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6 dez Gestantes

Atenção gestantes: protejam-se!


Por Desirée Encina, obstetra.

Verão chegando e com ele muito calor, chuvas e consequentemente mosquitos!

Diariamente, recebo em meu trabalho  muitas gestantes e mães com dúvidas sobre como se prevenir da Dengue e mais recentemente do Zika vírus, o que gerou a necessidade de passar informações importantes.

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Sabemos que o Zika vírus é transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, sendo assim, as medidas gerais de prevenção já alertadas anteriormente à Dengue são válidas à Zika.  (Evitar agua parada, colocar areia nos vasos de flores, tampar caixas de água, evitar roupas coloridas e agarradas ao corpo, evitar perfumes fortes).

Além disso, temos que prevenir a picada do mesmo com o uso de roupas compridas, telas de proteção nas janelas e repelentes químicos.

São 3 tipos de repelentes que temos no Brasil:

- Icaridina

- DEET

- IR3535

A Icaridina ( “Exposis”) é eficiente contra o mosquito e de maior duração na pele, 10 horas.

O DEET é o mais facilmente encontrado ( “OFF, Autan, Repelex”) também é eficiente, mas a duração é menor em sua concentração de 15% presente  no Brasil, devendo ser reaplicado a cada 6h.

O IR3535 ( “loção anti mosquito Johnson”) tem duração muito curta, 2 horas, podendo deixar a gestante desprotegida. O mesmo acontece com os repelentes naturais, como citronela, que também tem absorção muito rápida, 20 minutos, por isso, não recomendados.

As gestantes devem usar repelentes desde o inicio da gestação.

Dessa maneira, o repelente mais indicado é a icaridina, devido ao seu maior tempo de ação.  É recomendado seu uso 1 vez ao dia e se a temperatura ambiente for superior a 30 graus, deverá ser reaplicado a cada 5 horas. O repelente deve ser usado diariamente. E pode ser usado também por crianças a partir dos 2 anos

Outro detalhe importante é que o mesmo deve ser usado após a maquiagem, hidratantes, protetor solar, entre outros cosméticos, ou seja, sempre o último produto a ser aplicado na pele!

4 mai Gestantes

Gravidez x Adoçantes


Por Fernanda Mariz, Nutricionista materno infantil da Casa Curumim

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O uso de adoçantes como substituição ao açúcar tem se tornado cada vez mais comum. Mas e as grávidas, podem usá-lo? Essa é uma dúvida que sempre aparece quando descobrimos que existe um bebezinho dentro de nós. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde a sacarina deve ser evitada, uma vez que pode causar anomalias no feto. Quando ingerida, ela passa pela placenta para a corrente sanguínea do bebê.

Já o aspartame, um outro tipo de adoçante artificial, é considerado seguro para as gestantes, porém deve ser evitado por pessoas que sofram de fenilcetonúria (PKU), uma doença hereditária, ou que tenham alta concentração de fenilalanina no sangue.

Existem também outros tipos de adoçantes, como o sorbitol, ciclamato e xilitol. O grande problema, além dos estudos não comprovarem que eles são seguros para as gestantes, já que alguns podem causar efeitos colaterais incômodos. É o caso do sorbitol, por exemplo, utilizado em produtos diet e em chicletes; por ser lentamente absorvido pelo organismo, pode dar sensação de estômago inchado e gases.

“Costumo orientar as futuras mamães para que tenham, durante a gestação e amamentação, uma alimentação equilibrada com o máximo de alimentos naturais possível. Mesmo as mamães que estão acima do peso precisam saber que durante a gravidez não é o momento adequado para dietas mirabolantes”, destaca Fernanda Mariz, nutricionista especializada em gestantes.

De acordo com a FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regulamenta alimentos e remédios), adoçantes como aspartame, sucralose, acessulfame-K e a estévia são considerados seguros para as gestantes. “É preciso avaliar cada gestante individualmente, pois alguns produtos podem ser contraindicados em situações específicas”.

29 ago Gestantes

Probióticos na Gravidez


Por Fernanda Mariz
Nutricionista Materno-Infantil

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Gestantes e lactantes devem ficar alertas quanto à necessidade de consumo de probióticos. Você sabe por quê? Probióticos são microrganismos vivos que fornecem diversos benefícios à saúde. Para as gestantes, bebês e crianças, eles aumentam a absorção de vitaminas do complexo B, cálcio, zinco e ferro. Além de regularem a imunidade da mãe e do bebê, são ótimos na ação contra micróbios e bactérias que atacam o corpo.

