3 ago Aleitamento Materno

Introdução da Alimentação Complementar e a Amamentação


Por Rachel Francischi

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Hoje escrevi um artigo sobre a introdução da alimentação complementar e a amamentação. Os temas se relacionam porque justamente a volta ao trabalho da mamãe muitas vezes acompanha a introdução dos primeiros alimentos na vida do bebê.

Qual a idade ideal que os primeiros alimentos devem ser introduzidos da vida do bebê?

Os primeiros alimentos devem ser oferecidos aos seis meses de idade do bebê.

Mas se a mãe vai voltar antes disso ao trabalho, a introdução alimentar deve ser antes dos seis meses?

Não. A amamentação deve ser exclusiva, ou seja, apenas leite materno, até os seis meses de idade, para garantir um sistema imunológico mais forte, menor risco de infecções, alergias e perfeito crescimento e desenvolvimento do bebê.
Em raríssimos casos, orientamos a introdução de alimentos com 5 meses e meio de idade, por exemplo, mas isso tem que ser feito pelo pediatra ou nutricionista responsável que acompanha o bebê e sob circunstâncias especiais.

E como conseguir a amamentação exclusiva até os seis meses se a mãe vai voltar ao trabalho antes disso?

Infelizmente no nosso país ainda há muitas mães que precisam voltar ao trabalho antes dos seis meses de idade do bebê. Em muitos casos, conseguimos garantir a amamentação exclusiva até o sexto mês através da ordenha do leite materno e seu congelamento, para oferecimento ao bebê nos períodos de ausência da mãe. Nos primeiros dias de separação mãe-bebê, é importante que a mãe faça a ordenha do leite materno a cada 3 horas aproximadamente, e armazene de forma adequada (em potes de vidro lavados e previamente fervidos por 15 minutos, e depois da ordenha guardados em geladeira ou congelador) para que o bebê possa tomar o melhor alimento do mundo, o leite materno, enquanto a mãe estiver ausente.

No link a continuação estão todos os detalhes de como realizar essa ordenha e congelamento de forma adequada: http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360

Por que alguns bebês passam a acordar mais vezes à noite depois que a mãe volta ao trabalho?

Nos momentos de reencontro mãe-bebê, é normal que o bebê passe mais tempo mamando e peça o peito com mais frequência, para compensar o período que passaram separados e também para matar as saudades!

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Se um bebê de 3, 4 ou 5 meses fica olhando a gente comer com muito interesse, isso significa que ele já está com vontade e precisando comer nossos alimentos?

Não, de jeito nenhum. O bebê fica curioso ao ver alguém levar um alimento ou um copo até a boca, pois é praticamente a única coisa que nós adultos levamos à boca na frente de um bebê, que leva tudo até a boca. Tudo mesmo, roupinha, brinquedo, dedo e até mesmo papel e objetos perigosos se não estivermos atentos! Logo, o bebê fica muito curioso ao ver você levando algo amarelo (uma banana por exemplo), vermelho (um pedaço de melancia por exemplo), algo prateado e pontudo (o garfo) até a sua boca, e fica muito interessado nisso, quer pegar e fazer igual, imitando. Mas ele não sabe o que é comer, mastigar ou engolir um alimento sólido e é imprudente oferecer alimentos sólidos para um bebê tão pequeno. Isso pode inclusive afetar a saúde do bebê, que deverá começar a comer no momento oportuno, após os seis meses de idade.

Por que muita gente, médicos inclusive, pedem para oferecer suco de laranja lima para o bebê, mesmo antes dos seis meses de idade?

Essa recomendação é muito antiga e não é mais usada. Ela existiu porque há muitos e muitos anos, quando ainda não se existia fórmulas infantis de leite artificial, os bebês que não podiam ser amamentados tinham que tomar leite de vaca. Mas não era o mesmo leite de vaca que as crianças maiores e os adultos podem tomar. A mãe tinha que diluir o leite de vaca com água filtrada ou fervida, porque o leite de vaca puro era muito forte e fazia mal para o bebê. Acontece que o leite de vaca não tem nada, nadinha de vitamina C. Ele tem cálcio, tem proteínas, gorduras, vitaminas do complexo B, mas vitamina C o leite de vaca não tem. E aí os bebês que tomavam leite de vaca tinham uma doença grave, chamada escorbuto, pela falta de vitamina C. Então, para o bebê que não mamava mais no peito, logo aos 2 meses de idade, os médicos já recomendavam oferecer de colherzinha um pouquinho de suco de laranja lima feito em casa, para garantir o consumo da vitamina C.

