16 mai Sobre a Casa Curumim

Casa Curumim


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Curumim é uma palavra de origem tupi que significa crianças indígenas. Foi a partir deste nome que os pediatras Honorina de Almeida e Douglas Nóbrega Gomes pensaram na Casa Curumim. Um local que respeita a criança, a natureza da mulher de parir e amamentar, ajudando para que estes momentos sejam iniciados de forma natural e apoiando em situações de dificuldade.

A Casa Curumim reúne profissionais especializados em manejo clínico da lactação que podem proporcionar orientações para que a experiência de amamentar seja prazerosa e duradoura. Oferece também atendimento integral à família: Assistência na amamentação (hospitalar e domiciliar), assistência neonatal humanizada em sala de parto humanizado, acupuntura, pediatria integral, homeopatia, grupo de gestantes, pós-parto e aleitamento materno, fisioterapia e terapia ocupacional, psicologia infantil, oficina de brincar e musicalização, oficinas de papinha, nutrição infantil e alimentação complementar, nutrição na gestação e infância, pré-natal, atendimento psicológico à gestante e ao pós-parto, terapia craniossacral, fonoaudiologia neonatal e infantil, yoga para gestantes e bebês, massagem thai, curso de preparação para o parto e cuidados com o bebê e cursos direcionados aos profissionais da saúde como o de Manejo Clínico em Aleitamento Materno.

Referência por ser a primeira clínica de aleitamento materno de São Paulo, a Casa Curumim é também ponto de encontro para homens e mulheres que buscam um atendimento humanizado e respeitoso desde a gestação. 

 

29 ago Nutrição

Probióticos na Gravidez


Por Fernanda Mariz
Nutricionista Materno-Infantil

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Gestantes e lactantes devem ficar alertas quanto à necessidade de consumo de probióticos. Você sabe por quê? Probióticos são microrganismos vivos que fornecem diversos benefícios à saúde. Para as gestantes, bebês e crianças, eles aumentam a absorção de vitaminas do complexo B, cálcio, zinco e ferro. Além de regularem a imunidade da mãe e do bebê, são ótimos na ação contra micróbios e bactérias que atacam o corpo.

Hoje, algumas pesquisas já confirmam inclusive que o uso de probióticos durante a gravidez pode reduzir o risco de futuras alergias alimentares nas crianças. O consumo de probióticos desde o início da gravidez pode ajudar a combater a obesidade tanto do bebê quanto da gestante até um ano após o parto, além de diminuírem os riscos de aborto, parto prematuro, diabetes gestacional e infecção urinária – os mais temíveis durante a gestação.

Fernanda Mariz atua como nutricionista especializada em atendimento à gestante, lactante e criança com alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

7 ago Amamentação Relatos SMAM 2014

Relato de Amamentação


Por Carolina Paixão, mãe da Serena

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No auge dos meus 40 dias amamentando já tenho história para contar.
Serena deu suas primeiras sugadas nos seus primeiros momentos de vida, estimulando meu corpo e o dela a nos preparar para essa jornada.
E pegou o bico direitinho, se tornando de cara uma boa filhotinha. Que orgulho que dá! Mas estávamos só começando…
A primeira dificuldade foi a diferença de bico, um era mais curto que outro e ja fui classificada como bico curto pelas enfermeiras da maternidade. Fato que me preocupou no momento mas que depois descobri que era só questão de tempo.
Ainda na maternidade me perguntava quanto tempo, em que intervalo, se dava uma ou duas mamas e obtive varias informações: amamente de 3 em 3h, 20 min cada mama, dê em livre demanda (quando o bebê quiser, esvaziando uma mama de cada vez). Mas quando vou saber que o bebê quer e quando a mama esvazia? Quando o bebê quer é instintivo, como toda a amamentação. Mas nós nos afastamos tanto de seguir nosso faro que ficamos inseguras. Só mais tarde descobri alguns sinais da mama vazia e com ajuda: flacidez, rejeição da Serena (ela jogava a cabeça para trás, puxando meu bico). Trocava de mama e ela aceitava com amor.
E a livre demanda? Já havia lido e ouvido a respeito nas minhas pesquisas ainda sobre o parto. O que o parto tem a ver? Garantir através de uma equipe humanizada aquela primeira hora de amamentação é fundamental para estimular a produção de leite através da ocitocina, garantir o abastecimento de leitinho e estabelecer o vínculo mamãe -bebê. Como a Serena nasceu com 2,5kg, sua glicemia era medida periodicamente e ao menor sinal de hipoglicemia nos era oferecido a suplementação alimentar. Lembro que a primeira vez que isso aconteceu, meu obstetra estava no quarto e, firmemente, perguntou para a enfermeira se eu não estava amamentando e que essa era a opção para a manutenção da glicemia e funcionou sempre. Eu colocava ela no peito e na próxima medição os índices estavam normais!
Mas foi só em casa que eu entendi o que é a livre demanda. Por que nos primeiros dias ela dormiu bastante. Acorda ou não acorda? Os mais próximos dão mil opiniões. Que as vezes te deixam insegura! Por isso leia, converse, se empodere. Sempre.
Acordava a Serena para comer, como o pediatra do hospital recomendou. Esse pediatra dizia: pais bons são aqueles que pensam com a cabeça e não com o coração; logo desconfiei. Resultado: ela não amamentava nem dormia bem. Deixei rolar. E assim tem sido. Ela mama quando pede, ou fazendo o movimento de procura com a boca ou chorando. Descobri que não precisa esperar chorar, já que nesse momento a fome já é gigante. E aos poucos ela foi ditando seu ritmo. Hoje ela dorme 2h, 2,5h entre as mamadas.
Depois de uns dias, percebi que doía um pouco o peito, justo aquele que o bico era perfeito e veio a primeira consulta pediátrica onde recebi a instrução básica da amamentação: se o bebê pegar direitinho não dói. E pegar direitinho é colocar o bebê bem colado ao seu corpo, abrir o bocão, lábios de peixinho, língua posicionada abaixo do bico. E não é que eu não senti nada? Exercício de presença! Senão machucava. Delícia, ela recuperou o peso do nascimento, podemos seguir.
Segunda consulta pediátrica, 15 dias depois. Peso bom. Mais instruções importantes: ordenhar um pouco antes para deixar a mama flácida para a Serena conseguir abocanhar melhor e aproveitar o leite mais gorduroso. A boquinha dela é pequena e estamos só começando a aprender… Paciência é a palavra de ordem!! E eu já contei? Em uma mamada, no mesmo seio, o leite muda sua composição, de mais hidratado e proteico para mais gorduroso, o que faz o bebê engordar! Incrível a Mãe Natureza!!!
E como é difícil ordenhar. Massagem antes, que é a melhor parte, ordenha manual depois. Paciência de novo. O tempo que eu poderia estar descansando… Mas faz toda a diferença para os seios e para o bebê.
Nesse meio tempo comecei a frequentar o grupo de aleitamento da Casa Curumim (lugar onde encontramos a pediatra). Que delícia de troca. Todo o tipo de dúvida: mama demais, mama de menos, não faz coco, livre demanda, peso, pegada do bebê. Vale a pena. Nos encoraja e nos empodera!
Mesmo com toda a orientação senti uma dor, como um raio no seio, que persistia após a mamada. Tentamos homeopatia para inflamação e não funcionou. Como eu estava sofrendo com a dor, partimos para alopatia. Aliviou um pouco, mas ainda tenho episódios de dor.
Consulta com o obstetra e tudo bem… Foi uma inflamação.. Cuidar das mamas com carinho e seguir adiante.
Acho que só faltou contar uma parte: quando a Serena coloca a mão no meu peito durante a mamada, ou faz carinho, ou me olha nos olhos, ou sorri no final, saciada. É por isso que vale a pena! Puro amor e conexão divina, da qual eu fui agraciada!

