Obstetrícia humanizada (Parto Humanizado)


doula

O parto humanizado, no Brasil, é a forma de lidar com a gestante respeitando sua natureza e sua vontade.

No parto humanizado a protagonista é a gestante e seu filho que está para nascer. Tão importante quanto os procedimentos médicos também é a atenção e cuidado com o delicado momento em que mãe e filho estão vivendo. Uma diferença marcante da humanização são os procedimentos, muitas vezes não necessários de rotina usados nos hospitais como indução do parto, corte do períneo (episiotomia), uso de anestesia, raspagem dos pelos pubianos, parto cirúrgico (ou parto cesárea). Esses e outros procedimento são utilizados apenas quando a gestante e seu cuidador concordam na manobra a ser feita, isto é, a gestante participa ativamente do processo.

Seu cuidador orienta-a e ajuda-a nos momentos necessários. O papel de cuidador pode ser atuado pelo marido ou companheiro da gestante, doula e outros profissionais da área médica. Além do acolhimento físico, seu cuidador se preocupa e age ativamente no acolhimento emocional da gestante.

Antes, durante e após o parto a intervenção médica ocorre apenas quando a situação exige e não por praticidade. Como cada ser humano é único, com suas peculiaridades, o parto possui uma diversidade de situações muito grande. É tarefa do cuidador estar preparado para todas essas diversas possibilidades e agir conforme a gestante e o momento exigem. Por isso, no parto humanizado não existe um procedimento específico ou normas rígidas a serem adotadas.

Há uma confusão de ideias sobre esse novo conceito no Brasil. Comumente os partos são encarados como procedimentos mecânicos ao invés de existir um respeito à individualidade da gestante. Pessoas e até médicos podem confundir erroneamente o termo parto humanizado como sinônimo de parto sem anestesia, parto na banheira, parto em domicílio etc.

O parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê mas sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pós parto.

Profissionais

Andrea Campos

Formada em medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes em 2001, procurou direcionar sua prática para a área de ginecologia e obstetrícia desde os anos de faculdade. Ganhou experiência em atendimento ao parto durante o estágio acadêmico no Hospital Escola de Vila Nova Cachoeirinha e a residência médica no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros. Fez o terceiro ano opcional de residência médica no hospital Pérola Byington, com ênfase em oncologia pélvica e mastologia. Durante cinco anos, atendeu como ginecologista e obstetra no Hospital Geral de Pedreira. Em 2004, iniciou o atendimento em consultório com ênfase em parto humanizado, mantendo desde então uma taxa de cesárea de 10%, dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estuda medicina antroposófica desde 2008, tendo realizado o X Curso Básico de Medicina Antroposófica da Associação Brasileira De Medicina Antroposófica, o curso de Saúde da Mulher sob a visão da Medicina Antroposófica da Unifesp e atualmente cursando o Farmácia Antroposófica na Farmantropo. Solteira e sem filhos, adora viajar, ir ao cinema, praticar yoga e andar de bicicleta.

Desireé Encinas

Formada em medicina pela universidade de Mogi das Cruzes (2004). Realizou residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Santa Marcelina ( 2005/2006) ( instituição que preconiza o parto humanizado). Possui titulo de Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO ( Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Realizou a especialidade de mastologia no Hospital de referência da mulher Perola Byington (2007/2008). Durante 3 anos foi preceptora dos residentes no pronto socorro do Hospital Santa Marcelina. Trabalhou por 5 anos no pronto-socorro e centro obstétrico do Hospital Cidade Tirandentes. Preconiza um atendimento humanizado desde o pré-natal até o parto. É mãe do Matheus (2 anos) e da Helena (9 meses), os dois nascidos de parto normal.