Mas é importante todo mundo saber que, hoje em dia, tanto os bebês que mamam no peito, como os bebês que tomam fórmula infantil, recebem toda a vitamina C que precisam nos seus leites, seja o leite materno ou o leite artificial. Não precisam e não devem tomar suco de laranja lima antes dos seis meses de idade.

Mas e depois dos seis meses de idade, podem começar pelo suco de laranja lima como o primeiro alimento?

Não recomendamos mais oferecer as frutas na forma de suco para bebês, nem para crianças (e nem para adultos). Os estudos mostraram que os sucos de frutas contém altíssima carga de açúcar da fruta (frutose), predispõem ao diabetes e não ensinam a criança a mastigar e a aprender o gosto, a textura, a forma das frutas naturais.

Além disso, grande parte das vitaminas e fibras das frutas são perdidas quando esprememos ou batemos a fruta, e a nutrição dentro de um suco é sempre pior do que a nutrição que temos dentro da fruta.

Então, se não é o suco, qual deve ser o primeiro alimento a ser oferecido para o bebê?

Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que o primeiro alimento oferecido ao bebê seja uma fruta. A fruta deve ser de preferência da estação e madura, e sempre que possível devemos preferir alimentos orgânicos ou da agricultura familiar.

Em outros países, o primeiro alimento pode ser um legume cozidinho ou até mesmo um cereal cozido, tipo um mingauzinho. Tudo depende muito da cultura local e da alimentação da mãe, pois o leite materno já transmite para o bebê alguns sabores e características do que a mãe come normalmente e assim o bebê já está “acostumado” parcialmente com esses alimentos. Como somos um país tropical com uma imensa riqueza de frutas lindas e deliciosas, é esperado que as frutas sejam bem aceitas e toleradas pelo bebê brasileiro como seus primeiros alimentos.

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Mas o bebê precisa comer a fruta porque o leite materno já não é suficiente para a nutrição dele?

Não, não é bem assim. A fruta contém algumas vitaminas como vitamina C, contém fibras, potássio e carboidratos. Mas tudo isso já tem no leite materno. E a fruta não tem quase nada de proteínas, nem de gorduras, que é o que o bebê precisa em grande quantidade para crescer forte e saudável. E adivinha onde achamos as proteínas ideais e as gorduras tipo ômegas-3 de melhor qualidade no mundo inteiro? Isso mesmo, no leite materno!

Sinceramente, o quê o bebê precisa é de leite materno. Mamar exclusivamente até os seis meses de vida e depois até pelo menos os dois anos de idade. Tudo o que ele precisa de nutrientes está no leite materno. Mas, após os seis meses de idade, a necessidade de alguns nutrientes como ferro e zinco é muito alta, e o leite materno não contém tanto ferro e zinco assim. Então, precisamos introduzir os alimentos para que o bebê possa complementar o ferro e o zinco, que estão principalmente nos feijões, nas carnes vermelhas e nos vegetais de folhas verde-escuras. Ou suplementar esses nutrientes caso seja necessário. O pediatra ou o nutricionista que acompanha o bebê saberá decidir se é esse o caso.

Pelo o que entendi, se o bebê comer muita fruta e pular as mamadas várias vezes ele pode não crescer direito?

Isso mesmo, muita fruta e pouco leite materno para um bebê de seis meses não é legal e pode desnutri-lo.

No início da alimentação complementar, não recomendamos que o bebê pule as mamadas, comendo apenas a frutinha no meio da manhã ou da tarde. Além de prejudicar a produção de leite materno se a mãe começar a pular mamadas e não ordenhar, a nutrição do bebê também será prejudicada. O ideal no início da alimentação complementar é oferecer ambos, fruta e leite materno, ao bebê. E aos poucos, bem aos pouquinhos ao longo dos primeiros meses da introdução dos alimentos, podemos ir espaçando as mamadas e substituindo-as pelas refeições com os alimentos.

