele está sugando a mama, que funciona assim, quanto mais suga, mais produz. E a segunda, é que evita a confusão de bicos, situação na qual normalmente o bebê opta pela mamadeira, onde o fluxo de leite é maior e o esforço menor.

Durante o processo da relactação é fundamental não dar a mamadeira ao bebê. Por isso, caso haja a necessidade de dar o leite sem ser no relactador, a mulher deve optar por um copinho.

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Para a mulher que adotou um bebê e mesmo que nunca tenha amamentando nem engravidado e tem o desejo de vivenciar este momento, utiliza-se o mesmo sistema. Nesse caso, chama-se lactação induzida. Também pode ser necessário o auxílio de medicações capazes de estimular a produção do hormônio prolactina -, que induz a produção de leite. Um bom planejamento para as estimulações das mamas também é importante nessa situação.

Segundo a Dra. Nina, mais do que a vontade de nutrir o bebê há o desejo de conexão com aquela criança, de criação de vínculo através do contato. Um momento mágico que proporcionará uma ligação profunda entre aquela mulher e aquele bebê, que apesar de não ter sido gerado em seu ventre, se conectará à ela através do olhar, do contato pele-a-pele e do alimento.

6 ago Amamentação Relatos SMAM 2015

Relato de Amamentação


Amamentando minhas trigêmeas

Por Sabrina Martins Schvarcz, mãe de Luana, 11, Alex, 10 e Melissa, Cecilia e Laura, 3 anos

Eu já tinha dois filhos quando recebi a notícia de que seria mãe de trigêmeas. Melissa, Cecilia e Laura vieram ao mundo para virarem minha vida do avesso, e me ensinarem que é preciso muita paciência, disciplina e amor para se criar cinco filhos nos dias de hoje.

A gravidez foi relativamente tranquila, talvez por ter acontecido naturalmente, sem nenhum tipo de tratamento. Como eu já tinha passado pela experiência de estar grávida, não tinha muitas dúvidas e incertezas, nada era novidade, a não ser uma dose a mais de cansaço e cuidados. E depois de trinta e quatro semanas e um dia de gestação, elas nasceram respirando sozinhas e pesando 1,890kg, 1815kg e 1540kg, e foram direto para a UTI neonatal.

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Mas na rotina de mãe de UTI, tudo era novidade. Eu não amamentei no primeiro dia, nem no segundo, nem no terceiro. Tive que assinar um termo autorizando minhas pequenas a receberem leite materno pasteurizado doado, pois eu ainda não produzia o suficiente para as três. Fiquei em choque, e só naquele momento é que me dei conta, de que eu não amamentaria minhas trigêmeas exclusivamente, em livre demanda, como fiz com meus outros dois filhos.

Foi difícil vê-las na mamadeira tão pequenas, e recebendo um leite que não era meu, ainda que por sonda. Mesmo indo ao lactário diariamente a quantidade de leite que eu conseguia extrair era sempre insuficiente para as três, então alternávamos de modo que a cada mamada uma delas recebesse meu leite. Conforme foram sendo liberadas para mamar diretamente no peito, começaram a receber também complemento de leite artificial. Nos horários de mamadas eu estava sempre lá, mas muitas vezes a escolhida só queria dormir, e enquanto eu tentava despertá-la para mamar, via a irmã bem acordada e mamando toda a mamadeira oferecida pela enfermeira. Na mamada seguinte a cena era a mesma, ainda que com outras bebês, e assim sucessivamente, de modo que algumas vezes, apesar de estar disponível em todas as mamadas, acabava o dia e eu não tinha amamentado ninguém. Nesse esquema de rodízio, foi difícil fazer com que elas realmente aprendessem a mamar. Tive dificuldades com a pega correta, especialmente com a Cecilia, que era menorzinha e passou mais tempo na UTI.

Apesar de tantas limitações envolvendo o processo de amamentação das minhas trigêmeas, em nenhum momento pensei em desistir só pelo fato que de teriam que receber complemento na mamadeira de qualquer jeito. Reunidas em casa depois de quarenta e um longos dias de UTI neo, fiz uma planilha para organizar as mamadas. Ia alternando entre um peito e complemento para a primeira, outro peito e complemento para a segunda, e só complemento para a terceira, de forma que cada uma das meninas recebesse a maior quantidade de leite materno possível.