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7 ago Amamentação Relatos SMAM 2014

Relato de amamentação gemelar


Amamentação exclusiva gemelar, por Christiane Abbud, julho de 2014

“Amamentei meus gêmeos exclusivamente por 6 meses e após a introdução
à alimentação sólida por um ano”. Essa frase já causou as mais diversas reações às pessoas que escutam. Já me chamaram de heroína, de corajosa, de persistente, de doida, de coitada….e a melhor resposta é “por quê não?”.

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Já disse meu sobrinho, na sabedoria de seus 5 anos quando soube que teria um primo e uma prima de uma vez só:” ainda bem que a tia Chris tem dois peitos para amamentar”!

Vamos à uma breve introdução, afinal, tudo tem sua história e quem eu sou diz muito sobre minhas atitudes.

Quando descobri que a herança genética de minhas avós havia batido em minha porta, eu já era mãe de uma menina de 2 anos e meio. Clara mamou exclusivamente até os 7 meses e depois até um ano, sem complicações, com muito amor. Seu parto foi lindo, parto natural hospitalar, muito tranquilo. E o plano continuou sendo esse, mesmo com o fato de que agora eu teria 2 partos em um só dia.

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Mas isso merece um relato à parte. Enfim, nasceram os gêmeos. Com 39 semanas e 6 dias, parto normal, com analgesia. Gemelar 1 (nomeada de Lívia) veio primeiro e pélvica. Quem viu, disse que ela escorregou para fora de mim, perfeitinha e faminta. Logo que ela nasceu já começou a procurar o peito. Mamou com força. Enquanto isso, o Pai cortava o cordão umbilical e esperávamos as contrações reiniciarem para anunciar que o Gemelar 2 (nomeado de Pedro) estava pronto para nascer. Lívia ficou mamando, quietinha. Todos emocionados com a sabedoria da natureza. Lívia nasceu como quis, quando quis e porque deixaram que ela nascesse assim! Foi aí que eu conhecí pessoalmente o Douglas…não havia dado tempo de conhece-lo pessoalmente (tínhamos muitas indicações), mas quando ele chegou para pegar a Lívia eu olhei pra ele e disse: “Você não vai deixar darem complemento para eles, vai?” e a resposta veio muito rapidamente “não se preocupe, de maneira alguma eles vão tomar complemento sem
necessidade”. UFA!

Nisso Lívia largou o peito, o pediatra a levou para pesar e fazer os testes necessários.

Logo que a Lívia saiu do peito, novas contrações. Foram 40 minutos de exclusividade e o Pedro começou a querer nascer. Foram 3 empurrões segurando a mão do meu marido e o Pedro nasceu. Esse, quem segurou foi o Pai. Foi feita a mesma coisa, coloquei o Pedro no peito, mas ele mamou um pouco e parou, ele estava mais cansado.

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Enquanto o Pedro mamava, Lívia foi colocada “pele a pele” com o Pai e depois ficamos os 3. Um mamando e a outra embrulhadinha no meio de minhas pernas.

Já no quarto, Lívia mamava forte e Pedro mais devagar, as vezes brigava com o bico e desistia de mamar. Eu sabia o que deveria fazer, então já fazia o rodízio de mamas. Passamos o dia assim. Quando o Douglas veio visitar, comentamos o que acontecia com o Pedro. Ele observou a maneira com que eu estava amamentando, deu orientação de posição melhor para amamentar os gêmeos e achou melhor chamar uma
fonoaudióloga para fazer uma avaliação e orientar. Afinal, Pedro quase não havia conseguido mamar efetivamente.

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Logo chegou a Teresa. Rapidamente avaliou o Pedro e já começamos com os exercícios. Ela ensinou o Pai e a mim o que deveria ser feito antes da mamada para que Pedro pudesse mamar. Ele não conseguia colocar a língua para fora para mamar. Então, ele dobrava a língua e não conseguia ter acesso ao bico da mama. Fizemos tudo que a Teresa orientou. Pedro conseguiu mamar e bem na hora que tivemos alta.

