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6 abr Parto

Relato de Parto


Por Juliana Bonat

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Foi no dia em que completei 38 semanas de gestação que a minha bolsa estourou. Na verdade, foi de madrugada, perto da meia-noite. Estava dormindo e percebi imediatamente que a bolsa havia estourado, pois saiu muita água. Contei, no mesmo momento, o que havia acontecido no grupo de whatsapp que havíamos criado para o acompanhamento do meu parto. Nele estavam eu, o meu companheiro Rafael, a Dra. Desireé Encinas, as enfermeiras Beatriz Kesselring e Visiane Batista, e a doula Lucia Junqueira. Escrevi para o grupo e a Lucia me respondeu fazendo as perguntas necessárias para aquele momento. Como as contrações não haviam começado e a água estava incolor, ela me orientou a voltar a dormir, o que eu fiz tranquilamente, pois sabia que o dia seguinte poderia ser longo e cansativo. Consegui ficar tranquila, pois estava muito bem informada devido às conversas que havia tido durante as consultas tanto com a Dra. Desireé como com a Beatriz e com a Lucia. Eu sabia que não havia por que me desesperar e, se eu realmente queria ter um parto natural, somente com as intervenções médicas necessárias, deveria seguir o seu conselho.

Eu e meu companheiro dormimos até as 7h da manhã. Acordei um pouco ansiosa e liguei para a Dra. Desireé, que me orientou a fazer uma caminhada para estimular as contrações, que ainda não haviam iniciado. Decidimos preparar a mala para a maternidade e então saímos para caminhar. Fizemos uma caminhada gostosa, em que pude ligar para amigas e irmãos. Passamos no mercado para comprar comidas especiais para o parto e para o pós-parto. As contrações realmente começaram durante o passeio, mas ainda eram bem leves. A Visiane veio na minha casa por volta da hora do almoço. Tivemos uma conversa gostosa enquanto eu almoçava e, então, ela avaliou como estava o andamento do trabalho de parto. Ali fizemos o primeiro exame de toque, que foi muito cuidadoso, como todos os seguintes. Naquele momento, eu ainda estava com 1 centímetro de dilatação, mas a boa notícia era que o colo do meu útero já havia afinado bastante, o que ajudaria no processo. A Dra. Desirée também havia me orientado a fazer uma sessão de acupuntura. Gostei da sugestão e consegui agendar uma sessão na minha casa às 14h. A acupuntura parece ter acelerado as contrações e posso dizer que foi uma ótima ideia ter feito essa terapia alternativa, em vez de ter que encarar uma indução com ocitocina ou outra forma de indução. Assim que a sessão terminou, fomos ao Hospital São Luiz. O trajeto foi um pouco difícil, pois as contrações já estavam fortes e a dor é pior quando estamos sentadas. A sorte é que era um sábado e não pegamos muito trânsito.

Quando chegamos ao hospital, a Dra. Desireé já estava me esperando. Ela me acompanhou tanto na recepção, quando tive que responder a perguntas como “Qual é a sua religião?” e “Qual é o seu grau de escolaridade?”, como nos procedimentos médicos protocolares, como a cardiotocografia e o exame de toque. Na verdade, foi ela quem realizou esses exames, o que me deixou bem mais tranquila, pois há relatos de que as enfermeiras do hospital nem sempre os fazem com a gentileza devida. Foi ali também que recebi o antibiótico na veia, pois já haviam passado mais de 16 horas que a minha bolsa havia estourado e esse é um procedimento para evitar que o bebê tenha alguma infecção. No momento do toque, foi aquela surpresa, pois já estava com 7 cm de dilatação. Foi nesse momento que decidi que não chamaria o anestesista, pois o andamento do trabalho de parto estava indo muito bem e eu não queria que a analgesia desacelerasse o processo, nem queria que minha filha sofresse com seus efeitos colaterais. Foi uma decisão muito importante para mim, pois eu sempre tive muito medo da dor do parto. Durante a gestação, li bastante sobre partos. Racionalmente, eu não queria que houvesse a analgesia, mas eu tinha medo e achava que não suportaria a dor. Foi muito bom saber que eu podia suportá-la e isso fez eu me reconhecer como uma mulher mais forte do que imaginava ser.