Não tive dificuldades com a amamentação dos meus filhos mais velhos, mas dessa vez foi tudo diferente. Eu sentia que aos poucos, elas mesmas iam mamando cada vez menos no peito e preferindo a mamadeira. Algumas vezes a segunda não tinha paciência de esperar eu acabar a mamada da primeira, e acabava ficando só na mamadeira também.

Ao final de cinco meses alimentando as meninas em livre demanda as mamadas já estavam bem dessincronizadas, e somente uma delas ainda gostava de mamar no peito. Ainda assim, todos os dias eu tirava leite com a bombinha para oferecer para as outras duas. Com a diminuição do interesse por parte delas a produção de leite foi também diminuindo, até que aos seis meses a quantidade de leite era muito pequena perto do que elas mamavam, e todas já preferiam a mamadeira. O processo de desmame aconteceu gradativamente, e embora eu tenha ficado chateada na época, as meninas naturalmente desmamaram aos seis meses de idade. Para mim que já havia amamentado dois filhos exclusivamente até os seis meses e depois seguido amamentando até um ano, foi difícil, pois de certa forma me sentia rejeitada pelas meninas.

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Hoje elas estão com quase quatro anos e são meninas grandes e saudáveis, nem de longe lembram os bebês frágeis que eu vi pela primeira vez na incubadora de UTI neo. São crianças alegres, brincalhonas, cheias de vida, aprontam muito e raramente ficam doentes. Quando olho para elas hoje, pouco sinto da tristeza que permeou todas as questões relacionadas à amamentação do trio nos primeiros meses de vida. O que ficou desse processo, são as lembranças boas dos momentos de cumplicidade, do olho-no-olho, e a certeza de que fiz o que estava a meu alcance para que pudessem ter o melhor de mim. O mais curioso é que até hoje elas adoram ver bebês sendo amamentados, e sempre que brincam de bonecas, costumam oferecer o peito para suas próprias filhinhas!

5 ago Amamentação Relatos

Relato de Amamentação


Por Bruno Mendonça Coêlho, pai da pequena Helena.

“Ter filhos não é para quem tem pressa.

… e Helena nasceu! O parto normal ocorreu, depois de bolsa rota, com o mínimo de intervenções possível. E quero salientar que foi assim não porque tenha qualquer apreço à ideia do parto desassistido tecnologicamente. Muito pelo contrário! Sou fã de carteirinha da tecnologia e dos avanços da ciência e, como não podia deixar de ser no nosso caso, parimos no Hospital Albert Einstein embasados por uma extensa leitura que fiz da literatura médica sobre parto e que me fez ficar tranquilo em sermos assistidos por uma equipe superpreparada que tinha essa conduta menos interventiva… e Helena nasceu.

E veio a hora de amamentar, afinal de contas é o que esperamos, ou ao menos, o que supomos que ocorrerá: que depois de 38 semanas no útero, tudo o que o bebê quer é o peito da mãe. Mas a realidade, às vezes, é muito mais complexa do que as campanhas pró amamentação da Unicef e do Ministério da Saúde fazem crer. Apesar de nossa vontade, Helena nasceu com dificuldades de amamentação e por mais que tentasse, não conseguia mamar no peito.

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Como tantas outras crianças que nascem antes das 39 semanas (o chamado termo precoce), ela não coordenava perfeitamente o mecanismo de sucção. O resultado disso é que a abertura da boca, a saída da língua e a pressão para puxar o leite não se entendiam. O maestro estava dormindo. Coisas de uma boca ainda pequenininha e de um sistema nervoso que poderia ter esperado e amadurecido um pouquinho mais antes de nascer. Uma semana a mais ou a menos nesta fase da vida faz muita diferença. Quando isso se junta a um mamilo um pouco menos “exuberante”… a zica é completa.

… e apesar da intervenção da equipe do berçário, nada de mamar. É justamente nesta hora que bate um desespero! Ela nasceu pequenininha e ainda não está mamando, o que fazer agora? E tudo o que ouvimos sobre amamentação exclusiva até os seis meses, como fica? E nem o pessoal do berçário do Hospital A. Einstein consegue resolver o problema… Diante deste cenário, cair em tentação (dar “complemento”, mamadeira etc) é a coisa mais fácil que existe, ainda mais quando não dispomos de meios para resolvê-lo. Felizmente dispúnhamos! Tiemi Yoshida, a pediatra de Helena e uma fã de rock muito animada — We rock it! —, nos encaminhou para Fernanda (Santa Fernanda, como diz Luiza).