Não vemos a introdução alimentar do bebê como o início de um desmame, pelo contrário! Vemos sim como uma nova etapa que introduzimos na vida do bebê, que se soma à amamentação. Por isso chamamos de alimentação complementar, porque complementa, e não substitui, o leite materno.

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Por que alguns bebês são mais difíceis de comer que outros?

Alguns bebês são mais interessados e curiosos com os alimentos. Logo nas primeiras vezes já abrem a boquinha, querem segurar e amassar as frutas, querem comer sozinhos e parecem se divertir (e se sujar!) muito com esse momento. Mas isso depende muito da personalidade de cada bebê… E a maioria dos bebês não é assim… Muitos bebês não são ainda tão interessados nos alimentos, não entendem muito bem o que é aquilo vindo na direção da boquinha deles, não querem pegar algo frio e esquisito na mãozinha… Não sabem e nem entendem que terão que abrir a boca e engolir algo muito diferente do alimento líquido, morno, perfeito que comem deitadinhos no colo aconchegante da mamãe, ouvindo o coração da mãe bater durante a amamentação.

A transição alimentar é uma fase intensa, o bebê terá que passar a comer sentado em vez de deitado, numa cadeira dura e fria em vez do colo quente e confortável, um alimento com textura em vez de um líquido perfeito e homogêneo que é o leite materno. Temos que ter muita paciência e compreensão para ajudar o bebê a entender essa mudança. Quanto mais divertido, lúdico e alegre for o momento de oferecer os alimentos para o bebê, melhor para o desenvolvimento infantil e a construção de uma boa e saudável relação com o alimento. Isso significa jamais, jamais obrigar ou forçar um bebê ou uma criança a comer, por nenhum método e sob nenhuma circunstância.

Se você gostou e deseja saber mais, visite http://www.rachelnutricionista.com.br/nutricao-infantil/ , participe de uma de nossas deliciosas “Oficina de Papinhas, Copinhos e Nutrição Infantil” ou agende uma Consulta Nutricional Infantil comigo. Será um prazer acompanhá-los nessa maravilhosa descoberta do prazer da alimentação saudável. Obrigada!

Rachel Francischi
Nutricionista (FSP/USP)
Mestre em Biologia Funcional e Molecular na área de Bioquímica (UNICAMP) • Master Practioner em Programação Neurolinguística (PNL) • Nutricionista para América Latina e Caribe do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (ONU) (2007-2012)
e-mail:contato@rachelnutricionista.com.br 
site:www.rachelnutricionista.com.br
facebook.com/nutricionistarachel 

10 jun Parto Pós-Parto

Períneo antes e depois: A preparação para o parto e os cuidados no pós parto


Por Sandra Sisla, fisioterapeuta especializada em saúde da mulher.

Existem maneiras de preparar o períneo para evitar laceração durante o parto. A partir da 33ª semana de gestação, podemos iniciar a preparação para o parto vaginal com o EPI-NO que é um dispositivo para exercícios do assoalho pélvico. O EPI-NO consiste em um balão de silicone conectado a um tubo e uma bomba que ao insuflar aumenta o diâmetro para um alongamento do períneo. O balão de silicone é introduzido vazio na vagina e paulatinamente vai ganhando amplitude e alongamento nestes músculos.

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O treino do EPI-NO é interessante para exercitar o alongamento e também para ganhar maior percepção da região do períneo. Treinamos também para o período expulsivo e com a respiração direcionada, promovemos uma simulação deste momento e das possibilidades de posições para o parto.

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A massagem perineal é também uma possibilidade para a percepção e alongamento da região do períneo. As manobras de deslizamento e de pressão sobre o intróito vaginal preparam a pele, a mucosa e os músculos para o evento do parto.

No pós-parto é sempre bom retomar os cuidados com o corpo com exercícios para recuperação do Tônus e da funcionalidade do períneo. Após 50 dias do parto realizamos uma avaliação perineal e orientamos exercícios para aumentar a força muscular do períneo, abdominais especiais aliados a exercícios perineais e abdominais hipopressivos.