E a Lívia mamando forte.

Fomos para casa, a Teresa iria fazer uma visita para acompanhar a evolução do Pedro e ela iria ensinar algumas posições para que eu pudesse amamentar os dois ao mesmo tempo e ajudaria com a organização das mamadas.

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Nisso surgiu um novo problema. Pedro evoluiu super bem, aprendeu a mamar
direitinho, mas a Lívia começou a morder.

Não sei o que seria de mim sem a Teresa. Sob orientação dela, desenvolvemos planilhas de mamadas, onde eu anotava em qual mama eles haviam mamado, a que horas, a duração da mamada e a fralda suja. Assim, para a próxima mamada, eu não ficava confusa em qual peito deveria colocar os bebês.

Usei as planilhas por um tempo, logo consegui confiar apenas na memória e na ajuda de elásticos de cor diferentes nos pulsos para saber qual bebê tinha mamado em qual peito.

O mais difícil na amamentação gemelar é mesmo a logística. No primeiro mês, eu amamentava ao mesmo tempo, mas sempre precisava do marido ou de minha mãe para ajudar. Eles aprenderam os exercícios a serem feitos com os bebês e me ajudavam. Principalmente a colocar a Lívia da maneira correta no peito, porque se não, ela mordia.

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Tive o privilégio de ficar exclusivamente com os bebês por muito tempo. Me dividia com a primogênita, mas foram meses “apenas” de amamentação. Pra mim isso era muito importante porque embora tenham dividido o espaço, meus gêmeos nasceram com peso de bebês de gestação única, vieram a termo e sem complicações.

A produção de leite era suficiente para 12 mamadas diárias, mais a ordenha do excesso, que eu congelava para ter meu leite guardado em caso de emergência. lembro que um dia estava muito cansada e segui o conselho do Douglas de deixar minha Mãe e o Marido darem uma mamada para que eu pudesse dormir por 4 horas seguidas. Logo me arrependi, porque acordei toda ensopada de leite, que jorrava por ter atrasado uma mamada…..peguei os gêmeos correndo e fui amamentar.

Não foi fácil. Tive ajuda de minha Mãe (que me deixou ser Mãe) e do marido, parceiro para tudo. Não tivemos e ainda não temos babá. Mas não era algo sofrido para mim. Pelo contrário, eu adorei amamentar cada um dos meus 3 filhos. Fiz sim algumas concessões. Ao se amamentar gêmeos perde-se ainda mais o pudor de ficar com o peito de fora. Tinha situações em que ambos queriam mamar ao mesmo tempo e eu respeitava isso, portanto, precisávamos escolher bem o local para uma saida em família e muitas vezes acabávamos optando por ficar em casa. Fazia tudo de maneira automática, seguindo o curso normal da vida. Uma vez me perguntaram se eu já não havia amamentado o suficiente, até quando eu queria amamentar, se aos 7 meses já não seria a hora de pensar em desmame e complemento. Respondi que ainda não estávamos preparados para o desmame, que aconteceria gradativamente.

Aos poucos, as 6 mamadas diárias foram reduzidas à uma noturna, com 1 ano de vida. Mesmo assim, eu ainda tinha leite congelado, assim que as mamadas foram espassando, principalmente pela manhã, eu ordenhava antes de amamentar e consegui fazer um bom estoque pessoal.

Sou eternamente grata ao Dr. Douglas Gomes, que rapidamente colocou a Maria Teresa Sanches em nosso caminho e foi o que salvou nossa maravilhosa história de amamentação. A Natureza faz o seu papel, mas às vezes precisamos interferir e ajuda-la. Optamos por ensinar um recém-nascido a mamar e outra a parar de morder para que eu pudesse realizar meu sonho de amamentar os gêmeos e propiciar a eles todos os benefícios da amamentação que a sua irmã teve. Seria mais fácil dar leite artificial, mas não era o que eu considerava ideal. E que bom que existem profissionais altamente qualificados para nos ajudar! Obrigada Teresa!!!! Hoje, com quase dois anos, os gêmeos estão super saudáveis!!!

5 ago Amamentação

Conversas de gente grande, por Maíra Scombatti


Texto e ilustração cedidos exclusivamente por Maíra Scombatti e Julia Borst, retirados do livro Conversas de gente grande, de Maíra Scombatti.

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5 ago Amamentação Relatos SMAM 2014

Relato de Amamentação


Por Aline Zamboni, mãe da Heloísa

Heloisa Batizado 0271Desde que nos casamos, há três anos, a vontade de engravidar era muito grande e quando eu e meu marido, Daniel,  descobrimos a vinda da Heloísa desejamos que ela viesse ao mundo da maneira mais natural possível. E foi assim que aconteceu! Um parto natural lindo! Mas já no hospital sentimos uma certa dificuldade com a amamentação, sentia que não sabia ao certo como ajeita-la no peito e por conta disso ela permanecia pouco tempo.

Quando saímos do hospital minha mãe percebeu que o choro excessivo da Heloísa poderia ser fome e por recomendação iniciamos a mamadeira com complemento.  Após dois dias em casa recebemos a ajuda da obstetriz Beatriz com algumas dicas de posicionamento e também de tirar o leite. Minha doula, Daniela Andretto, também veio me ajudar e me ensinou a tirar o leite manualmente mais rápido!

Percebi meu grande potencial em produzir leite! Eu realmente tinha uma produção muito boa, o bico do meu peito era ideal… então porque a Heloísa chorava horrores quando chegava perto do meu seio? Ela nem tentava sugar!  Nesse ponto já não precisávamos mais do complemento. Leite materno exclusivo, porém na chuquinha.