Bem, Fernanda Cacciari (faço questão de dar os nomes, afinal são excelente profissionais e merecem ser valorizados!) é uma fonoaudióloga de Santos — Santista Fernanda!, né Luiza —, especialista em amamentação e alimentação infantil, que fez, e ainda faz, toda diferença na vida de Helena. Pra começar, nos acalmou em relação ao que estava acontecendo (deu-nos toda a explicação técnica acima). Além do mais, nos ensinou várias técnicas para amamentá-la que dispensam a necessidade de mamadeira além de estar nos acompanhado desde então.

Partindo do princípio de que a dor não é condição para amamentação, tem ajustado diariamente a “pegada” de Helena na mama de Luiza, possibilitando um aleitamento confortável. Também nos ajudou a retirar o leite com a bomba, a dar leite no copinho, com uma sonda, entre outras técnicas ninja para hora de mamar… E o trabalho trouxe seus frutos… há uns dias, com seis dias de vida, Helena “fez a pega” e mamou sozinha pela primeira vez!‼‼ E tem evoluído bastante dia-a-dia tornando bem mais fácil o processo de amamentar. Hoje, Luiza deu de mamar sem a ajuda de ninguém…

Mas porque contar toda essa história? A questão é que por falta de informação adequada, de ajuda especializada, muitas pessoas abdicam de amamentar seus filhos. Junto a isso, frases como “eu não tinha leite”, “o bebê não queria o peito”, “meu leite era fraco” entre outras ajudam a contaminar o cenário da amamentação. O problema é que quem mais sai perdendo é a criança, visto que muito da proteção imunológica do recém nascido vem do leite materno ¬— isso para citar só um dos benefícios do aleitamento. No nosso caso, tivemos a felicidade de sermos bem orientados e de encontrar uma pessoa especialista no assunto. Também somos afortunados por podermos arcar com essa orientação. Neste sentido, um último argumento para aqueles que pensam excessivamente nos custos: leite artificial, remédios, médicos e tratamentos ao longo do tempo (quem mama mais, fica menos doente ao longo da vida) também custam uma boa grana…

Ideal seria um protocolo nacional sistematizado para o aleitamento! Um bem para pais e filhos!”

3 ago Artigos SMAM 2015

Introdução da Alimentação Complementar e a Amamentação


Por Rachel Francischi

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Em comemoração à Semana Mundial de Aleitamento Materno do ano 2015, com o tema ¨Amamentação e trabalho. Para dar certo o compromisso é de todos¨ , escrevi um artigo sobre a introdução da alimentação complementar e a amamentação. Os temas se relacionam porque justamente a volta ao trabalho da mamãe muitas vezes acompanha a introdução dos primeiros alimentos na vida do bebê.

Qual a idade ideal que os primeiros alimentos devem ser introduzidos da vida do bebê?

Os primeiros alimentos devem ser oferecidos aos seis meses de idade do bebê.

Mas se a mãe vai voltar antes disso ao trabalho, a introdução alimentar deve ser antes dos seis meses?

Não. A amamentação deve ser exclusiva, ou seja, apenas leite materno, até os seis meses de idade, para garantir um sistema imunológico mais forte, menor risco de infecções, alergias e perfeito crescimento e desenvolvimento do bebê.
Em raríssimos casos, orientamos a introdução de alimentos com 5 meses e meio de idade, por exemplo, mas isso tem que ser feito pelo pediatra ou nutricionista responsável que acompanha o bebê e sob circunstâncias especiais.

E como conseguir a amamentação exclusiva até os seis meses se a mãe vai voltar ao trabalho antes disso?

Infelizmente no nosso país ainda há muitas mães que precisam voltar ao trabalho antes dos seis meses de idade do bebê. Em muitos casos, conseguimos garantir a amamentação exclusiva até o sexto mês através da ordenha do leite materno e seu congelamento, para oferecimento ao bebê nos períodos de ausência da mãe. Nos primeiros dias de separação mãe-bebê, é importante que a mãe faça a ordenha do leite materno a cada 3 horas aproximadamente, e armazene de forma adequada (em potes de vidro lavados e previamente fervidos por 15 minutos, e depois da ordenha guardados em geladeira ou congelador) para que o bebê possa tomar o melhor alimento do mundo, o leite materno, enquanto a mãe estiver ausente.