E assim o corpo vai ganhando tônus e recuperando devagar sua dinâmica e vigor.

10 jun Parto

Relato de Parto


“Conheci a Doutora Desireé bem antes de engravidar do meu segundo filho e decidi que, quando ele estivesse a caminho, viria ao mundo pelas suas mãos.

Os meses que antecederam a gravidez foram de muita ansiedade e expectativa, sempre apoiada, com toda paciência, por essa maravilhosa profissional, que é mais que uma médica para mim.

Lembro como se fosse hoje. No dia 5 de agosto de 2014, recebi uma mensagem da Dra. Desireé no celular com a pergunta: Menstruou? Respondi que não, e ela me disse que eu estava com um atraso de 2 dias. Dia 7, ela perguntou novamente se eu havia menstruado, e com a resposta negativa me disse para fazer o teste.

A ansiedade era tanta que comprei um teste na farmácia mais próxima e fiz imediatamente e o resultado foi positivo antes mesmo de terminar o procedimento. Enviei a foto do resultado para ela, que comemorou muito junto comigo.

Os meses seguintes foram maravilhosos. Tive uma gestação tranquila e fui muito bem acompanhada e amparada em todas as dúvidas e questões.

Com 30 semanas de gestação veio um pequeno susto. A ultrassonografia dizia que meu bebê estava com uma circular de cordão cervical. Falei com a Desireé, que me acalmou. O meu medo era continuar com os planos de ter o meu filho pelo parto normal, pois já tinha ouvido todo tipo de histórias sobre bebês que morrem enforcados com o cordão umbilical.

A Dra. Desireé realmente me deixou tranquila, disse que essa possibilidade não existia e que podíamos seguir com o planejado.

Exatamente com 40 semanas de gestação acordei pela manhã e percebi que estava perdendo o tampão. A Dra. Desireé veio me examinar e viu que minha bolsa havia rompido. Meu bebê estava a caminho. A partir daí, começou a saga maternidade – trabalho de parto – analgesia – nascimento.

O trabalho de parto foi intenso, as dores aumentavam e eu sabia que quanto maiores, mais perto estava a hora do meu bebê nascer. A paciência do meu marido e da Dra. Desireé foram primordiais nesse processo. Eu estava realmente muito brava com as dores aumentando e pude, mais uma vez, contar com seu apoio e profissionalismo.

Por fim, o anestesista chegou e o nascimento seguiu. A sensação de poder dar a luz com suas próprias forças é inexplicável e a emoção de ver o rostinho lindo do meu filho fazendo um biquinho assim que saiu da barriga e foi colocado sobre meu ventre foi única.

Daniel nasceu às 22h26 na Maternidade São Luiz do Itaim, pelas maravilhosas mãos da querida Dra. Desireé, muito saudável, com 3.150kg e 49 cm. O cordão em volta do pescoço? Ele estava lá, o papai viu tudo! Ninguém se apavorou. Desireé simplesmente o desenrolou e entregou meu filho para nós.

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Tudo passa tão depressa, que se pudesse parava o tempo em alguns momentos para sentir a emoção só mais um pouquinho. Mas felizmente existem as fotos para registrar estes momentos. Agradecemos imensamente à Dra. Desireé, que nos proporcionou uma pré-gestação, gestação e parto tranquilos. Não há maior felicidade do que poder contar com o conhecimento e o carinho de uma pessoa dedicada à sua profissão de forma tão intensa e segura. Muito obrigada por tudo!”

Carolina V. S. Oliveira

8 jun Aleitamento Materno

Amamentação pode evitar leucemia na infância


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Crianças que foram amamentadas no peito por pelo menos seis meses enquanto bebês podem ter um risco menor de desenvolver leucemia na infância em relação àquelas que não foram amamentadas no peito, mostra uma nova análise de estudos antigo.

Revisando 18 estudos, pesquisadores descobriram que crianças que eram amamentadas no peito de suas mães por seis meses ou meais tinham um risco 19% menor de desenvolver leucemia durante a infância, em compensação com os as que não haviam sido amamentadas, ou haviam, mas por um período menor de tempo.

