4 mai Gestantes

Gravidez x Adoçantes


Por Fernanda Mariz, Nutricionista materno infantil da Casa Curumim

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O uso de adoçantes como substituição ao açúcar tem se tornado cada vez mais comum. Mas e as grávidas, podem usá-lo? Essa é uma dúvida que sempre aparece quando descobrimos que existe um bebezinho dentro de nós. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde a sacarina deve ser evitada, uma vez que pode causar anomalias no feto. Quando ingerida, ela passa pela placenta para a corrente sanguínea do bebê.

Já o aspartame, um outro tipo de adoçante artificial, é considerado seguro para as gestantes, porém deve ser evitado por pessoas que sofram de fenilcetonúria (PKU), uma doença hereditária, ou que tenham alta concentração de fenilalanina no sangue.

Existem também outros tipos de adoçantes, como o sorbitol, ciclamato e xilitol. O grande problema, além dos estudos não comprovarem que eles são seguros para as gestantes, já que alguns podem causar efeitos colaterais incômodos. É o caso do sorbitol, por exemplo, utilizado em produtos diet e em chicletes; por ser lentamente absorvido pelo organismo, pode dar sensação de estômago inchado e gases.

“Costumo orientar as futuras mamães para que tenham, durante a gestação e amamentação, uma alimentação equilibrada com o máximo de alimentos naturais possível. Mesmo as mamães que estão acima do peso precisam saber que durante a gravidez não é o momento adequado para dietas mirabolantes”, destaca Fernanda Mariz, nutricionista especializada em gestantes.

De acordo com a FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regulamenta alimentos e remédios), adoçantes como aspartame, sucralose, acessulfame-K e a estévia são considerados seguros para as gestantes. “É preciso avaliar cada gestante individualmente, pois alguns produtos podem ser contraindicados em situações específicas”.

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