No link a continuação estão todos os detalhes de como realizar essa ordenha e congelamento de forma adequada: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360

Por que alguns bebês passam a acordar mais vezes à noite depois que a mãe volta ao trabalho?

Nos momentos de reencontro mãe-bebê, é normal que o bebê passe mais tempo mamando e peça o peito com mais frequência, para compensar o período que passaram separados e também para matar as saudades!

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Se um bebê de 3, 4 ou 5 meses fica olhando a gente comer com muito interesse, isso significa que ele já está com vontade e precisando comer nossos alimentos?

Não, de jeito nenhum. O bebê fica curioso ao ver alguém levar um alimento ou um copo até a boca, pois é praticamente a única coisa que nós adultos levamos à boca na frente de um bebê, que leva tudo até a boca. Tudo mesmo, roupinha, brinquedo, dedo e até mesmo papel e objetos perigosos se não estivermos atentos! Logo, o bebê fica muito curioso ao ver você levando algo amarelo (uma banana por exemplo), vermelho (um pedaço de melancia por exemplo), algo prateado e pontudo (o garfo) até a sua boca, e fica muito interessado nisso, quer pegar e fazer igual, imitando. Mas ele não sabe o que é comer, mastigar ou engolir um alimento sólido e é imprudente oferecer alimentos sólidos para um bebê tão pequeno. Isso pode inclusive afetar a saúde do bebê, que deverá começar a comer no momento oportuno, após os seis meses de idade.

Por que muita gente, médicos inclusive, pedem para oferecer suco de laranja lima para o bebê, mesmo antes dos seis meses de idade?

Essa recomendação é muito antiga e não é mais usada. Ela existiu porque há muitos e muitos anos, quando ainda não se existia fórmulas infantis de leite artificial, os bebês que não podiam ser amamentados tinham que tomar leite de vaca. Mas não era o mesmo leite de vaca que as crianças maiores e os adultos podem tomar. A mãe tinha que diluir o leite de vaca com água filtrada ou fervida, porque o leite de vaca puro era muito forte e fazia mal para o bebê. Acontece que o leite de vaca não tem nada, nadinha de vitamina C. Ele tem cálcio, tem proteínas, gorduras, vitaminas do complexo B, mas vitamina C o leite de vaca não tem. E aí os bebês que tomavam leite de vaca tinham uma doença grave, chamada escorbuto, pela falta de vitamina C. Então, para o bebê que não mamava mais no peito, logo aos 2 meses de idade, os médicos já recomendavam oferecer de colherzinha um pouquinho de suco de laranja lima feito em casa, para garantir o consumo da vitamina C.

Mas é importante todo mundo saber que, hoje em dia, tanto os bebês que mamam no peito, como os bebês que tomam fórmula infantil, recebem toda a vitamina C que precisam nos seus leites, seja o leite materno ou o leite artificial. Não precisam e não devem tomar suco de laranja lima antes dos seis meses de idade.

Mas e depois dos seis meses de idade, podem começar pelo suco de laranja lima como o primeiro alimento?

Não recomendamos mais oferecer as frutas na forma de suco para bebês, nem para crianças (e nem para adultos). Os estudos mostraram que os sucos de frutas contém altíssima carga de açúcar da fruta (frutose), predispõem ao diabetes e não ensinam a criança a mastigar e a aprender o gosto, a textura, a forma das frutas naturais.

Além disso, grande parte das vitaminas e fibras das frutas são perdidas quando esprememos ou batemos a fruta, e a nutrição dentro de um suco é sempre pior do que a nutrição que temos dentro da fruta.

Então, se não é o suco, qual deve ser o primeiro alimento a ser oferecido para o bebê?

Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que o primeiro alimento oferecido ao bebê seja uma fruta. A fruta deve ser de preferência da estação e madura, e sempre que possível devemos preferir alimentos orgânicos ou da agricultura familiar.

Em outros países, o primeiro alimento pode ser um legume cozidinho ou até mesmo um cereal cozido, tipo um mingauzinho. Tudo depende muito da cultura local e da alimentação da mãe, pois o leite materno já transmite para o bebê alguns sabores e características do que a mãe come normalmente e assim o bebê já está “acostumado” parcialmente com esses alimentos. Como somos um país tropical com uma imensa riqueza de frutas lindas e deliciosas, é esperado que as frutas sejam bem aceitas e toleradas pelo bebê brasileiro como seus primeiros alimentos.