Em uma análise separada de 15 desses estudos, os pesquisadores perceberam que as crianças que foram amamentadas por qualquer período de tempo eram pelo menos 11% menos susceptíveis a desenvolver a doença, em relação àquelas que nunca haviam sido amamentadas.

O autor da nova análise foi Efrat L. Amitay, da Universidade de Haifa, em Israel. A especialista envolveu 18 estudos, que abordavam mais de 10 mil casos de leucemia e 17,5 mil crianças que não possuíam a doença. Tais estudos foram publicados entre 1960 e 2014.

As descobertas se unem a um corpo de evidências que traçam uma “forte associação entre a nutrição infantil e a leucemia”, diz Amitay. “Essa informação pode ser usada pela saúde pública para realizar recomendações para os pais, que podem contribuir na precaução da doença em seus filhos” continuou.

O mecanismo exato envolvido nesta ligação entre o leite materno e a leucemia ainda não está claro, mas os pesquisadores têm algumas sugestões. “O leite materno é uma substância que dá vida. Ela contém anticorpos produzidos pela mãe que promovem uma comunidade saudável de bactérias no intestino das crianças e influenciam o desenvolvimento do sistema imunológico delas”, explicou.

Outra possibilidade que pode explicar a ligação é que o leite materno mantém os níveis de pH no estômago das crianças em um patamar que promove a produção de proteínas benéficas chamadas HAMLET, disseram os pesquisadores. Estudos realizados em roedores mostraram que o HAMLET pode ter a habilidade de matar células do câncer.

O leite materno também possui células-tronco que possuem propriedades similares às células-troncos de embriões, que podem ajudar o sistema imunológico na luta contra o câncer. “Os potenciais preventivos da amamentação devem ser comunicados de forma aberta para o público geral, não apenas para as mães. Desta forma, a amamentação pode ser mais socialmente aceita e facilitada”, escreveram os pesquisadores no estudo, que foi publicado no dia 1º de junho no JAMA Pediatrics.

Fonte: Live Science

4 mai Temas em Pediatria

Bronquiolite


Por Tatiana Sano, pediatra especialista em Pneumologia Pediátrica da Casa Curumim.

bronquiolite-no-bebê21-1Muitas mães já devem ter ouvido falar na Bronquiolite, principalmente agora durante o outono/inverno, mas o que é Bronquiolite?

Bronquiolite Viral Aguda é uma doença que acomete crianças menores de 2 anos, principalmente as menores de 1 ano e é uma das principais viroses responsáveis pelas internações e idas ao pronto socorro nesta época do ano.

Esses vírus inflamam a mucosa (levando a um inchaço e produção de muco) que reveste a parte interna dos bronquíolos (ramificações bem finas da arvore brônquica). O ar passa com dificuldade provocando o principal sintoma da Bronquiolite o “chiado”= sibilos.

Por que acomete crianças menores que 2 anos?
Por causa do pequeno calibre das vias aéreas qualquer inchaço de suas paredes ou a mínima quantidade de muco já podem ser suficientes para provocar uma obstrução importante na passagem de ar. Além disso, a imunidade dos lactentes para estes vírus respiratórios ainda é pequena
Quais são os principais vírus que causam Bronquiolite:

Vírus Sincicial Respiratório-VSR (75%), Rinovírus (39%), Coronavirus (21%), Influenza (10%),
Como a doença evolui?

Inicia com os sintomas de um resfriado comum como coriza, obstrução nasal, tosse e febre e é muito comum a história de ter algum familiar, como irmão mais velho resfriado, ou frequentar escolinha. Em 3-4 dias evolui com piora da tosse, chiado e desconforto respiratório (respiração rápida, ofegante. A maioria das crianças se recupera em cerca de 2 semanas mas em alguns casos a tosse e o chiado podem persistir até um mês. A Bronquiolite pode ser mais séria nos menores de 3 meses, nos que nasceram prematuros ou quando o bebe é portador de alguma doença crônica (cardiopatia, doença renal, etc…). Frequentar creches, viver em casas com muitas pessoas ou conviver com fumantes também são fatores que podem agravar o quadro..
Como o diagnóstico é feito?