Fomos à sala de pré-parto, onde fiquei sentada numa bola de pilates e com a água do chuveiro caindo nas costas, o que alivia muito as dores das contrações. Mas ficamos pouco tempo ali. Para a minha alegria uma das salas de parto humanizado ou de “delivery”, como se diz no hospital, ficou disponível e pudemos ir para lá. A Visiane chegou ainda quando estávamos no pré-parto e a Lucia, logo depois, no “delivery”.
Já bem acomodadas e com a equipe completa, agora eu precisava me concentrar para a chegada da nossa Teresa. Não sei dizer exatamente a que horas chegamos no “delivery”, mas posso dizer que pude respeitar o ritmo do meu corpo e da minha filha. As contrações iam ficando cada vez mais frequentes e eu ia experimentado posições que me faziam sentir menos dor. A Lucia me ajudava, sugerindo posições e falando palavras que me faziam relaxar. Ela ajudava também o Rafael, deixando-o mais tranquilo e orientando-o. A Visiane colocou uma trilha sonora gostosa. A Dra Desireé sempre analisando e coordenando tudo com muito cuidado. Entre as contrações, conversávamos sobre alimentação, astrologia, filosofia; eu comia, bebia, me recarregava.
O momento mais difícil foi para passar dos 9 cm para os 10 cm de dilatação. As contrações já estavam bastante intensas e eu estava bastante cansada. Comecei a ficar tensa e o processo demorou bastante nessa etapa, acredito que durou aproximadamente 3 horas. A participação de meu marido foi muito importante em todo o parto, mas nesse final ele foi literalmente como um porto seguro, em que eu me ancorava para suportar a dor. Ficamos, eu e ele, um tempo na banheira a sós, para que pudéssemos conversar e relembrar de nossa história. Depois disso, Teresa não demorou muito mais a chegar. Na fase final, o expulsivo, fui para o banco de parto. Acho que ela chegou em 30 minutos e o círculo de fogo doeu muito menos do que eu imaginava. A equipe toda me ajudou a encontrar a melhor posição e me orientou em como fazer a força necessária e em como gritar. Aliás, gritei como nunca imaginei ser capaz e isso me ajudou a fazer força.

Lembro de quando senti a cabeça da minha filha pela primeira vez. Foi inacreditável! Teresa chegou às 21h21 do dia 21 de janeiro. Assim que nasceu, ela veio para o meu colo. Eu chorava e ria ao mesmo tempo. O nascimento é como um milagre, algo inexplicável. Ela ainda ficou um tempo ligada a mim pelo cordão umbilical, para que pudesse aprender a respirar com seu pulmão. O pediatra, Dr. Ricardo Coutinho, a analisou, viu que estava tudo bem. Em seguida fui para a cama com ela, para que ela pudesse mamar. Foi impressionante a rapidez com que ela pegou o meu peito e a força com que ela o sugou. Ficamos ali por aproximadamente 2 horas. Eu levei dois pontos e o Dr. Ricardo ficou cuidando da nossa filha ali mesmo, ao nosso lado.

Fiquei muito feliz por ter tido nossa filha de uma forma tão linda, com pessoas tão respeitosas e que têm amor pelo que fazem. A confiança que tive na equipe foi essencial para poder me entregar a este tão momento importante em nossas vidas. Digo que elas foram feiticeiras que me ajudaram a relaxar e a me fortalecer. Ainda hoje, quando estou com alguma dificuldade para entender a minha bebê ou quando estou esgotada fisicamente, me lembro desse momento tão intenso que a foi a chegada dela e de como todos foram essenciais para que isso acontecesse. Toda a equipe entrou para nossa história, tem um lugar especial em nossa família. Sou muita grata a elas.