Com uma semana de vida, por orientação do Dr. Douglas,  recebemos ajuda da fonoaudióloga  Dra. Teresa Sanches. Entramos com os exercícios para soltar a língua e o leite, que antes era dado na chuquinha, passou a ser dado por uma sonda presa no meu dedinho, sendo sugado de um copo. Depois de duas semanas a Dra. Teresa percebeu que iriamos ter que reduzir o freio da língua da Heloísa e por causa da boa evolução nos exercícios da língua pudemos passar para uma mamadeira da medela.

Heloisa Batizado 0222Fizemos o procedimento na língua, os exercícios de ondulação, compramos a mamadeira que se assemelhava ao peito, usamos seringas para direcionar o leite, translactador, mas nada disso mudava o comportamento dela frente ao meu peito: ela berrava e se jogava para trás, meu seio parecia ter espinhos ferventes e isso me entristecia muito.

E por mais que eu tentasse as pessoas diziam: “ela não vai mais pegar o peito”, “ela já se acostumou com a mamadeira”, “tadinha dessa menina, deixa ela na mamadeira”, me sentia incompetente e,  dentro de mim  eu dizia “ela vai pegar o peito” e isso me dava animo para não me entregar a  mamadeira.

Quando minha filha completou um mês nessa rotina, confesso, que não aguentava mais… quis tanto um parto natural, quis tanto proporcionar  a ela uma chegada a vida mais leve que, a amamentação estava sendo frustrante e estressante para nós duas. Não tinha nada de natural ver minha filha aos berros.  Conversei com o Dr. Douglas que  me ouviu e me deixou muito a vontade para desistir  do processo, mas antes disso, pediu para que eu tentasse por mais quinze dias.

Confesso, mais uma vez, que precisei de um tempo, e por alguns dias não fiz exercício algum e não tentei coloca-la no peito. Precisava de um pouco de paz. A Dra. Teresa e meu marido foram meus maiores incentivadores e por muitos momentos foram os únicos que acreditavam que conseguiríamos. Eu dizia para eles que eu estava tentando, mas eu não estava.

Não deixei de oferecer o peito, mas comecei a oferecer em momentos diferentes: depois de ter mamado, antes de ter mamado, enquanto dormia, em pé, deitada e, quando ela tinha um mês e meio de vida, depois de ter mamado 150 ml de leite na mamadeira, estressadíssima, por algum motivo não aparente, ela pegou o peito e mamou muito! No outro dia não quis o peito, no terceiro dia pegou só um pouquinho, no quarto dia só dei o peito e nunca mais dei a mamadeira.

Na segunda semana de peito exclusivo eu tive candidíase e mastite, amamentei chorando por muitas vezes. Quando ela completou dois meses descobrimos que ela é alérgica e tive que restringir minha alimentação (restrição a leite de vaca e derivados, soja, oleaginosas, trigo, carne vermelha, ovo, peixes e crustáceos), mais uma vez seria mais fácil desistir e deixa-la no leite em pó, ouvi de muita gente que eu era louca de deixar de comer tanta coisa só para amamentar … Hoje a Heloísa tem 5 meses e meio, desenvolvimento e peso normal e, só mama no peito. Minha restrição alimentar continua. Mas eu digo para quem quiser ouvir,  valeu a pena cada minuto que investimos nesse processo. Obrigada ao Dr. Douglas e a Dra. Teresa pelo apoio e pelas orientações médicas, as avós que intensificaram as orações e mesmo a distancia nos incentivaram, cada uma a sua maneira, e, claro, ao meu marido que sempre acreditou que conseguiríamos e que teve muita paciência.

4 ago Amamentação SMAM 2014

Amamentar na primeira hora de vida reduz uso de chupeta, mostra estudo da FSP


Fernando Pivetti / Agência USP de Notícias

adeuschupetaA prática de mamar na primeira hora de vida está fortemente associada à redução do uso de utensílios como chupeta e mamadeira ao longo da infância. É o que aponta um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. O nascimento em Hospital Amigo da Criança e o acompanhamento na rede básica do SUS foram fatores que também influenciaram o menor uso dos chamados “bicos artificiais”.

A pesquisa da fonoaudióloga Gabriela Buccini buscou explorar os determinantes do uso de chupeta e mamadeira em crianças menores de um ano nas capitais brasileiras e no Distrito Federal. Os determinantes são fatores que se associam ao maior uso dos utensílios pesquisados. “Buscamos explorar os fatores individuais, ou seja, dos bebês, das mães e os fatores socioeconômicos e da característica dos serviços de saúde, o ponto de inovação da linha de pesquisa”, conta Gabriela. Com relação aos serviços de saúde, foram analisados se os tipos de serviços, público ou privado, influenciariam ou não no uso dos utensílios.

Segundo a pesquisadora, o estudo se voltou para o uso de chupeta e mamadeira devido às consequências que essa prática traz para a saúde da criança, causando problemas como respiração bucal, alteração da linguagem, redução no tempo de aleitamento materno, otite (inflamações no ouvido), que impactam de forma negativa em toda a qualidade de vida da criança. “Além disso, dentro de todo o desenvolvimento dos utensílios da humanidade, a chupeta e a mamadeira foram assumindo características prioritárias”, ressalta. “Apesar das medidas de controle e normatização do marketing, com o avanço da tecnologia, a cada dia têm-se novos formatos e modelos de mamadeiras e chupetas que promete aos que consomem, os pais e os bebês, maior segurança, tranquilidade, conforto e comodidade. Estamos na era das ‘urgências’ e da descartabilidade. Essa concepção traz à luz uma importante reflexão sobre a função da chupeta e da mamadeira nas relações estabelecidas no mundo pós-moderno”, completa.

