10 abr Pós-Parto

A importância do apoio no pós-parto


Por: Maiana Rappaport

O nascimento de um filho é um acontecimento que modifica a vida do casal, são muitas as mudanças que a mãe e o pai têm que enfrentar; especialmente a mãe, que tende a responder a esta nova fase de acordo com as características do bebê, ás suas pessoais e a sua habilidade de solicitar e aceitar apoio. A mulher tem que se adaptar à nova vida: às demandas do bebê, uma interação conjugal que inclui o bebê e a vida profissional e social, com a presença de um ser que depende dela. Além disso, com o nascimento do bebê a mulher deixa de ser o centro de sua própria vida. Perde o seu próprio ritmo diário, seu dia passa a ser ditado pelas necessidades do bebê.

Principalmente nos primeiros meses, a mãe está submetida à privação do sono e à adaptação da vida ao ritmo do bebê. A resposta da mulher a estas mudanças é influenciada por fatores individuais e ambientais, destacando-se, como um dos fatores mais importantes que influencia o seu bem-estar, o apoio que ela recebe daqueles que a rodeiam. O pai e avós do recém-nascido têm grande importância na rede de apoio para a recém-mãe. A literatura tem mostrado que a disponibilidade e fruição de uma rede de apoio social favorecem a responsividade materna, trazendo benefícios a curto e longo prazo para a mãe, criança e o próprio casal. Cada mãe pode necessitar de diferentes tipos de apoio, em diferentes circunstâncias, quer seja uma orientação, uma ajuda prática ou mesmo algumas palavras de carinho. Muitas vezes, a ajuda pode não ser solicitada ou mesmo recebida, mas o fato da mãe saber que tem com quem contar tem um impacto potencial positivo. Mães com uma rede de apoio social maior mostram-se mais sensíveis em sua interação com o bebê. Com suas necessidades emocionais mais atendidas, tornam-se mais hábeis para se centrar nas necessidades do bebê.

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“Para amamentar um filho precisamos muito mais do que dois peitos.Precisamos de dois braços que sustentem os nossos, enquanto carregamos, entre sonhos, nosso bebê. Dois olhos, que nos olhem sem preconceitos, enquanto o nosso olhar se perde no sorriso do nosso filho. Suaves carícias que nos curem, quando as feridas doem. Palavras que nos encham de coragem, quando estivermos a ponto de desistir. Precisamos de um abraço longo e sem pressa, quando a solidão da noite nos devore. Precisamos de um mundo que nos espere, enquanto nós damos de mamar a nossos filhos. Voltaremos. Iguais, porém melhores.”

Lic. Paula Napolitano.

Maiana Rappaport é Psicóloga clínica formada pela PUC/SP e psicanalista pelo Sedes Sapientiae, especialista no atendimento à gestantes e mães no pós-parto.

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