6 abr Pós-Parto

Decisões da maternidade.


* Adaptação da coluna de Rosely Sayão- Caderno Cotidiano do Jornal A Folha de São Paulo dia 24/02/2015

Woman friendship silhouette.

“A vida não está fácil para muitas mulheres que pretendem ser mães em breve, que já estão gravidas, que acabaram de ter bebê ou que já são mães de crianças pequenas. De uns tempos para cá, inauguramos a era das patrulhas rigorosas contra determinadas situações que envolvem o parto e a maternidade.

(…) Depois do parto, vem a questão da amamentação, e há pressão e discordância entre profissionais das ciências da saúde. Amamentar é bom, disso ninguém duvida. Por quanto tempo? Em qualquer contexto? ( …) Nos deparamos com movimentos fortes que promovem a amamentação, sem perdoar as mulheres que ou não podem ou não conseguem ou não querem amamentar. Logo em seguida, tem a chegada do bebê em casa: cama compartilhada? Quarto compartilhado? Sono autônomo? E lá vem novas verdades de grupos barulhentos que também penalizam mulheres que fazem escolhas diferentes, mesmo sem querer.

Eu poderia continuar com essa lista enorme de movimentos favoráveis a uma determinada situação e contrárias a todas as outras, mas prefiro deixar para as mulheres uma reflexão.

Ter um filho não é fácil desde o principio, antes de ele nascer. Aliás, ser mulher e ser mãe, no século 21, ainda é bem difícil: temos muito que enfrentar. Então que tal se as lutas sociais que travamos e que envolvem a maternidade fossem mais acolhedoras com as mulheres que fazem escolhas diferentes das quais consideramos as melhores?

Foi uma jovem mulher prestes a dar à luz que me comoveu tanto com suas questões e me inspirou a ter essa conversa. Ela disse que buscou informações a respeito do parto e chegou à conclusão de que o natural e em casa seria a melhor opção para o filho. Desde que considerou essa possibilidade, porém, anda aflita, não dorme mais e sente-se culpada antecipadamente, caso escolha a operação cesariana, mais tranquila para ela.

O ser humano é complexo: temos desejos, anseios, sonhos, mas nem sempre temos as condições necessárias – físicas emocionais e sociais- para dar concretude a eles. Por isso, nem sempre fazemos as melhores escolhas: fazemos as possíveis, e isso se aplica a cada uma de nós.”

As mulheres no pós-parto não necessitam de criticas, julgamentos morais, imposições e conselhos. Elas precisam de tranquilidade, apoio, carinho e compreensão nesse momento tão delicado, de tantas transformações: o nascimento de um novo filho! Carecem de tempo, cuidado para conhecer e se conectar ao seu bebê, e de uma escuta acolhedora às suas angustias e dúvidas.

Venham conhecer o Grupo de pós-parto “Conversa de mães”, onde você e seu bebê serão muito bem recebidos, num espaço de livre expressão para a troca de experiências e emoções entre mães – no primeiro ano de vida de seus bebês- num ambiente de suporte e apoio, livre de críticas.

Conversa mediada pela psicóloga e psicanalista Maiana Rappaport.
Toda segunda feira das 15h às 16h30.

Deixe seu comentário