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Mas o bebê precisa comer a fruta porque o leite materno já não é suficiente para a nutrição dele?

Não, não é bem assim. A fruta contém algumas vitaminas como vitamina C, contém fibras, potássio e carboidratos. Mas tudo isso já tem no leite materno. E a fruta não tem quase nada de proteínas, nem de gorduras, que é o que o bebê precisa em grande quantidade para crescer forte e saudável. E adivinha onde achamos as proteínas ideais e as gorduras tipo ômegas-3 de melhor qualidade no mundo inteiro? Isso mesmo, no leite materno!

Sinceramente, o quê o bebê precisa é de leite materno. Mamar exclusivamente até os seis meses de vida e depois até pelo menos os dois anos de idade. Tudo o que ele precisa de nutrientes está no leite materno. Mas, após os seis meses de idade, a necessidade de alguns nutrientes como ferro e zinco é muito alta, e o leite materno não contém tanto ferro e zinco assim. Então, precisamos introduzir os alimentos para que o bebê possa complementar o ferro e o zinco, que estão principalmente nos feijões, nas carnes vermelhas e nos vegetais de folhas verde-escuras. Ou suplementar esses nutrientes caso seja necessário. O pediatra ou o nutricionista que acompanha o bebê saberá decidir se é esse o caso.

Pelo o que entendi, se o bebê comer muita fruta e pular as mamadas várias vezes ele pode não crescer direito?

Isso mesmo, muita fruta e pouco leite materno para um bebê de seis meses não é legal e pode desnutri-lo.

No início da alimentação complementar, não recomendamos que o bebê pule as mamadas, comendo apenas a frutinha no meio da manhã ou da tarde. Além de prejudicar a produção de leite materno se a mãe começar a pular mamadas e não ordenhar, a nutrição do bebê também será prejudicada. O ideal no início da alimentação complementar é oferecer ambos, fruta e leite materno, ao bebê. E aos poucos, bem aos pouquinhos ao longo dos primeiros meses da introdução dos alimentos, podemos ir espaçando as mamadas e substituindo-as pelas refeições com os alimentos.

Não vemos a introdução alimentar do bebê como o início de um desmame, pelo contrário! Vemos sim como uma nova etapa que introduzimos na vida do bebê, que se soma à amamentação. Por isso chamamos de alimentação complementar, porque complementa, e não substitui, o leite materno.

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Por que alguns bebês são mais difíceis de comer que outros?

Alguns bebês são mais interessados e curiosos com os alimentos. Logo nas primeiras vezes já abrem a boquinha, querem segurar e amassar as frutas, querem comer sozinhos e parecem se divertir (e se sujar!) muito com esse momento. Mas isso depende muito da personalidade de cada bebê… E a maioria dos bebês não é assim… Muitos bebês não são ainda tão interessados nos alimentos, não entendem muito bem o que é aquilo vindo na direção da boquinha deles, não querem pegar algo frio e esquisito na mãozinha… Não sabem e nem entendem que terão que abrir a boca e engolir algo muito diferente do alimento líquido, morno, perfeito que comem deitadinhos no colo aconchegante da mamãe, ouvindo o coração da mãe bater durante a amamentação.

A transição alimentar é uma fase intensa, o bebê terá que passar a comer sentado em vez de deitado, numa cadeira dura e fria em vez do colo quente e confortável, um alimento com textura em vez de um líquido perfeito e homogêneo que é o leite materno. Temos que ter muita paciência e compreensão para ajudar o bebê a entender essa mudança. Quanto mais divertido, lúdico e alegre for o momento de oferecer os alimentos para o bebê, melhor para o desenvolvimento infantil e a construção de uma boa e saudável relação com o alimento. Isso significa jamais, jamais obrigar ou forçar um bebê ou uma criança a comer, por nenhum método e sob nenhuma circunstância.

Se você gostou e deseja saber mais, visite http://www.rachelnutricionista.com.br/nutricao-infantil/ , participe de uma de nossas deliciosas “Oficina de Papinhas, Copinhos e Nutrição Infantil” ou agende uma Consulta Nutricional Infantil comigo. Será um prazer acompanhá-los nessa maravilhosa descoberta do prazer da alimentação saudável. Obrigada!