17 mai Parto

Relato de Parto


Por Rafaela Fadoni Alponti Vendrame

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Há 4 meses, passamos pela experiência mais intensa de nossas vidas: o parto da Maria Clara! Obviamente, que o parto da Alice também foi emocionalmente intenso, primeiro filho, a expectativa é absurda, estávamos cheios de medos, dúvidas, ela também adiantou, o povo aqui em casa não gosta de perder tempo, e chegou por meio de uma cesárea. Apesar de hoje eu ter consciência de que talvez a conduta pudesse ter sido outra, acho difícil alguém questionar e ir contra o médico num momento tão importante como esse e isso talvez seja o principal motivo pelo qual os médicos convencem facilmente as mães a optarem pela cesárea eletiva, mas isso não vem ao caso agora. Alice chegou toda linda, loira, quase careca, mas loira, roxinha, calma e a cara do pai.

No caso da Maria Clara, o parto foi intenso em todos os sentidos, tanto emocional quanto fisicamente. A nossa caçula escolheu um dia muito festivo para nascer, um dia tranquilo. Tava todo mundo viajando, avós, avôs e tios, só tia Lets e tio Dilano estavam por aqui. Deixou todo mundo descansar e se recuperar da bebedeira da noite anterior, o pai dela em especial (hahaha!).

A bolsa rompeu logo cedo, acordei o marido, liguei para as nossas anjas, Dra. Desireé Encinas, a médica que me passou uma super segurança e tranquilidade, Beatriz Basile Kesselring – a enfermeira fantástica e tranquila e a Lucia Desideri Junqueira, a doula linda, tranquilíssima e muito parceira.

Ouvi todas as orientações e fomos tocar a vida, tomar banho, arrumar a casa, o restante das coisas, acordar a irmã mais velha e comunicar a família e alguns amigos. A primeira pergunta de todo mundo foi “vocês já estão indo pro hospital?” e quando ouviam a resposta: não, ficaremos aqui até as contrações ficarem mais intensas e com intervalos menores, ficavam indignados e bravos. Talvez eu também ficasse se estivesse no lugar deles, mas nós estávamos tranquilos com a escolha que fizemos, seguros e confiantes porque nossas anjas são experientes e muito competentes.

Durante a gestação, conversamos muito e elas nos prepararam para o grande momento, obviamente que a teoria nem sempre é como a prática, mas o que nos fez permanecer tranquilos foi a certeza de que estávamos fazendo tudo da forma correta e segura para mim e para Maria.

Na gestação da Alice, eu não cheguei a sentir as famosas contrações e tinha receio de não identificá-las, mas elas definitivamente não passam desapercebidas! Enfim, 5 horas depois da bolsa ter rompido estávamos indo pro hospital. A essa altura do campeonato, o povo todo já tava querendo matar o Tonico porque ainda estávamos em casa, mas parceiro é parceiro e estávamos juntos nessa.

Apesar da dor, que é imensa, eu estava tranquila. Meu único medo quando chegamos ao hospital era a Maria cair no chão, escorregar de dentro de mim, enquanto eu andava até a sala de parto. Eu fui andando por opção, já que ficar sentada era bem pior pra mim. As duas horas seguintes foram intensas, doloridas e cheias de movimentos involuntários. A única coisa que eu fiz foi “obedecer” o meu corpo e a cada contração que vinha eu me via fazendo força de forma totalmente involuntária. A presença do Tonico e das nossas anjas foi essencial para que no curtíssimo, porém reconfortante, intervalo entre as contrações eu ficasse tranquila e retomasse as forças.

Muitas vezes, eu nem processava o que eles estavam falando, mas só de ouvir o som da voz deles eu já me tranquilizava. Em um determinado momento, eu achei que não fosse mais dar conta, mas as anjas e meu maridinho, nervoso, mas firme e forte, não me deixaram desistir e depois disso Maria chegou!

Chegou dentro da banheira e saiu de dentro da água aos berros, pulmãozinho forte! E ainda respeitando tudo o que havíamos conversado sobre o momento do parto, as anjas a colocaram em meu colo, esperaram o cordão umbilical parar de pulsar para depois cortá-lo, fomos juntas para cama, ela ficou comigo e com o Tonico por uma hora após o parto e só então a levaram para o berçário.

