Mastologia


Mastologia e câncer de mama

O câncer de mama tem incidência crescente sendo a principal causa de morte por neoplasia nas mulheres brasileiras. Segundo estimativas do Ministério da Saúde do Brasil, são estimados cerca de 49.000 casos novos em 2009, sendo 55% das pacientes tratadas em estádios avançados, com mortalidade superior a 35%. No Brasil, cerca de 40% dos casos de câncer de mama são diagnosticados e tratados nos Hospitais Públicos Oncológicos das grandes cidades. A principal causa da grande proporção de casos avançados é o longo tempo de espera para o diagnóstico dos nódulos palpáveis e início do tratamento que é superior a 120 dias. Neste período há progressão de tumores em estádios iniciais para avançados e conseqüente aumento de mortalidade.

Para a prevenção do câncer de mama deve-se combater os fatores de risco com a diminuição da gordura endógena e consequente redução de peso corporal e dieta rica em vitamina A. Evitar o ganho de peso, principalmente após a menopausa. Como orientação geral, toda mulher após os 20 anos deve aprender e fazer mensalmente o auto-exame das mamas. O primeiro exame clínico das mamas deve ser realizado aos 20 anos e repetido a cada três anos até os 40 e, então, anualmente. A primeira mamografia deve ser realizada aos 35 anos, repetida aos 40 anos  quando passa a ser realizada anualmente. Com os conhecimentos atuais de oncologia preventiva é possível fazer detecção precoce de câncer de mama, que na maioria das vezes recebe tratamento cirúrgico simples, conservador e exclusivo, sem necessidade de radioterapia ou de quimioterapia, e com grande probabilidade de cura.

Profissional

Desireé Encinas

Formada em medicina pela universidade de Mogi das Cruzes (2004). Realizou residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Santa Marcelina ( 2005/2006) ( instituição que preconiza o parto humanizado). Possui titulo de Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO ( Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Realizou a especialidade de mastologia no Hospital de referência da mulher Perola Byington (2007/2008). Durante 3 anos foi preceptora dos residentes no pronto socorro do Hospital Santa Marcelina. Trabalhou por 5 anos no pronto-socorro e centro obstétrico do Hospital Cidade Tirandentes. Preconiza um atendimento humanizado desde o pré-natal até o parto. É mãe do Matheus (2 anos) e da Helena (9 meses), os dois nascidos de parto normal.