Rachel Francischi
Nutricionista (FSP/USP)
Mestre em Biologia Funcional e Molecular na área de Bioquímica (UNICAMP) • Master Practioner em Programação Neurolinguística (PNL) • Nutricionista para América Latina e Caribe do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (ONU) (2007-2012)
e-mail:contato@rachelnutricionista.com.br 
site:www.rachelnutricionista.com.br
facebook.com/nutricionistarachel 

30 jul SMAM 2015

Semana Mundial de Aleitamento Materno #smam 2015


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De 1 a 7 de agosto acontece a Semana Mundial de Aleitamento Materno 2015 promovida pela WABA (Aliança Mundial para Ação em Aleitamento) e estaremos com uma programação especial.

O tema deste ano é -> Amamentação e Trabalho: para dar certo o compromisso é de todos!

No dia 1 de agosto, estaremos na Hora do Mamaço que acontecerá em São Paulo a partir das 10h no Parque da Aclimação (Rua Muniz de Souza, 1.119 – Aclimação). Esta é a 4ª edição do evento que também acontece em outras cidades do Brasil e exterior. É uma iniciativa da AMS Brasil.

No dia 4 de agosto, o Grupo gratuito de Aleitamento Materno que acontece das 14h às 16h será especial. Haverá uma roda de conversa com a fonoaudióloga Gabriela Buccini sobre o uso da chupeta, mamadeira e copinho durante a amamentação e no retorno ao trabalho” seguida de um coffee break. (neste dia não haverá atendimento durante o grupo).

Na quarta, dia 5 haverá Vivência Musical com a querida Giovanna Puerto, das 14h às 15h.

Durante toda a semana divulgaremos relatos e fotos de nossas pacientes e seguidoras com seus bebês mamando, uma maneira de incentivar mais mães a continuarem amamentando após o retorno ao trabalho.

Durante os sete dias publicaremos artigos escritos pelos profissionais da Casa Curumim sobre amamentação no blog e no facebook.

Marquem na agenda e não esqueçam! Nos vemos em breve.

Casa Curumim

14 jul Amamentação SMAM 2015

Semana Mundial da Amamentação 2015: 1 a 7 de agosto.


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A WABA tem o prazer de anunciar o tema e slogan da Semana Mundial da Amamentação – SMAM 2015: “Amamentação e Trabalho – Vamos Fazer Funcionar”!

O tema da SMAM 2015 sobre mulheres trabalhadoras que amamentam revive a campanha da SMAM de1993 sobre a iniciativa de um Local de Trabalho Amigo das Mães
Trabalhadoras.

Muitos foram os avanços em 22 anos de ação global para apoiarem as mulheres a conciliarem a amamentação e o trabalho. Particularmente com a aprovação da Convenção revisando a OIT 183 sobre a Proteção a Maternidade com direitos a maternidade mais fortes, e mais ações de paises para melhorar as legislações e práticas nacionais. A nível do local de trabalho, também temos visto mais ações para criar Salas de Apoio a Amamentação ou espaços amigos da mulher que amamenta, incluindo premiação para empregadores amigos da mulher trabalhadora que amamenta, bem como uma maior conscientização em massa sobre os direitos da trabalhadora para amamentar. No entanto, depois de mais de duas décadas, o monitoramento global sobre o progresso da alimentação de lactentes e crianças de primeira infância mostra que esta quarta meta da Declaração de Innocenti (1991) é ainda a mais difícil de alcançar!

O foco na mulher trabalhadora que amamenta foi aprovado na Reunião Global Extraordinária WABA de Associados na Amamentação – “WABA Extraordinary Global Breastfeeding Partner Meeting” (EBPM) realizada em Penang, de 8 a 10 de novembro de 2013; tendo
discussões anteriores durante o Fórum Global WABA – “WABA Global Forum” e reunião Global dos Associados WABA Amamentação – “WABA Global Breastfeeding Partners Meeting” (GBPM) em 2010; bem como também em 2013 e 2014 nas Reuniões do Comitê Diretivo da WABA – “WABA Steering Committee Meetings”.

A consultora sênior da WABA, Sarah Amin, foi designada como autora principal para escrever o calendário com o anúncio da SMAM 2015, o folder de ação e outros materiais para a SMAM 2015, trabalhando com uma pequena equipe de membros do secretariado
WABA e representantes dos associados da WABA.