Acho que nunca conseguirei descrever tudo o que senti, não me refiro só as dores, mas a tudo. Ter tido a oportunidade de tentar – e conseguir – o parto natural, ser respeitada, ser ouvida e ser cuidada foi uma experiência surreal! No parto da Alice, fui cuidada, mas me privaram da oportunidade de tentar o parto normal sem ter um motivo real.

Anjas, gostaria novamente de agradecer pelo antes, durante e depois do parto! Marido, obrigada por confiar em mim, na minha – que depois se tornou nossa – escolha. Eu te amo infinitamente! Enfim, a intenção é compartilhar minha linda experiência, não estou aqui para levantar bandeira contra ou a favor de nenhum tipo de parto, mas se for da nossa vontade e for seguro para mãe e para o bebê, temos que nos permitir tentar e não cair naquela histórinha de que com cesárea anterior é muito arriscado o parto normal, entre tantas outras que ouvimos por aí!

10 jun Parto Pós-Parto

Períneo antes e depois: A preparação para o parto e os cuidados no pós parto


Por Sandra Sisla, fisioterapeuta especializada em saúde da mulher.

Existem maneiras de preparar o períneo para evitar laceração durante o parto. A partir da 33ª semana de gestação, podemos iniciar a preparação para o parto vaginal com o EPI-NO que é um dispositivo para exercícios do assoalho pélvico. O EPI-NO consiste em um balão de silicone conectado a um tubo e uma bomba que ao insuflar aumenta o diâmetro para um alongamento do períneo. O balão de silicone é introduzido vazio na vagina e paulatinamente vai ganhando amplitude e alongamento nestes músculos.

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O treino do EPI-NO é interessante para exercitar o alongamento e também para ganhar maior percepção da região do períneo. Treinamos também para o período expulsivo e com a respiração direcionada, promovemos uma simulação deste momento e das possibilidades de posições para o parto.

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A massagem perineal é também uma possibilidade para a percepção e alongamento da região do períneo. As manobras de deslizamento e de pressão sobre o intróito vaginal preparam a pele, a mucosa e os músculos para o evento do parto.

No pós-parto é sempre bom retomar os cuidados com o corpo com exercícios para recuperação do Tônus e da funcionalidade do períneo. Após 50 dias do parto realizamos uma avaliação perineal e orientamos exercícios para aumentar a força muscular do períneo, abdominais especiais aliados a exercícios perineais e abdominais hipopressivos.

E assim o corpo vai ganhando tônus e recuperando devagar sua dinâmica e vigor.

10 jun Parto

Relato de Parto


“Conheci a Doutora Desireé bem antes de engravidar do meu segundo filho e decidi que, quando ele estivesse a caminho, viria ao mundo pelas suas mãos.

Os meses que antecederam a gravidez foram de muita ansiedade e expectativa, sempre apoiada, com toda paciência, por essa maravilhosa profissional, que é mais que uma médica para mim.

Lembro como se fosse hoje. No dia 5 de agosto de 2014, recebi uma mensagem da Dra. Desireé no celular com a pergunta: Menstruou? Respondi que não, e ela me disse que eu estava com um atraso de 2 dias. Dia 7, ela perguntou novamente se eu havia menstruado, e com a resposta negativa me disse para fazer o teste.

A ansiedade era tanta que comprei um teste na farmácia mais próxima e fiz imediatamente e o resultado foi positivo antes mesmo de terminar o procedimento. Enviei a foto do resultado para ela, que comemorou muito junto comigo.

Os meses seguintes foram maravilhosos. Tive uma gestação tranquila e fui muito bem acompanhada e amparada em todas as dúvidas e questões.

Com 30 semanas de gestação veio um pequeno susto. A ultrassonografia dizia que meu bebê estava com uma circular de cordão cervical. Falei com a Desireé, que me acalmou. O meu medo era continuar com os planos de ter o meu filho pelo parto normal, pois já tinha ouvido todo tipo de histórias sobre bebês que morrem enforcados com o cordão umbilical.

A Dra. Desireé realmente me deixou tranquila, disse que essa possibilidade não existia e que podíamos seguir com o planejado.