Foram coletadas informações de um estudo epidemiológico transversal que utilizou o banco de dados da “II Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas Capitais e no Distrito Federal (PPAM)”, realizada em 2008 pelo Ministério da Saúde (MS). Ao todo, 34.366 crianças menores de um ano participaram do levantamento. A pesquisadora apontou que esse estudo é o primeiro a pesquisar os determinantes do uso de bicos artificiais em uma amostra representativa de crianças residentes nas capitais brasileiras. A vantagem desse processo seria a classificação em três categorias, o uso exclusivo de chupeta, o uso exclusivo de mamadeira e o uso de bicos artificiais, o que possibilita o avanço nos conhecimentos sobre a utilização desses utensílios.

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Gabriela ressaltou ainda que a principal motivação para a pesquisa estava em dados alarmantes levantados pelo meio da saúde, como por exemplo o fato de o uso de bicos artificiais (chupeta e mamadeira) em lactentes ser um hábito cultural com alta prevalência em diversos países. Outro ponto seria que, há mais de 30 anos, o consenso científico internacional reconhece os bicos artificiais como responsáveis por alterações no desenvolvimento global da criança e na qualidade de vida. “Vale destacar ainda que estudos anteriores constataram alterações na saúde da criança decorrentes ou agravadas pelo uso de bicos artificiais, entre elas a respiração bucal, alterações no sistema sensório-motor oral, alteração no processo de aquisição da linguagem, otite média aguda e maloclusão, que aparece mais comumente nas formas de mordida aberta anterior e mordida cruzada”.

Para a pesquisadora, houve uma colaboração efetiva do projeto no sentido de incentivar o desenvolvimento de políticas públicas eficientes e que permita a promoção da saúde e o atendimento de toda a população. “De uma forma indireta, conseguimos mostrar que o incentivo a políticas de saúde é a principal saída no combate aos problemas atuais do sistema”, completa.

Mais informações: email gabibuccini@yahoo.com.br, com Gabriela Buccini

4 ago Amamentação SMAM 2014

O Aleitamento Materno na adoção


Por Honorina de Almeida (Nina)

bfa-620x349Quando um casal decide ter um bebê, seja por via biológica ou adotiva, muitos sentimentos são mobilizados. Alegria, excitação, medo e apreensão, podem ser encontrados, pois sabemos que além da gestação orgânica, uma gestação que podemos dizer “emocional” também ocorre. Na adoção muitas dúvidas em relação a possibilidade da amamentação surgem. È possível amamentar? Essa é uma pergunta que sempre surge e a resposta é: Sim é possível amamentar. É um processo que vai além da técnica. As mães referem um sentimento de grande satisfação ao ver as primeiras gotas de leite saindo da mama e poder colocar o bebe no peito. Para saber um pouco sobre esse processo tentamos responder 5 questões que relacionamos abaixo.

Como funciona a amamentação quando a etapa da gestação não acontece?

Como mamíferos, durante a gestação, a glândula mamária passa por estimulo para que a produção de leite ocorra. Após o nascimento a prolactina (hormônio responsável pela produção do leite) é liberada e a primeira descida do leite (apojadura) ocorre. Após essa fase inicial, o controle da produção é feito pela sucção do bebê na mama, que além de estimular as terminações nervosas do mamilo/aréola, esvazia a mama e assim envia uma “ordem” para que o corpo produza o leite. Quer dizer, se o bebê suga, o corpo produz leite, se o bebê não suga o leite deixa de ser produzido.

Na adoção, essa produção inicial de leite não acontece espontaneamente, assim outras vias para estimular a produção de leite e ensinar o bebê a mamar no peito devem ser utilizadas.
É necessário estimular a produção da prolactina que vai agir sobre a glândula mamária e estimular a produção de leite.

Como estimular a produção de prolactina?

Existem medicamentos, chás e alimentos (chamados lactógogos) que ajudam nesse processo. No entanto a a sucção do bebê no peito é fundamental para estimular a função as glândula mamária para que a produção do leite ocorra.

Mas como fazer para que um bebê goste de mamar em uma mama que ainda está vazia?

Para ensinar o bebê a sugar o peito pode-se utilizar um sistema de relactação (um sistema que é composto por uma sonda. Essa sonda é colocada junto à aréola/mamilo de forma que enquanto o bebê suga o peito ele recebe o leite artificial pela sonda). Um ambiente tranquilo e o contato pele a pele também ajudam muito.

Na amamentação adotiva é possível produzir todo o leite que o bebê precisa?

A lactação é a capacidade de produzir leite. A amamentação é o ato em si. Pegar o bebê e segurar junto ao corpo, colocar no seio, o bebê sugar o peito, o contato visual entre mãe e bebê. Alimenta o corpo e também a alma. Então, é importante concentrar-se nesse aspecto. Inicialmente o bebê estará alimentado recebendo o volume (fórmula látea) que precisa pela sonda de relactação. Observando a produção de leite da mãe, podemos ir diminuindo gradativamente o volume dessa fórmula.

O processo é muito trabalhoso?
No começo podemos dizer que sim. A mulher deve ter a possibilidade de contar com outras pessoas que possam oferecer um suporte (alimentação, cuidados com o bebê, preparação do material) que permitam que ela tenha tempo de se dedicar ao bebê e possa também relaxar e descansar. Ajuda fazer um plano de trabalho. Organizar a rotina e contar com o apoio de grupos de amamentação e profissionais que possam acompanhar o processo.

angelina-brad-shiloh-zaharaLembre-se, nessa situação, o desejo de amamentar o filho é o que mais importa. Mesmo as mães biológicas, muitas vezes necessitam de ajuda para amamentar e isso não diminui a sua capacidade de ser mãe.

Além disso, Ter um bebe por si só implica em uma mudança na rotina da família pode ser muito trabalhoso no inicio, mas isso faz parte do processo de cuidar e certamente é uma experiência muito enriquecedora. Lembre-se que esse período passa muito rápido, e a sugestão é aproveitar os bons momentos com o bebê e tentar relaxar nos momentos difíceis, pois eles também vão passar.