Os Objetivos da SMAM 2015 são:

1. Promover o apoio multi-dimencional de todos os setores para possibilitar as mulheres em
todos os lugares a trabalhar e continuar amamentando.
2. Reforçar as ações dos empregadores para que os locais de trabalho tornem amigo da
Família/ Pai /Companheiro / Bebê e Mãe, facilitando e apoiando ativamente as mulheres
trabalhadoras para que continuem a amamentar.
3. Informar as pessoas sobre os avanços mais recentes dos direitos de Proteção a
Maternidade a nível mundial, e aumentar a conscientização sobre a necessidade de
fortalecer a legislação nacional e sua implementação.
4. Apresentar, facilitar e reforçar práticas de apoio que possibilitem as mulheres que
trabalham no setor informal a amamentarem.
5. Envolver e formar parceria com grupos-alvos específicos, por exemplo, os Sindicatos,
Organizações de Proteção dos Direitos do trabalhador/ da Mulher, Grupos de Mulheres e
Grupos de Jovens, para proteger os direitos da amamentação das mulheres pelos locais de
trabalho.

A WABA conta com a colaboração ativa de todos vocês para comemorar a SMAM 2015!

10 jun Fisioterapia Perineal Fisioterapia Pós-Parto

Períneo antes e depois: A preparação para o parto e os cuidados no pós parto


Por Sandra Sisla, fisioterapeuta especializada em saúde da mulher.

Existem maneiras de preparar o períneo para evitar laceração durante o parto. A partir da 33ª semana de gestação, podemos iniciar a preparação para o parto vaginal com o EPI-NO que é um dispositivo para exercícios do assoalho pélvico. O EPI-NO consiste em um balão de silicone conectado a um tubo e uma bomba que ao insuflar aumenta o diâmetro para um alongamento do períneo. O balão de silicone é introduzido vazio na vagina e paulatinamente vai ganhando amplitude e alongamento nestes músculos.

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O treino do EPI-NO é interessante para exercitar o alongamento e também para ganhar maior percepção da região do períneo. Treinamos também para o período expulsivo e com a respiração direcionada, promovemos uma simulação deste momento e das possibilidades de posições para o parto.

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A massagem perineal é também uma possibilidade para a percepção e alongamento da região do períneo. As manobras de deslizamento e de pressão sobre o intróito vaginal preparam a pele, a mucosa e os músculos para o evento do parto.

No pós-parto é sempre bom retomar os cuidados com o corpo com exercícios para recuperação do Tônus e da funcionalidade do períneo. Após 50 dias do parto realizamos uma avaliação perineal e orientamos exercícios para aumentar a força muscular do períneo, abdominais especiais aliados a exercícios perineais e abdominais hipopressivos.

E assim o corpo vai ganhando tônus e recuperando devagar sua dinâmica e vigor.

10 jun Gestantes Parto Relatos

Relato de Parto


“Conheci a Doutora Desireé bem antes de engravidar do meu segundo filho e decidi que, quando ele estivesse a caminho, viria ao mundo pelas suas mãos.

Os meses que antecederam a gravidez foram de muita ansiedade e expectativa, sempre apoiada, com toda paciência, por essa maravilhosa profissional, que é mais que uma médica para mim.

Lembro como se fosse hoje. No dia 5 de agosto de 2014, recebi uma mensagem da Dra. Desireé no celular com a pergunta: Menstruou? Respondi que não, e ela me disse que eu estava com um atraso de 2 dias. Dia 7, ela perguntou novamente se eu havia menstruado, e com a resposta negativa me disse para fazer o teste.

A ansiedade era tanta que comprei um teste na farmácia mais próxima e fiz imediatamente e o resultado foi positivo antes mesmo de terminar o procedimento. Enviei a foto do resultado para ela, que comemorou muito junto comigo.

Os meses seguintes foram maravilhosos. Tive uma gestação tranquila e fui muito bem acompanhada e amparada em todas as dúvidas e questões.

Com 30 semanas de gestação veio um pequeno susto. A ultrassonografia dizia que meu bebê estava com uma circular de cordão cervical. Falei com a Desireé, que me acalmou. O meu medo era continuar com os planos de ter o meu filho pelo parto normal, pois já tinha ouvido todo tipo de histórias sobre bebês que morrem enforcados com o cordão umbilical.

A Dra. Desireé realmente me deixou tranquila, disse que essa possibilidade não existia e que podíamos seguir com o planejado.