Exatamente com 40 semanas de gestação acordei pela manhã e percebi que estava perdendo o tampão. A Dra. Desireé veio me examinar e viu que minha bolsa havia rompido. Meu bebê estava a caminho. A partir daí, começou a saga maternidade – trabalho de parto – analgesia – nascimento.

O trabalho de parto foi intenso, as dores aumentavam e eu sabia que quanto maiores, mais perto estava a hora do meu bebê nascer. A paciência do meu marido e da Dra. Desireé foram primordiais nesse processo. Eu estava realmente muito brava com as dores aumentando e pude, mais uma vez, contar com seu apoio e profissionalismo.

Por fim, o anestesista chegou e o nascimento seguiu. A sensação de poder dar a luz com suas próprias forças é inexplicável e a emoção de ver o rostinho lindo do meu filho fazendo um biquinho assim que saiu da barriga e foi colocado sobre meu ventre foi única.

Daniel nasceu às 22h26 na Maternidade São Luiz do Itaim, pelas maravilhosas mãos da querida Dra. Desireé, muito saudável, com 3.150kg e 49 cm. O cordão em volta do pescoço? Ele estava lá, o papai viu tudo! Ninguém se apavorou. Desireé simplesmente o desenrolou e entregou meu filho para nós.

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Tudo passa tão depressa, que se pudesse parava o tempo em alguns momentos para sentir a emoção só mais um pouquinho. Mas felizmente existem as fotos para registrar estes momentos. Agradecemos imensamente à Dra. Desireé, que nos proporcionou uma pré-gestação, gestação e parto tranquilos. Não há maior felicidade do que poder contar com o conhecimento e o carinho de uma pessoa dedicada à sua profissão de forma tão intensa e segura. Muito obrigada por tudo!”

Carolina V. S. Oliveira

2 fev Parto

Relato Parto Natural


Cheguei até a Dra. Desirée bem perto do parto, com 36 semanas. Vinha buscando em outras médicas um atendimento mais afetivo e que prezasse por um parto natural. Comecei a me sentir insegura com a minha médica anterior, sentindo que o parto poderia ir, facilmente, por um caminho diferente do que sonhava para mim e para o meu bebê. Felizmente a conheci!

Desde a troca dos primeiros e-mails até o dia do parto encontrei nela o acolhimento e a segurança que eu precisava naquele momento. A Dra. Desirée além de excelente profissional é também muito sensível e atenciosa. Sem dúvida a presença dela e de toda a sua equipe fez com que o dia do nascimento do meu filho fosse muito especial, forte e feliz!

Rebeca – mãe do Caetano

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23 out Parto Pós-Parto

Fisioterapia Perineal – Preparando-se para o parto


Por Sandra Sisla, fisioterapeuta perineal e pós-parto

Você quer um parto normal?  Você sabe como preparar seu períneo?

Para que o parto normal vaginal aconteça de forma fisiológica natural é preciso saber que a posição verticalizada, a respiração, a movimentação, o apoio, a calma durante o trabalho de parto e a preparação do períneo fazem toda a diferença.

Muito se fala sobre os “traumas” causados por uma via vaginal e os procedimentos usuais como a episiotomia. Mas até que ponto esses traumas são reais e até que ponto é realmente necessária uma episiotomia? O que falam as evidencias científicas?

A episiotomia pode ser eletiva e não é um procedimento necessário em todos os partos. No Brasil ainda é um procedimento protocolar mas sabe-se por evidencias cientificas que a incidência de episio deveria estar por volta dos 15%. Outro mito é a incontinência urinária que também acomete mulheres da mesma forma independente do tipo de parto.

Mas sem episio como é que fica? E as lacerações e a elasticidade vaginal após o parto? É bem verdade que as lacerações podem ocorrer mas não na magnitude que se imagina e grande parte apenas a mucosa é comprometida sem a necessidade de sutura. O que dizer da episio que é por si só uma grande laceração? Também não se relatam os efeitos colaterais da episiotomia como cicatrizes dolorida, infecções e dores após o parto.

O períneo pode ser preparado para este evento! É preciso paciência e perseverança.