4 ago Amamentação SMAM 2014

Carta de uma mãe angustiada


Por Rachel Francischi

Compartilho com vocês uma troca real de emails que tive recentemente com uma paciente minha muito angustiada com a amamentação do seu bebê.

foto-item-4bAcho que as informações ajudarão muitas outras mães e famílias, por isso pedi autorização para publicar suas cartas. Mãe de 3 filhos, o menor um bebê de apenas 3 meses, me procurou por primeira vez há mais de 10 anos, antes de ser mãe, e construímos uma relação de bastante confiança e uma alimentação muito saudável na sua vida e da família. Ela acaba de se mudar de país e enfrentou uma situação com a nova pediatra muito angustiante e perigosa para a amamentação. Minha resposta à sua carta é direta porque a conheço muito bem. Espero que você goste da leitura! Para mais informação, por favor entre em contato!

“Prezada Rachel, tudo bem? Felizmente a mudança ocorreu de forma bem tranquila para as crianças. Estou, contudo, com alguns problemas na amamentação. Meu bebê fará 4 meses na próxima semana e sigo amamentando exclusivamente no peito. Mas, a partir do 3º. mês sinto que meu peito não fica cheio como antes, não vaza mais e já tentei tirar na bombinha e não sai muito. De qualquer forma, o bebê não chora e mama normalmente ao longo do dia. Ele já dorme a noite toda e eu não amamento de noite pois ele está dormindo. Fui na pediatra nova aqui e ela me disse que ele está engordando pouco. Tem ganhado uma média de 15 gramas por dia, o que segundo a pediatra não é suficiente. Primeiro ela recomendou que eu desse um complemento de leite artificial (Fórmula), depois da mamada. Já tentei inúmeras vezes, mas ele não pega o bico da mamadeira, nem mesmo de chupeta. Depois ela me disse que eu deveria acordá-lo à noite para amamentar e manter a rotina a cada 3 a 4 horas. Tenho sérias dúvidas quanto a fazer como ela sugeriu, pois hoje ele dorme bem e não reclama de fome, não chora. Durante o dia ele não chora também, sinto que ele se satisfaz com a quantidade que recebe por isso não entendo o motivo pelo qual ele está ganhando pouco peso. Não gostaria que ele estivesse passando fome. Por favor, gostaria de sua orientação a respeito, e para saber se você acha que devo introduzir alimentos para ele: frutas, sucos?Estou bastante preocupada com esta questão da alimentação e confio muito na tua opinião.Só para conhecimento, ele nasceu com 3 kg e hoje pesa 6,010 kg. Um beijo, A.G.”

Essa foi a minha resposta:

“Prezada A. G., obrigada pela confiança! Claro, será um prazer ajudar, vamos lá:

1) Em primeiro lugar, o peso do seu bebê é perfeitamente normal para uma criança da idade dele. Ele está no percentil 15 de peso, ou seja, tende a ser uma criança magra, assim como você é. Percentil 15 siginifica que de cada 100 crianças da idade dele, 15 pesam igual ou menos do que ele. E é magro assim como o meu filho também, que sempre ficou perto do percentil 5. Até o percentil 3, estamos absolutamente dentro da normalidade.

2) Em segundo lugar, acho muito angustiante a pressão que sua pediatra colocou em vocês dois. Na minha opinião, essas decisões têm que ser tomadas em conjunto, mãe e médico, à luz dos fatos. Então vamos entender os fatos:

3) Antigamente se usavam tabelas para avaliar o ganho de peso baseadas em bebês norte-americanos alimentados essencialmente com fórmula, e que por isso são mais gordos e menos compridos que os bebês que mamam no peito (são as curvas de crescimento conhecidas como NCHS). O bebê amamentado no peito cresce mais e é mais magro, e isso é extremamente saudável, porque indica que está muito bem nutrido para crescer em tamanho e melhor protegido contra problemas que podem aparecer lá na frente, como obesidade e diabetes.

4) Por isso, durante mais de 10 anos, foram feitos estudos em vários países para saber quanto e como um bebê deve crescer. Hoje em dia felizmente já existem as tabelas da Organização Mundial da Saúde para bebês saudáveis (e que são de várias nacionalidades, inclusive o Brasil participou no estudo) e que vivem em ambientes saudáveis (livre de cigarro, mamam no peito, não estão doentes, etc). São essas tabelas que guiam nosso trabalho e permitem diagnosticar um bebê de baixo peso. São as curvas de crescimento conhecidas como OMS. Não sei se são essas as tabelas de ganho de peso que a sua pediatra está usando.

5) Um bebê que nasce com 3 kg e mama no peito exclusivamente ganha no primeiro mês de vida cerca de 46g/dia (do dia 14 ao dia 28), na média. No segundo mês de vida (dos 42 aos 60 dias de vida), ele ganha um terço menos, cerca de 34g/dia (lembrando que esses valores são uma média, porque mesmo que ele ganhasse apenas 24g/dia ele seria normal dentro das tabelas da OMS). Ou seja, a velocidade de ganho de peso vai diminuindo na medida em que o bebê vai crescendo! E diminui bastante!

6) Entre o terceiro e o quarto mês de vida, a média de ganho de peso (ou seja, o chamado Percentil 50 porque é para 50% dos bebês) para um bebê amamentado no peito é 20,6 g/dia, e no Percentil 25 é 15,8 g/dia. Um bebê no percentil do seu filho, que é o percentil 15, ganha cerca de 13 g/dia. Ou seja, o ganho de peso do seu bebê é totalmente normal e até um pouquinho acima do que seria esperado para um bebê igual a ele! Ele (e você) estão indo muito bem!

7) Você pode conhecer todas as tabelas de ganho de peso em http://www.who.int/childgrowth/en/

8) Não concordo que ele precise de fórmula agora. Pelo visto o seu filho concorda comigo porque está sabiamente rejeitando tanto a fórmula como a mamadeira (que também não é recomendada).