Exatamente com 40 semanas de gestação acordei pela manhã e percebi que estava perdendo o tampão. A Dra. Desireé veio me examinar e viu que minha bolsa havia rompido. Meu bebê estava a caminho. A partir daí, começou a saga maternidade – trabalho de parto – analgesia – nascimento.

O trabalho de parto foi intenso, as dores aumentavam e eu sabia que quanto maiores, mais perto estava a hora do meu bebê nascer. A paciência do meu marido e da Dra. Desireé foram primordiais nesse processo. Eu estava realmente muito brava com as dores aumentando e pude, mais uma vez, contar com seu apoio e profissionalismo.

Por fim, o anestesista chegou e o nascimento seguiu. A sensação de poder dar a luz com suas próprias forças é inexplicável e a emoção de ver o rostinho lindo do meu filho fazendo um biquinho assim que saiu da barriga e foi colocado sobre meu ventre foi única.

Daniel nasceu às 22h26 na Maternidade São Luiz do Itaim, pelas maravilhosas mãos da querida Dra. Desireé, muito saudável, com 3.150kg e 49 cm. O cordão em volta do pescoço? Ele estava lá, o papai viu tudo! Ninguém se apavorou. Desireé simplesmente o desenrolou e entregou meu filho para nós.

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Tudo passa tão depressa, que se pudesse parava o tempo em alguns momentos para sentir a emoção só mais um pouquinho. Mas felizmente existem as fotos para registrar estes momentos. Agradecemos imensamente à Dra. Desireé, que nos proporcionou uma pré-gestação, gestação e parto tranquilos. Não há maior felicidade do que poder contar com o conhecimento e o carinho de uma pessoa dedicada à sua profissão de forma tão intensa e segura. Muito obrigada por tudo!”

Carolina V. S. Oliveira

8 jun Amamentação

Amamentação pode evitar leucemia na infância


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Crianças que foram amamentadas no peito por pelo menos seis meses enquanto bebês podem ter um risco menor de desenvolver leucemia na infância em relação àquelas que não foram amamentadas no peito, mostra uma nova análise de estudos antigo.

Revisando 18 estudos, pesquisadores descobriram que crianças que eram amamentadas no peito de suas mães por seis meses ou meais tinham um risco 19% menor de desenvolver leucemia durante a infância, em compensação com os as que não haviam sido amamentadas, ou haviam, mas por um período menor de tempo.

Em uma análise separada de 15 desses estudos, os pesquisadores perceberam que as crianças que foram amamentadas por qualquer período de tempo eram pelo menos 11% menos susceptíveis a desenvolver a doença, em relação àquelas que nunca haviam sido amamentadas.

O autor da nova análise foi Efrat L. Amitay, da Universidade de Haifa, em Israel. A especialista envolveu 18 estudos, que abordavam mais de 10 mil casos de leucemia e 17,5 mil crianças que não possuíam a doença. Tais estudos foram publicados entre 1960 e 2014.

As descobertas se unem a um corpo de evidências que traçam uma “forte associação entre a nutrição infantil e a leucemia”, diz Amitay. “Essa informação pode ser usada pela saúde pública para realizar recomendações para os pais, que podem contribuir na precaução da doença em seus filhos” continuou.

O mecanismo exato envolvido nesta ligação entre o leite materno e a leucemia ainda não está claro, mas os pesquisadores têm algumas sugestões. “O leite materno é uma substância que dá vida. Ela contém anticorpos produzidos pela mãe que promovem uma comunidade saudável de bactérias no intestino das crianças e influenciam o desenvolvimento do sistema imunológico delas”, explicou.

Outra possibilidade que pode explicar a ligação é que o leite materno mantém os níveis de pH no estômago das crianças em um patamar que promove a produção de proteínas benéficas chamadas HAMLET, disseram os pesquisadores. Estudos realizados em roedores mostraram que o HAMLET pode ter a habilidade de matar células do câncer.

O leite materno também possui células-tronco que possuem propriedades similares às células-troncos de embriões, que podem ajudar o sistema imunológico na luta contra o câncer. “Os potenciais preventivos da amamentação devem ser comunicados de forma aberta para o público geral, não apenas para as mães. Desta forma, a amamentação pode ser mais socialmente aceita e facilitada”, escreveram os pesquisadores no estudo, que foi publicado no dia 1º de junho no JAMA Pediatrics.

Fonte: Live Science

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