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O diagnóstico é feito baseado na história clínica e no exame físico. Radiografia do tórax, exame de sangue ou pesquisa viral devem ser realizados apenas nos casos moderados/graves ou quando é necessário excluir outras doenças. Nos casos mais simples basta a avaliação clinica.
Quais são as complicações mais comuns?

Na maioria das vezes a bronquiolite evolui bem e sem complicações. Nos casos mais sérios, devemos nos preocupar com a desidratação, insuficiência respiratória (perda da capacidade de oxigenar o corpo com a respiração) ou infecção bacteriana.

Quando levar ao pronto-socorro?

bronquiolite-e-chiado-no-peito1 1. Desconforto respiratório= Respiração rápida, A barriga sobe e desce muito e rápido, ou a musculatura entre as costelas ou a fúrcula ( aquele buraquinho nom pescoço) afundam, ou as asas do nariz se elevam.
1- Sinais de desidratação: diminuição da urina, boca seca, choro sem lagrima e pulso acelerado ou Recusa alimentar)
2- Cianose= lábios ou mãos e pés arroxeados, azuis.
3- Sonolência excessiva ou irritabilidade excessiva (quando sem febre o bebê ficar muito caidinho ou irritado.

Tratamento
Uma vez que a doença é causada por vírus, ainda não há medicações eficazes e seguras. O tratamento tem como objetivo melhorar os sintomas: tosse, chiado, desconforto respiratório e tentar manter o bem estar do bebê.
1- Tentar manter a alimentação – oferecer mais vezes em menores quantidades, com cuidado para não engasgar.
2- Lavagem nasal, pois a obstrução nasal piora o desconforto respiratório e dificulta a alimentação
3- Inalação com soro fisiológico para tentar fluidificar o muco e secreções nasais
4- Elevar a cabeceira do berço em 30° para dormir (levantar todo o colchão,ou a cabeceira do berço).
5- Algumas vezes pode ser necessário o uso de medicamentos (broncodilatadores/ corticoide/ e outros), mas eles ajudam somente nos casos mais sérios.
Prevenção
O fator mais importante é lavar as mãos com frequência, pois o contágio da doença se dá principalmente pelas mãos e por objetos contaminados com os vírus. Outras medidas importantes são: evitar contato com doentes, evitar exposição das crianças ao cigarro, a vacinação anual para influenza e o aleitamento materno, pois anticorpos maternos passam para o bebê.

Referências Bilbliográficas:
1- Shawn L. Ralston, Allan S. Lieberthal, et all. Clinical Practice Guideline: The Diagnosis, Management, and Prevention of Bronchiolitis. Pediatrics, 2014; 134;e 1474
2- Hyvarien, Acta Paediatr 2005; 94: 1378
3- Stein, Lancet 1999; 354: 541
4- Petruzella FD, Gorelick MH, Duration of illness in infants with bronchiolitis evaluated in the emergency department. Pediatrics, 2010; 126(2):285
5- Shazberg G, Revel-Vilk S, Shoseyov D, Bem-Ami A, Klar A, The clinical course of bronchiolitis associated with acute otitis media. Arch DIS child 2000; 83(4):317
6- Up to date- Bronchiolitis in children, diagnosis, management, treatment and prevention

4 mai Gestantes

Gravidez x Adoçantes


Por Fernanda Mariz, Nutricionista materno infantil da Casa Curumim

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O uso de adoçantes como substituição ao açúcar tem se tornado cada vez mais comum. Mas e as grávidas, podem usá-lo? Essa é uma dúvida que sempre aparece quando descobrimos que existe um bebezinho dentro de nós. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde a sacarina deve ser evitada, uma vez que pode causar anomalias no feto. Quando ingerida, ela passa pela placenta para a corrente sanguínea do bebê.

Já o aspartame, um outro tipo de adoçante artificial, é considerado seguro para as gestantes, porém deve ser evitado por pessoas que sofram de fenilcetonúria (PKU), uma doença hereditária, ou que tenham alta concentração de fenilalanina no sangue.

Existem também outros tipos de adoçantes, como o sorbitol, ciclamato e xilitol. O grande problema, além dos estudos não comprovarem que eles são seguros para as gestantes, já que alguns podem causar efeitos colaterais incômodos. É o caso do sorbitol, por exemplo, utilizado em produtos diet e em chicletes; por ser lentamente absorvido pelo organismo, pode dar sensação de estômago inchado e gases.