Na Africa em alguma tribos as mulheres espertas usavam cabaças de tamanhos variados para alongar o canal vaginal até próximos do diâmetro da cabeça do bebe. Desta experiência surgiu o EPI-NO, um aparelho que consiste numa bomba inflável que gradualmente alonga o canal vaginal auxiliando na flexibilização dos tecidos.
Para preparar para o parto os exercícios se iniciam três semanas antes da data provável de parto e alem da flexibilidade o aparelho permite a sensação da expulsão, auxiliando de forma substancial no momento do parto para que a mulher saiba exatamente como fazer a força, como respirar, como participar.

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A massagem perineal também é um bom recurso mas os relatos apontam que há uma certa dificuldade ao final da gestação pelo aumento da barriga.

O EPI-NO também é de grande auxilio para o fortalecimento da musculatura perineal após o parto, como exercício de resistência.

Atendimento individual para orientações e preparação do períneo com o uso do EPI-NO (aparelho que ajuda a gestante a alongar a abertura vaginal) e outros exercícios.

Fonte: Gestante Vida

26 mar Gestantes Parto

Violência Obstétrica – informação nunca é demais!


Por Beatriz Keasserling

A violência obstétrica existe e está mais próxima do que imaginamos.

Eu fui vítima da violência obstétrica no nascimento de uma das minhas filhas, num hospital de “primeira linha”, de São Paulo. Na época, não denunciei e não gritei, pois entendia que precisava aceitar os protocolos e condutas.

Conforme a Defensoria Pública do Estado, os atores desse tipo de violência são profissionais de saúde de ambientes públicos e privados. Por meio do tratamento desumanizado, abusam da medicalização e patologização dos processos naturais da gestação, parto e puerpério. A consequência disso para as mulheres é a perda da autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida.

Para que esta realidade mude, é necessário compreendê-la e denunciá-la, assim como garantir que os casos em que ela ocorreu sejam acolhidos, apurados e julgados.

Para denunciar os casos de violência obstétrica, entre em contato com os locais de atendimento da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Entrar em contato com a defensoria publica, através do 180 que atende violencia contra a mulher ou 136, disque saúde.

A imagem a seguir faz parte do  projeto fotográfico ’1:4: retratos da violência obstétrica’ de autoria da fotógrafa Carla Raider que registrou na pele de mulheres os episódios de violência durante o parto.

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26 fev Parto Temas em Pediatria

O papel do pediatra no nascimento humanizado


Por Douglas N. Gomes*

O trabalho do pediatra é essencial no momento do bem nascer. Sua atuação diferenciada contribui para garantir a preservação do que a natureza reserva para mães e bebês durante o nascimento. Cabe a esse profissional evitar as interferências causadas por procedimentos desnecessários ou inoportunos no nascimento.

Entre as suas atribuições primordiais está a de garantir um contato íntimo, pele a pele, da mãe com o bebê após o nascimento. Além de satisfazer a vontade da maioria das mães de ver e tocar seu bebê logo após o parto, esse contato também é a melhor forma de proporcionar o equilíbrio da temperatura e dos sinais vitais do bebê, fato que já foi provado por pesquisas científicas desde 1995.

Hoje sabe-se que quando é garantido um ambiente aquecido e com pouca luz grande parte dos recém-nascidos olha demoradamente os olhos de sua mãe, chora menos e se adapta com mais tranquilidade ao novo ambiente menos quente, mais barulhento e com maior força de gravidade do que o intrauterino.

Está cientificamente comprovado que os bebês que mamam na primeira hora de vida têm maior possibilidade de estender seu período de amamentação exclusiva, chegando com mais facilidade ao ideal recomendado pela Organização Mundial da Saúde de alimentar os bebês exclusivamente ao seio até os seis meses de vida e manter a amamentação, junto com alimentos complementares, até dois anos de vida ou mais.

A essência da assistência humanizada ao parto e ao recém-nascido está em bem atender as necessidades de saúde das famílias nesse ciclo tão especial da vida como é o parto e o nascimento. E, ao mesmo tempo, não ceder ao interesse do sistema médico de oferecer recursos tecnológicos muitas vezes desnecessários ou inoportunos para a investigação de doenças e problemas de saúde. Na base do cuidado humanizado está o entendimento da saúde como o bem estar e a felicidade das pessoas e não apenas a ausência de doenças e patologias.