Hoje, algumas pesquisas já confirmam inclusive que o uso de probióticos durante a gravidez pode reduzir o risco de futuras alergias alimentares nas crianças. O consumo de probióticos desde o início da gravidez pode ajudar a combater a obesidade tanto do bebê quanto da gestante até um ano após o parto, além de diminuírem os riscos de aborto, parto prematuro, diabetes gestacional e infecção urinária – os mais temíveis durante a gestação.

Fernanda Mariz atua como nutricionista especializada em atendimento à gestante, lactante e criança com alergia à proteína do leite de vaca (APLV).

26 mar Gestantes Parto

Violência Obstétrica – informação nunca é demais!


Por Beatriz Keasserling

A violência obstétrica existe e está mais próxima do que imaginamos.

Eu fui vítima da violência obstétrica no nascimento de uma das minhas filhas, num hospital de “primeira linha”, de São Paulo. Na época, não denunciei e não gritei, pois entendia que precisava aceitar os protocolos e condutas.

Conforme a Defensoria Pública do Estado, os atores desse tipo de violência são profissionais de saúde de ambientes públicos e privados. Por meio do tratamento desumanizado, abusam da medicalização e patologização dos processos naturais da gestação, parto e puerpério. A consequência disso para as mulheres é a perda da autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida.

Para que esta realidade mude, é necessário compreendê-la e denunciá-la, assim como garantir que os casos em que ela ocorreu sejam acolhidos, apurados e julgados.

Para denunciar os casos de violência obstétrica, entre em contato com os locais de atendimento da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Entrar em contato com a defensoria publica, através do 180 que atende violencia contra a mulher ou 136, disque saúde.

A imagem a seguir faz parte do  projeto fotográfico ’1:4: retratos da violência obstétrica’ de autoria da fotógrafa Carla Raider que registrou na pele de mulheres os episódios de violência durante o parto.

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7 out Gestantes Parto

Direitos das gestantes – fique atenta!


Por Patrícia Boudakian

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Toda gestante tem direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

Toda gestante tem direito ao acesso a atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto e puerpério.

Toda gestante e todo recém-nascido têm direito à assistência de forma humanizada e segura.

Os serviços de saúde de atenção obstétrica e neonatal devem:

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- Chamar a gestante pelo nome;

- Escutar a mulher e seu acompanhante, esclarecer dúvidas, informar sobre os procedimentos, compartilhar as decisões sobre as condutas a serem tomadas;

- Oferecer líquidos/alimentos por via oral durante o trabalho de parto;

- Respeitar a escolha da mulher sobre o local e a posição do parto e permitir liberdade de posição e movimento durante o trabalho de parto;

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- Oferecer métodos não invasivos e não farmacológicos para alívio da dor, como massagens, banhos e técnicas de relaxamento durante o trabalho de parto;

- Estabelecer protocolos, normas e rotinas técnicas em conformidade com a legislação vigente e evidências científicas;

- Utilizar partograma;

- Promover uso restrito de episiotomia (somente com indicação precisa);

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- Estimular contato pele-a-pele, da mãe com o recém-nascido, favorecendo o vínculo e evitando a perda de calor;

- Garantir à mulher condições de escolha de diversas posições durante o trabalho de parto e parto;

- Alojamento conjunto mãe-bebê 24 horas desde o nascimento.

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Portaria do Ministério da Saúde 1.067/2005 – Lei Federal n. 11.108/2005 – RDC 36/2008 da ANVISA.

Fonte: Parto do Princípio

Ilustrações de Amanda Greavette

 

 

22 ago Gestantes Parto

Dez passos para o parto normal


Por Patrícia Boudakian

20120222-0830491)ter um acompanhante de livre escolha

2) visitar o local onde será o parto e receber orientações sobre os procedimentos que serão adotados

3) receber assistência individualizada para evitar intervenções desnecessárias como ocitocina, restrição de movimentos e episiotomia

4) ter atendimento de uma equipe que avalia o bem estar físico e emocional da gestante e bem estar do feto

5) receber assistência respeitosa, ser ouvida durante o trabalho de parto

6) ter liberdade de movimentos durante o trabalho de parto, sentar, andar e adotar posições confortáveis

logo7) receber líquidos durante o trabalho de parto

8) experimentar técnicas para alivio da dor, tais como, bola, banquinho, banho morno

9) poder optar por analgesia peridural se os métodos não farmacológicos não forem suficientes para alívio da dor

10) ter contato com o bebê logo após o parto e poder amamentar em sala de parto.

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