“Costumo orientar as futuras mamães para que tenham, durante a gestação e amamentação, uma alimentação equilibrada com o máximo de alimentos naturais possível. Mesmo as mamães que estão acima do peso precisam saber que durante a gravidez não é o momento adequado para dietas mirabolantes”, destaca Fernanda Mariz, nutricionista especializada em gestantes.

De acordo com a FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regulamenta alimentos e remédios), adoçantes como aspartame, sucralose, acessulfame-K e a estévia são considerados seguros para as gestantes. “É preciso avaliar cada gestante individualmente, pois alguns produtos podem ser contraindicados em situações específicas”.

6 abr Pós-Parto

Decisões da maternidade.


* Adaptação da coluna de Rosely Sayão- Caderno Cotidiano do Jornal A Folha de São Paulo dia 24/02/2015

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“A vida não está fácil para muitas mulheres que pretendem ser mães em breve, que já estão gravidas, que acabaram de ter bebê ou que já são mães de crianças pequenas. De uns tempos para cá, inauguramos a era das patrulhas rigorosas contra determinadas situações que envolvem o parto e a maternidade.

(…) Depois do parto, vem a questão da amamentação, e há pressão e discordância entre profissionais das ciências da saúde. Amamentar é bom, disso ninguém duvida. Por quanto tempo? Em qualquer contexto? ( …) Nos deparamos com movimentos fortes que promovem a amamentação, sem perdoar as mulheres que ou não podem ou não conseguem ou não querem amamentar. Logo em seguida, tem a chegada do bebê em casa: cama compartilhada? Quarto compartilhado? Sono autônomo? E lá vem novas verdades de grupos barulhentos que também penalizam mulheres que fazem escolhas diferentes, mesmo sem querer.

Eu poderia continuar com essa lista enorme de movimentos favoráveis a uma determinada situação e contrárias a todas as outras, mas prefiro deixar para as mulheres uma reflexão.

Ter um filho não é fácil desde o principio, antes de ele nascer. Aliás, ser mulher e ser mãe, no século 21, ainda é bem difícil: temos muito que enfrentar. Então que tal se as lutas sociais que travamos e que envolvem a maternidade fossem mais acolhedoras com as mulheres que fazem escolhas diferentes das quais consideramos as melhores?

Foi uma jovem mulher prestes a dar à luz que me comoveu tanto com suas questões e me inspirou a ter essa conversa. Ela disse que buscou informações a respeito do parto e chegou à conclusão de que o natural e em casa seria a melhor opção para o filho. Desde que considerou essa possibilidade, porém, anda aflita, não dorme mais e sente-se culpada antecipadamente, caso escolha a operação cesariana, mais tranquila para ela.

O ser humano é complexo: temos desejos, anseios, sonhos, mas nem sempre temos as condições necessárias – físicas emocionais e sociais- para dar concretude a eles. Por isso, nem sempre fazemos as melhores escolhas: fazemos as possíveis, e isso se aplica a cada uma de nós.”

As mulheres no pós-parto não necessitam de criticas, julgamentos morais, imposições e conselhos. Elas precisam de tranquilidade, apoio, carinho e compreensão nesse momento tão delicado, de tantas transformações: o nascimento de um novo filho! Carecem de tempo, cuidado para conhecer e se conectar ao seu bebê, e de uma escuta acolhedora às suas angustias e dúvidas.

Venham conhecer o Grupo de pós-parto “Conversa de mães”, onde você e seu bebê serão muito bem recebidos, num espaço de livre expressão para a troca de experiências e emoções entre mães – no primeiro ano de vida de seus bebês- num ambiente de suporte e apoio, livre de críticas.

Conversa mediada pela psicóloga e psicanalista Maiana Rappaport.
Toda segunda feira das 15h às 16h30.