Se por um lado é certo que evitar, identificar e tratar doenças ou problemas do corpo, da mente e da vida social das famílias fazem parte do papel do médico pediatra, por outro ainda são poucos os profissionais que conseguem identificar as reais necessidades de saúde das famílias durante o nascimento e a infância.

Para isso, o pediatra precisa ter uma escuta qualificada para questões não médicas e por vezes muito determinantes da saúde dos bebês e das crianças como: a história de vida do casal e de suas famílias, as qualificações individuais dos pais para lidar com mudanças ou com situações diversas da vida, a resiliência de cada um, o entendimento que as famílias têm do processo de nascimento e parto, o entendimento individual que cada um tem do processo saúde-doença, a rede de apoio familiar do casal e até os conflitos na relação do casal, que não raro se refletem em problemas para a criança, como por exemplo nas dificuldades com a amamentação.

Faz parte do atendimento humanizado ao recém-nascido não realizar movimentos intempestivos, que causam choro ou desconforto, em suas primeiras horas de vida. O bebê deve ser manuseado com suavidade e leveza. Algumas ações que refletem essa manipulação delicada e suave são:

  • movimentar lenta e delicadamente o bebê após sua saída do canal de parto para conduzi-lo ao colo da mãe;
  • enxugar delicadamente com panos preaquecidos a parte de trás do corpo do bebê, que não está em contato direto com a pele da mãe;
  • enxugar apenas tocando, sem esfregar a pele do bebê;
  • trocar os panos preaquecidos que envolvem o bebê, a qualquer momento, se ficarem úmidos ou encharcados de líquidos;
  • dar atenção especial ao rosto do bebê, limpando suavemente eventuais resíduos de líquido ou sangue;
  • encontrar uma posição mais confortável para o bebê sobre o ventre ou o peito da mãe caso ele chore ou mostre algum desconforto;
  • não deixar em nenhum momento o bebê desenrolado ou com partes do corpo descobertas ou expostas ao frio;
  • se o bebê nascer na água, aquecê-lo com a própria água morna da banheira, derramando-a suavemente sobre as costas dele;
  • aguardar o bebê dar sinais de que quer mamar para posicioná-lo próximo à aréola do seio materno, dando a ele a oportunidade de se movimentar para buscar e abocanhar o peito;
  • não interromper o contato pele a pele do bebê com a mãe por motivos banais como a necessidade de mudança de posição da mulher para os procedimentos finais do parto;
  • realizar os procedimentos de rotina, como pesar e medir o bebê, apenas depois que ele solte o seio ao terminar de mamar ou, se não tiver mamado, após ele dar sinais que descansar ou dormir sempre após a primeira hora de vida;
  • pesar o bebê enrolado em panos preaquecidos para não expô-lo ao frio;
  • fazer o primeiro exame pediátrico com o bebê em ambiente aquecido, com enrolamento parcial, em posição organizada (com os membros agrupados) e com contenção facilitada pelo pai ou familiar;
  • dar o primeiro banho do bebê no quarto, enrolado em panos e em posição vertical (dentro de balde) para que ele relaxe e até durma, se quiser;
  • oferecer ao casal a possibilidade segura de aplicar vacinas e realizar procedimentos dolorosos no bebê somente após estar acertada a amamentação;
  • ouvir os pais e explicar detalhadamente todos os procedimentos e exames necessários para o bebê e sugerir soluções práticas para sua realização;
  • dar suporte e resolver todos os problemas relacionados ao manejo da amamentação exclusiva;
  • assertividade para proteger o bebê de rotinas hospitalares desnecessárias que atrapalhem um nascimento natural e impossibilitem a amamentação precoce;
  • acolher as demandas e vontades do casal quanto a todos os cuidados e procedimentos que serão dispensados ao bebê durante sua estada no hospital;
  • fazer visitas médicas complementares (hospitalares ou em casa, se necessário), se necessário, para garantir os cuidados adequados e individualizados para cada bebê, de acordo com suas necessidades e os problemas diagnosticados.

