Obstetrícia humanizada (Parto Humanizado)


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No parto humanizado a protagonista é a gestante e seu filho que está para nascer. Tão importante quanto os procedimentos médicos também é a atenção e cuidado com o delicado momento em que mãe e filho estão vivendo. Uma diferença marcante da humanização são os procedimentos, muitas vezes não necessários de rotina usados nos hospitais como indução do parto, corte do períneo (episiotomia), uso de anestesia, raspagem dos pelos pubianos, parto cirúrgico (ou parto cesárea). Esses e outros procedimento são utilizados apenas quando a gestante e seu cuidador concordam na manobra a ser feita, isto é, a gestante participa ativamente do processo.

Seu cuidador orienta-a e ajuda-a nos momentos necessários. O papel de cuidador pode ser atuado pelo marido ou companheiro da gestante, doula e outros profissionais da área médica. Além do acolhimento físico, seu cuidador se preocupa e age ativamente no acolhimento emocional da gestante.

Antes, durante e após o parto a intervenção médica ocorre apenas quando a situação exige e não por praticidade. Como cada ser humano é único, com suas peculiaridades, o parto possui uma diversidade de situações muito grande. É tarefa do cuidador estar preparado para todas essas diversas possibilidades e agir conforme a gestante e o momento exigem. Por isso, no parto humanizado não existe um procedimento específico ou normas rígidas a serem adotadas.

Há uma confusão de ideias sobre esse novo conceito no Brasil. Comumente os partos são encarados como procedimentos mecânicos ao invés de existir um respeito à individualidade da gestante. Pessoas e até médicos podem confundir erroneamente o termo parto humanizado como sinônimo de parto sem anestesia, parto na banheira, parto em domicílio etc.

O parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê mas sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pós parto.

Profissionais

Aline Calixto

Aline é mineira. Na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fez a faculdade de medicina, a residência de Ginecologia e Obstetrícia e o mestrado em Saúde da Mulher. Faz parte da ONG Médicos Sem Fronteiras, com quem trabalhou em uma maternidade no Afeganistão, local que assistia a 1.700 partos ao mês, com apenas 3% de cesarianas. Uma experiência riquíssima como gente, como mulher e como obstetra! Veio para São Paulo em 2016 com o marido, o Beto. Trabalha na rede SUS do Einstein, o Hospital Municipal Vila Santa Catarina, buscando a assistência respeitosa ao parto e lutando por devolver o protagonismo à mulher. Joga handebol e adora um exercício físico. Apaixonada por livros. Está encantada pela diversa e intensa São Paulo.

 
 
 
Andrea Campos

Formada em medicina pela Universidade de Mogi das Cruzes em 2001, procurou direcionar sua prática para a área de ginecologia e obstetrícia desde os anos de faculdade. Ganhou experiência em atendimento ao parto durante o estágio acadêmico no Hospital Escola de Vila Nova Cachoeirinha e a residência médica no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros. Fez o terceiro ano opcional de residência médica no hospital Pérola Byington, com ênfase em oncologia pélvica e mastologia. Durante cinco anos, atendeu como ginecologista e obstetra no Hospital Geral de Pedreira. Em 2004, iniciou o atendimento em consultório com ênfase em parto humanizado, mantendo desde então uma taxa de cesárea de 10%, dentro da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estuda medicina antroposófica desde 2008, tendo realizado o X Curso Básico de Medicina Antroposófica da Associação Brasileira De Medicina Antroposófica, o curso de Saúde da Mulher sob a visão da Medicina Antroposófica da Unifesp e atualmente cursando o Farmácia Antroposófica na Farmantropo. Solteira e sem filhos, adora viajar, ir ao cinema, praticar yoga e andar de bicicleta.

Desireé Encinas

Formada em medicina pela universidade de Mogi das Cruzes (2004). Realizou residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital Santa Marcelina ( 2005/2006) ( instituição que preconiza o parto humanizado). Possui titulo de Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO ( Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Realizou a especialidade de mastologia no Hospital de referência da mulher Perola Byington (2007/2008). Durante 3 anos foi preceptora dos residentes no pronto socorro do Hospital Santa Marcelina. Trabalhou por 5 anos no pronto-socorro e centro obstétrico do Hospital Cidade Tirandentes. Preconiza um atendimento humanizado desde o pré-natal até o parto. É mãe do Matheus e da Helena, os dois nascidos de parto normal.

 
 
 
Diogo Soldatelli Claudino do Santos

É médico formado em 2008 pela Univali –SC e realizou residência em Ginecologia e Obstetrícia na Pontifícia Universidade Católica PUR-PR em Curitiba e especialização em Mastologia pela Escola Paulista de Medicina – Unifesp quando mudou-se para São Paulo em 2012. É praticante de obstetrícia com uma visão modificada após o contato com obstetras como o francês Frederick Leboyer e o brasileiro Moyses Parcionik, possuindo especial interesse em medicina antroposófica para o atendimento prestado à gestante. Possui orientação acadêmica multidisciplinar baseado na saúde da mulher, como tratamento de oncologia ginecológica durante sua formação, com treinamento cirúrgico e em plástica de reconstrução. Preza pela segurança na atuação médica baseada em evidências, onde atualmente pertence ao grupo de plantonistas do Hospital São Luiz – Itaim e do Hospital Amparo Maternal, locais que estimulam uma abordagem humanizada do parto.