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1 mar Família

Avós que ajudam a cuidar dos netos vivem por mais tempo.


Participar da vida dos netos leva a um risco de mortalidade 37% menor – e mesmo quem não tem filhos pode viver um pouco mais cuidando dos outros.

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Adaptação por Maiana Rappaport: Psicóloga /Psicanalista e Consultora do sono de bebês e crianças – Coordena Oficina de reciclagem de avós na atualidade, grupo de pós parto “Conversa de mães” e oficina soninho bom do bebê de 0 a 6 meses” na Casa Curumim.

Um estudo desenvolvido na Alemanha, publicado pelo jornal científico da Sociedade de Comportamento Humano e Evolução, analisou 500 pessoas, entre 70 e 103 anos de idade, que foram acompanhadas ao longo de 19 anos pelo Estudo de Envelhecimento de Berlin. No estudo foram comparados 2 grupos, um composto por idosos que conviviam e participavam ativamente da educação dos netos ,como figuras de suporte aos pais das crianças, e outro grupo formado por aqueles que não tinham esse convívio ou não possuíam netos . Um dos resultados mais significativos foi que os avós que colaboravam com os cuidados com os netinhos apresentaram um risco de mortalidade, em idade precoce, 37% menor do que aqueles que não participavam dos cuidados com os pequenos, ou que não tinham netos. Depois do início da pesquisa, esses velhinhos viveram por cerca de dez anos a mais do que os outros!. Mas se a pessoa não tem filhos ou netos, está destinada a morrer mais cedo? Os pesquisadores continuaram a pesquisa com esse grupo de idosos e perceberam que muitos deles se propunham a ajudar e apoiar amigos e vizinhos, criando outro tipo de comunidade. Nesse caso, a sobrevida média foi de sete anos, em contraste com 4 anos entre os idosos que não mantinham essa relação colaborativa com os filhos.

Eles também acham que o estudo sustenta uma teoria evolutiva chamada Hipótese da Vovó, que tenta explicar porque os seres humanos vivem tanto tempo depois de a sua fase fértil acabar. O que não é muito comum na natureza porque, evolutivamente falando, nossa função é a reprodução e a manutenção da espécie, ou seja, os avós que ajudam a cuidar dos filhos mudam esse paradigma. De acordo com os pesquisadores, o convívio com a família, assim como o cuidar, contribui com a saúde física e emocional e com a expectativa de vida do ser humano.

Para mais informações sobre a Oficina Tornando-se Vovós e Vovôs na atualidade clique aqui.

3 mar Família

Imagens mostram que o verdadeiro amor existe em qualquer espécie!


Dê uma olhada nestas belas imagens de animais com seus filhotes na natureza. Cada foto capturou a beleza do vínculo indissolúvel entre pais e filhos. Impossível não se emocionar!

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Publicado originalmente aqui!

5 ago Aleitamento Materno Família Pós-Parto

A armadilha da Mulher Maravilha


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Adaptação de texto do Dr. Daniel Becker -  médico pediatra RJ, por Maiana Rappaport, psicóloga pela PUC SP, psicanalista pelo Sedes Sapientiae, especializada no atendimento a gestantes e pós-parto. Ela coordena o Grupo de Pós-Parto “Conversa de Mães” que acontece toda segunda, na Casa Curumim. 

Nasce um bebê no Xingu, no sertão de Minas Gerais, numa aldeia africana, numa tribo em Maui, numa cidadezinha no interior da Tailândia ou da Polônia ou da Inglaterra, na favela da Zona Norte  – a cena se repete, a mãe está cercada de cuidados e apoio.

Nasce um bebê em Copacabana, no apartamento 1104. A avó está trabalhando em tempo integral. O pai só tem cinco dias de licença. A vizinha do 1103 não só não ajuda, como sequer conhece, e ainda reclama do choro noturno. E a empregada diz que só ganha pra cuidar da casa. Ajudar à noite, nem pensar. E aí temos esse fascinante fenômeno social: a única mulher do planeta que é deixada pra cuidar de um bebê sem nenhuma ajuda é a da classe média, urbana, ocidental. Pior: ela achava que ia conseguir…

Mas essa onipotência (culturalmente induzida, claro – e muitas vezes socialmente exigida…) só dura até o 5º dia, quando muito. Na segunda semana, a mulher percebe que um bebê demanda demais. Precisa de atenção 24 horas, permanente. E os cuidados muitas vezes exigem duas pessoas. Sem ajuda, é virtualmente impossível. A amamentação facilita e muito o cuidado, já que não é preciso tratar de mamadeiras, latas, esterilizadores e bicos. Mas é preciso tempo e descanso para produzir leite. É o clássico bordão, muitas vezes ignorado: um bebê só ficará bem se sua mãe estiver bem. Em alguns momentos, é crucial que a mãe volte a ser mulher – um indivíduo separado de sua filha, que precisa descansar, se cuidar, relaxar, pensar em outras coisas. Ela precisa desses momentos como o bebê precisa do seu leite.

Por isso, é preciso que tenhamos menos onipotência, e que reconheçamos que vamos sim precisar de ajuda. Para isso, é necessário planejamento: quem vai ajudar, como, quando. O pai vai segurar a onda nas noites? Até quando? A avó pode mesmo ajudar? E os conflitos que tantas vezes surgem nesse momento? Uma coisa é apoiar, acolher; outra, se intrometer ou criticar – fronteira sutil e muitas vezes rompida de forma inconsciente e perversa. A empregada vai cuidar de casa? Vai ter comida pronta? O patrão vai respeitar e não ligar para falar de trabalho?