Alguns diferenciais do pediatra humanizado:

  • disponibilidade para estar presente no momento do parto;
  • abertura para ouvir e acolher os questionamentos dos pais com relação à própria conduta, aos procedimentos do hospital ou do restante da equipe de saúde;
  • disponibilidade para atender chamados durante o período pós-parto;
  • oferecer alternativas domiciliares de tratamento após a alta para problemas como dificuldades na amamentação, banho de luz para tratamento de icterícia.
  • disponibilidade para responder a telefonemas e/ou mensagens de texto dos pais, sem demora, seja de bebês com poucos dias vida ou de crianças maiores;
  • utilizar os diversos meios de comunicação disponíveis como e-mail, programas de troca de mensagens instantâneas e torpedos para agilizar a comunicação com os pais;
  • disponibilidade para conversar com pediatras de prontos-socorros onde seus pacientes porventura estejam sendo atendidos em casos de urgência para avaliar em conjunto as condutas médicas que estão sendo tomadas;
  • disponibilidade para visitar os bebês que precisarem de internação com o objetivo de acompanhar as condutas propostas e sugerir mudanças, além de esclarecer as dúvidas da família e dar suporte emocional aos pais.

 * Douglas N. Gomes é médico neonatologista e pediatra da Casa Curumim

11 out Parto

As belíssimas pinturas de Amanda Greavette


Por Patrícia Boudakian

Amanda Greavette é uma pintora de Ontário, Canadá. Mãe de quatro filhos, milita pela “La Leche Leangue” ajudando mulheres com a amamentação. É também membro do ‘Friends of Muskoka Midwives’ (Amigos das Parteiras de Muskova), um dos poucos grupos em defesa de um atendimento humanizado em Ontário. Amanda adora assistir nascimentos e registra-los através de suas pinturas. A série “The Birth Project” é formada por belíssimas e delicadas imagens de mulheres em trabalho de parto, parto e pós-parto. Exibem expressões de força e conquista. A sensação ao ver as pinturas é de realização, praticamente um contato visual com a mulher exposta. Quase podemos ouvi-las gemer, chorar, sentir a contração, os sussurros. Lindo demais.

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Veja o trabalho completo da artista aqui.

 

7 out Gestantes Parto

Direitos das gestantes – fique atenta!


Por Patrícia Boudakian

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Toda gestante tem direito à presença de um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.

Toda gestante tem direito ao acesso a atendimento digno e de qualidade no decorrer da gestação, parto e puerpério.

Toda gestante e todo recém-nascido têm direito à assistência de forma humanizada e segura.

Os serviços de saúde de atenção obstétrica e neonatal devem:

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- Chamar a gestante pelo nome;

- Escutar a mulher e seu acompanhante, esclarecer dúvidas, informar sobre os procedimentos, compartilhar as decisões sobre as condutas a serem tomadas;

- Oferecer líquidos/alimentos por via oral durante o trabalho de parto;

- Respeitar a escolha da mulher sobre o local e a posição do parto e permitir liberdade de posição e movimento durante o trabalho de parto;

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- Oferecer métodos não invasivos e não farmacológicos para alívio da dor, como massagens, banhos e técnicas de relaxamento durante o trabalho de parto;

- Estabelecer protocolos, normas e rotinas técnicas em conformidade com a legislação vigente e evidências científicas;

- Utilizar partograma;

- Promover uso restrito de episiotomia (somente com indicação precisa);

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- Estimular contato pele-a-pele, da mãe com o recém-nascido, favorecendo o vínculo e evitando a perda de calor;

- Garantir à mulher condições de escolha de diversas posições durante o trabalho de parto e parto;

- Alojamento conjunto mãe-bebê 24 horas desde o nascimento.

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Portaria do Ministério da Saúde 1.067/2005 – Lei Federal n. 11.108/2005 – RDC 36/2008 da ANVISA.

Fonte: Parto do Princípio

Ilustrações de Amanda Greavette

 

 

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