9) É normal após o terceiro mês de vida, a sucção do bebê ser mais vigorosa e ele esvaziar o peito mais rápido, dando a impressão de mamar menos por ficar bem menos tempo no peito. Também é normal a sua produção de leite se ajustar mais precisamente à sucção do bebê, e assim não vazar mais o seu leite. Isso pode às vezes dar a impressão que o bebê mama menos, mas não necessariamente isso está acontecendo.

10) Nessa idade, se ele dorme bem à noite e não reclama, concordo que acordá-lo para mamar pode ser um fator de estresse a mais para você. Eu respeitaria o ritmo dele.

11) Fruta ou suco têm menos calorias que o leite materno e devem ser introduzidos apenas após o sexto mês de vida. A fruta ou o suco não vai ajudar o ritmo de crescimento e podem atrapalhar!

12) Mas mesmo assim se você ainda acha que precisa fazer algo (é a chamada “síndrome de mãe”, precisamos fazer algo sempre, também sou assim), o que posso te sugerir seria: o pico da sua produção de leite é no final da madrugada e início da manhã (pico hormonal, cerca das 4-5h da manhã até umas 8-9h da manhã). Tente colocá-lo no peito nessas horas com mais frequência, sempre que der… E colocar no peito mais vezes ao dia, mesmo que você ache que não tem leite ou que ele já mamou (respeite a livre demanda, tanto para você como para ele). Você também pode estimular sua produção ordenhando um pouco (pode ser com a mão ou a bomba) por uns 10 minutinhos depois que ele mamar. Você pode guardar para depois oferecer num copinho (desses pequeninos de cachaça/tequila, de vidro, esterilizados, sem virar na boca dele para ele não engasgar), ou numa colherzinha. Ou descartar, porque estamos fazendo isso só para sua produção não diminuir com todo esse estresse e angústia.

Tudo bem? Me avisa se ficou claro, se você tem qualquer dúvida adicional, porque estou aqui para ajudar! Na Europa tem muito apoio à amamentação, conheço a La Leche League e sei que tem em vários países. Ali você vai encontrar muito apoio, informação e profissionais dedicados a apoiar e ajudar você na amamentação: http://www.llli.org/
Espero ter ajudado, me avisa como vão as coisas, Um beijo grande, Rachel”

E com muita alegria recebi essa resposta pouco tempo depois:

“Olá Rachel! Agradeço muitíssimo o teu e-mail. Confio muito na tua opinião e pode ter certeza que me sinto mais tranquila agora. Continuarei amamentando exclusivamente no peito até pelo menos os 6 meses. Resolvi escrever o e-mail a você pois tinha certeza que não havia qualquer problema de peso com o bebê. Sempre quis, e continuo querendo, amamentá-lo apenas no peito. Como você, acredito que esta seja a melhor coisa que posso fazer por ele. Toda a fundamentação técnica que você gentilmente me proporcionou, deixou-me extremamente segura para continuar o que tenho feito. Obrigada, Rachel! Tenho amamentado em livre demanda e sinto que ele está cada dia mais forte. Hoje fui pesar na pediatra e, para surpresa dela, ele engordou 220 gramas em 5 dias. Disse a ela que não havia mudado o que estava fazendo, que não dei a tal fórmula infantil, e que isto era resultado apenas do leite materno. Hoje ele está com 6.230. Fiquei muito feliz. Além disso, liguei para o meu pediatra no Brasil que me ajudou com a medicação que estou tomando. Ele me disse para mantê-la até o 5o mês. Acho que ela está servindo para bloquear o estresse que tenho passado por conta da mudança e por estar sozinha, visto que meu marido viaja com muita frequência. Também resolvi mudar de pediatra, pois precisamos ter confiança no médico e infelizmente não gostei de como ela conduziu esta questão da amamentação.Por aqui, felizmente as coisas estão indo bem. Já entro em todas as minhas roupas e retornei à atividade física, mas muito moderadamente, para não prejudicar a amamentação. Continuo seguindo a tua orientação nutricional e quando estiver no Brasil passo por aí para fazermos uma nova avaliação. Rachel, mais uma vez, muito obrigada! Teu e-mail além de muito didático e esclarecedor me tranquilizou bastante. Um grade beijo! A.G.”

Final feliz para mãe e bebê que agora podem seguir tranquilamente em aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida, conforme todas as recomendações nacionais e internacionais de saúde e nutrição infantil.

1 ago Amamentação SMAM 2014

Pouco Leite, o que fazer?


Por Fernanda Mariz

É muito comum algumas mães sentirem que produzem pouco leite. Assim que o

bebê nasce a produção do leite ainda não é equilibrada em relação à demanda.

Com o passar do tempo o organismo vai produzir exatamente o que o recém

nascido necessita.

O importante é ficar atenta a alguns sinais que demostram que a produção não

está sendo suficiente para as necessidades do bebê. E esses sinais são:

• Ganho de peso insuficiente.

• Perda de 10% de seu peso de nascimento.

• Não recuperação do peso de nascimento até o 10o dia de vida.

• Eliminação de urina menor que seis vezes ao dia.

• Diminuição da atividade e disposição do bebê.

Se algum desses sinais estiver presente, é possível, com a ajuda de

profissionais especializados, reverter o quadro. A técnica de relactação, por

exemplo, é bastante eficaz nesses casos.

A mulher que amamenta precisa descansar o máximo que conseguir e ter

pensamentos positivos quanto à sua capacidade de amamentar. Chá de funcho

também pode ajudar para um aumento na produção do leite e não tem contra

indicação.

Fernanda Mariz

Nutricionista Materno Infantil

24 jul Amamentação SMAM 2014

Semana Mundial de Aleitamento Materno – SMAM 2014 – 1 a 7 de agosto


Amamentação, uma vitória para toda vida!

10545085_733612880030077_1642141915_nComo a amamentação e os ODM estão ligados?