Nos dias de hoje, a situação se complica ainda mais. Em nossos tempos hiper-conectados, de distrações múltiplas e permanentes e com enorme apelo, é dificílimo estarmos concentrados em uma tarefa. Muitas vezes a futura mãe se ilude e acha que vai amamentar, trocar fraldas, ver a novela, passar e-mail de trabalho, estudar para o concurso e postar no Facebook, ao mesmo tempo, já nos primeiros dias de vida do recém nascido.

E como se a situação em si já não fosse complicada o suficiente, aparecem outros obstáculos: o marido quer ensinar a colocar o bebê no seio (com a melhor das intenções), dizendo que ela está fazendo errado; a mãe (avó do bebê) diz “mas o que custa dar uma mamadeirinha, ela chora tanto”; as amigas dizendo que pra elas foi muito simples, que fizeram assim ou assado e que você está fazendo tudo errado; a prima exibicionista cujo bebê dorme bem, mama bem e “não dá nenhum trabalho”…. e a sociedade toda dizendo que se você não consegue amamentar   seu bebê e cuidar dele integralmente, é porque não tem competência.

O que a mulher precisa no momento da amamentação é apoio de verdade. Apoio aberto, honesto e atento. Ela não precisa de crítica, ensinamentos verticais, lições de moral ou prescrições autoritárias. Muito menos de conselhos sobre mamadeiras. Ela precisa de espaço psíquico, tempo e um mínimo de estrutura para se dedicar ao bebê. E de apoio técnico, prático. Aliás, esse é um importante papel que o pai pode exercer nesse momento da vida familiar, o nascimento de um filho. Tão ou mais importante quanto trocar fraldas, ninar e dar banho, é garantir que o binômio mãe-bebê vai ter paz e tranquilidade para se conhecer, se conectar, evoluir em direção a um bom desenvolvimento e a uma amamentação bacana. Para isso, cuidar da casa, e garantir que esteja em ordem; comida na geladeira e contas em dia; atender o telefone e dar conta dos palpiteiros; receber as visitas e oferecer as desculpas pois a mamãe agora está descansando… e estar atento às necessidades da sua mulher…”

Ilustração de Amanda Greavette

30 abr Família

Tornando-se uma família!


Por Dra. Honorina de Almeida

Hoje em dia os casais grávidos estão cada vez mais envolvidos com a gestação e o parto. Procuram fazer o melhor para que o bebê se desenvolva adequadamente e fique bem. Assim é normal que algumas dúvidas apareçam. Será que serei uma boa mãe? Vou conseguir amamentar? Serei um bom pai? Daremos conta das necessidades do nosso bebê? Como ficará nossa vida? Teremos condições de fazer tudo o que fazíamos antes? Essas são perguntas que surgem, nessa nova situação e as respostas virão naturalmente com a experiência de CONVIVER com o bebê.

Vejamos. Uma gestação dura em média 40 semanas e nesse período junto com as mudanças corporais da mulher, vai ocorrendo uma espécie de preparação da mente para que esse casal no final da gestação esteja suficientemente preparado para o desafio de cuidar de um bebê.

Mas, após o nascimento, o que foi pensado e elaborado na teoria, necessita agora ser vivido na prática. Saber que o bebê acorda várias vezes a noite é diferente de acordar várias vezes à noite. Saber que um bebê chora é diferente de ouvi-lo chorar. Esses podem ser momentos de muito cansaço e insegurança e é normal sentir dificuldades em lidar com a situação.

Muito bem. O que pode estar acontecendo?
Vamos tentar pensar nos dois lados. Um casal que é agora uma família com um bebê recém chegado, e um bebê que está vivendo uma situação de um recém chegado a um mundo muito diferente do que conhecia.

No inicio, o bebê ainda tem um lado desconhecido que precisa ser compreendido. Mas, muitos casais que tem um bebê poderão dizer: nós conversamos muito com ele durante a gestação e ele nos conhece, conhece nossa voz e etc…. Mas será que isso basta? Claro que é muito importante iniciar a relação com o bebê antes do nascimento. É uma fase de preparação para recebê-lo. Como um namoro a distância que funciona muito bem, harmonicamente, mas que após a emoção do primeiro encontro, o casal, percebe que mesmo sentindo o maior amor do mundo, precisa se conhecer de verdade. Muitos momentos maravilhosos certamente acontecem, mas também momentos de conflitos, que são normais e saudáveis em qualquer relação. É importante que essa nova família saiba que é necessário um tempo para que esse ajuste aconteça. Mas quanto tempo? Toda uma vida, dirão alguns, mas certamente nossas avós tinham alguma razão em definir os três primeiros meses como um tempo razoável para pais e bebê se conhecerem.

Devemos ainda nos lembrar que o processo de cuidar e educar é contínuo e assim, da mesma forma que sabemos que um bebê com 1 mês de vida ainda não consegue caminhar sozinho, esperar que com essa idade ele faça um horário regular para mamar ou mesmo que durma a noite inteira pode ser inadequado.

Mas o que ajuda nesses momentos? Ajuda saber que esse período é assim, que ler livros sobre bebês é bom, mas que demais às vezes atrapalha. Que ouvir o coração muitas vezes é o melhor caminho e que principalmente não existem duas histórias iguais. Cada família é uma família e cada bebê é um bebê. Tentar aceitar o bebê como ele é e principalmente, na dúvida, seguir o que o coração diz pode ser mais acertado que seguir regras muito técnicas.

Bingo: No inicio da vida de um bebê e certamente muitas vezes na vida…ouvir a voz que vem do coração… se mostra a escolha mais acertada.

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