18 mar Aleitamento Materno

Bebês que mamam por mais tempo têm renda e escolaridade maiores quando adultos


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Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas, com 3,5 mil recém-nascidos, mostra que crianças amamentadas por mais de um ano têm escolaridade 10% superior àquelas que não completaram um mês de alimentação com leite materno. O efeito sobre a renda foi o mesmo. Crianças com maior período de amamentação tornaram-se adultos com renda 33% superior a dos que não receberam leite materno por mais de 30 dias.

O estudo está publicado na edição desta quarta-feira, 18, da revista The Lancet Global Health. “Já sabíamos que a amamentação auxiliava no desenvolvimento da inteligência. Esse trabalho traz as primeiras evidências dos efeitos práticos desse benefício”, afirmou um dos líderes da pesquisa, o professor Cesar Victora.

Bernardo Hortas, que divide a coordenação dos trabalhos, reforça. “Havia dúvidas se o efeito da amamentação sobre inteligência e o desenvolvimento cerebral alcançaria a vida adulta. Os resultados dos estudos mostram que sim.”

O grupo de pesquisa acompanhou dados de crianças nascidas em 1982 na cidade gaúcha de Pelotas. O banco de dados trazia inicialmente informações de 6 mil participantes. Os voluntários fizeram ao longo dos anos quatro avaliações de grande porte. Na última, com indivíduos já com 30 anos, além de testes de QI, foram incluídas questões sobre renda e escolaridade. Foram avaliados nesta etapa dados de 3.493 participantes.

“Tomamos o cuidado de expurgar qualquer fator social que pudesse influenciar nesses resultados”, contou Hortas.

Ele ressaltou que na amostra avaliada o aleitamento materno esteve presente em todas as classes sociais. “Estudos em países desenvolvidos muitas vezes são criticados por não conseguirem separar de forma socioeconômica? nosso estudo faz isso pela primeira vez.”

Os pesquisadores dividiram os voluntários em cinco grupos, de acordo com a duração do aleitamento. “Os resultados indicam que, quanto mais longa a amamentação, melhor a renda, a escolaridade e a inteligência”, apontou Victora. A variação na escala de QI é de três pontos da média.

Os pesquisadores atribuem os resultados a uma combinação de fatores. Um dos mecanismos que provavelmente exercem grande influência no maior desenvolvimento da inteligência é a presença de ácidos graxos saturados de cadeia longa no leite materno. “É essencial para o desenvolvimento dos neurônios”, disse Hortas. Mas há outros pontos importantes.

“O vínculo entre mãe e a criança é fortalecido durante a amamentação. Isso deve ser levado em conta”, completou. Victora apontou também a necessidade de se avaliar o impacto do leite materno na ativação de genes.

Presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges Santiago disse que já havia indícios dos benefícios da amamentação para o desenvolvimento intelectual. “Amamentar faz diferença na inteligência. Isso é um dado a mais que vem para fortalecer as vantagens do leite materno.”

Fundadora do grupo Matrice, que apoia a amamentação, Fabíola Cassab, de 38 anos, concordou. “Vivi isso com a minha filha e vejo nas outras crianças do grupo. Isso (a pesquisa da universidade) vai encorajar outras mulheres a dar de mamar por mais tempo.”

Fonte: Estadão

3 mar Família

Imagens mostram que o verdadeiro amor existe em qualquer espécie!


Dê uma olhada nestas belas imagens de animais com seus filhotes na natureza. Cada foto capturou a beleza do vínculo indissolúvel entre pais e filhos. Impossível não se emocionar!

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Publicado originalmente aqui!

2 fev Parto

Relato Parto Natural


Cheguei até a Dra. Desirée bem perto do parto, com 36 semanas. Vinha buscando em outras médicas um atendimento mais afetivo e que prezasse por um parto natural. Comecei a me sentir insegura com a minha médica anterior, sentindo que o parto poderia ir, facilmente, por um caminho diferente do que sonhava para mim e para o meu bebê. Felizmente a conheci!

Desde a troca dos primeiros e-mails até o dia do parto encontrei nela o acolhimento e a segurança que eu precisava naquele momento. A Dra. Desirée além de excelente profissional é também muito sensível e atenciosa. Sem dúvida a presença dela e de toda a sua equipe fez com que o dia do nascimento do meu filho fosse muito especial, forte e feliz!

Rebeca – mãe do Caetano

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