Em 1990, oito objetivos globais, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), foram estabelecidos por governos e pelas Nações Unidas para combater a pobreza e promover o desenvolvimento saudável e sustentável de uma forma abrangente até 2015. Temos “contagens regressivas” regulares para avaliar o progresso alcançado quanto aos objetivos. Neste ano o tema da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) WABA vem responder à atual contagem regressiva para alcançar os “Objetivos do Milênio”, afirmando a importância de aumentar e manter o apoio, a promoção e a proteção a amamentação na agenda pós-2015, envolvendo o maior número de grupos e pessoas de diversas idades possíveis. O ano de 2014 é também da Copa do Mundo de Futebol! A amamentação proporciona uma boa saúde e nutrição, sendo ambas importantes para o esporte. Então vamos todos marcar um gol ou mais – o gol da amamentação – para a vida e para o esporte!

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) foram estabelecidos para serem alcançados até 2015 – no próximo ano! Embora muito progresso tenha sido alcançado, ainda existe muito a ser trabalhado. Aqui estão alguns exemplos: a pobreza diminuiu, mas ainda uma em cada oito pessoas vai para cama com fome. A desnutrição afeta cerca de um quarto de todas as crianças no mundo. O excesso de peso, outra forma de má nutrição está se tornando mais comum também.

Nas últimas duas décadas, a mortalidade infantil diminuiu em 40%, mas ainda quase 7 milhões de crianças abaixo de cinco anos morrem a cada ano, principalmente por doenças preveníveis. A medida que a taxa global de mortalidade de menores de cinco anos tem diminuído, a proporção de mortes neonatais (durante o primeiro mês de vida) compromete o aumento proporcional de todas as mortes infantis.

No mundo, a mortalidade materna diminuiu de 400 por 100.000 nascidos vivos em 1990 para 210 em 2010, mas menos da metade das mulheres dão à luz em Hospital Amigo da Criança.

Ao apoiar, promover e proteger a amamentação, VOCÊ pode contribuir para cada um dos ODM de forma substancial. A amamentação exclusiva e a alimentação complementar adequada são intervenções importantes para melhorar a sobrevivência infantil, salvando potencialmente cerca de 20% das crianças abaixo de cinco anos. Vamos rever como o Comitê Científico em Nutrição da ONU associou o aleitamento materno a cada um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Objetivo 1 – Erradicar a pobreza extrema e a fome
A amamentação exclusiva e a continuidade da amamentação por dois anos fornece a mais alta qualidade de energia e nutrientes, pode ainda ajudar a prevenir a fome e a má nutrição. A amamentação confere custo e benefício ao alimentar bebês e crianças. É acessível para todos e não sobrecarrega os orçamentos familiares, em comparação com a alimentação artificial.

Objetivo 2 – Atingir o ensino básico universal
A amamentação e a alimentação complementar adequada são fundamentais para o aprendizado. Amamentação e alimentos complementares de boa qualidade reduzem significativamente o risco de baixa estatura, e assim melhora o desenvolvimento mental e, em consequência promoveo aprendizado.

Objetivo 3 – Promover a igualdade entre os sexos das mulheres
A amamentação promove a equidade entre os sexos, dando a criança um bom começo de vida. A maioria das diferenças de crescimento entre os sexos começam como os alimentos complementares são adicionados à dieta, e a preferência de gênero começa a agir sobre as decisões de alimentação. A amamentação é um direito único da mulher, e deve ser apoiada pela sociedade, por exemplo, através das leis deproteção à maternidade

Objetivo 4 – Reduzir a mortalidade infantil
A mortalidade infantil pode ser facilmente reduzida em cerca de 13%, apenas com melhores práticas de amamentação, e 6% com melhores práticas da alimentação complementar. Além disso, cerca de 50-60% da mortalidade de menores de 5 anos é secundária à desnutrição, amplamente causada por alimentação complementar inadequada, seguida de más práticas de amamentação.

Objetivo 5 – Melhorar a saúde materna
A amamentação está associada a diminuição da perda de sangue no pós-parto, diminuiu o câncer de mama, de ovário, de endométrio e a osteoporose. A amamentação também contribui para o aumento dos intervalos entre partos, reduzindo os riscos de gestações próximas uma da outra.

Objetivo 6 – Combater HIV/AIDS, a malária e outras doenças
A amamentação exclusiva juntamente com a terapia antirretroviral para mulheres e bebês pode reduzir a transmissão de HIV da mulher para a criança a um nível muito baixo.

Objetivo 7 – Garantir a sustentabilidade Ambiental
A amamentação está ligada ao menor desperdício da indústria de leite, farmacológico, bem como o desperdício de plástico e de alumínio, reduz ainda o uso de gás e demais combustíveis.

Objetivo 8 – Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento
A Estratégia Global para a Alimentação de Lactentes e Crianças de Primeira Infância promove a colaboração multi-setorial. Pode criar várias parcerias para apoiar o desenvolvimento por meio de programas em prol da amamentação e da alimentação complementar.

WABA – A Semana Mundial de Amamentação é coordenada pela Aliança Mundial para Ação
em Aleitamento (WABA), é uma aliança mundial de pessoas, organizações e redes dedicadas
ao apoio, promoção e proteção ao aleitamento materno em todo o mundo, fundamentada na
Declaração de Innocenti, os Dez Passos Para Nutrir o Futuro e a Estratégia Global da OMS/
UNICEF para a Alimentação de Lactentes e Crianças de Primeira Infância.Seus principais
associados são a Academia de Amamentação de Medicina (ABM), Rede Internacional em
Defesa do Direito de Amamentar (Rede IBFAN), Associação Internacional de Consultores
em Lactação (ILCA), La Leche League Internacional (LLLI), Wellstart Internacional (WI). A
WABA tem estatus consultivo com o UNICEF, e como ONG tem estatus consultivo especial
com o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).

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