10 jun Parto Pós-Parto

Períneo antes e depois: A preparação para o parto e os cuidados no pós parto


Por Sandra Sisla, fisioterapeuta especializada em saúde da mulher.

Existem maneiras de preparar o períneo para evitar laceração durante o parto. A partir da 33ª semana de gestação, podemos iniciar a preparação para o parto vaginal com o EPI-NO que é um dispositivo para exercícios do assoalho pélvico. O EPI-NO consiste em um balão de silicone conectado a um tubo e uma bomba que ao insuflar aumenta o diâmetro para um alongamento do períneo. O balão de silicone é introduzido vazio na vagina e paulatinamente vai ganhando amplitude e alongamento nestes músculos.

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O treino do EPI-NO é interessante para exercitar o alongamento e também para ganhar maior percepção da região do períneo. Treinamos também para o período expulsivo e com a respiração direcionada, promovemos uma simulação deste momento e das possibilidades de posições para o parto.

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A massagem perineal é também uma possibilidade para a percepção e alongamento da região do períneo. As manobras de deslizamento e de pressão sobre o intróito vaginal preparam a pele, a mucosa e os músculos para o evento do parto.

No pós-parto é sempre bom retomar os cuidados com o corpo com exercícios para recuperação do Tônus e da funcionalidade do períneo. Após 50 dias do parto realizamos uma avaliação perineal e orientamos exercícios para aumentar a força muscular do períneo, abdominais especiais aliados a exercícios perineais e abdominais hipopressivos.

E assim o corpo vai ganhando tônus e recuperando devagar sua dinâmica e vigor.

10 jun Parto

Relato de Parto


“Conheci a Doutora Desireé bem antes de engravidar do meu segundo filho e decidi que, quando ele estivesse a caminho, viria ao mundo pelas suas mãos.

Os meses que antecederam a gravidez foram de muita ansiedade e expectativa, sempre apoiada, com toda paciência, por essa maravilhosa profissional, que é mais que uma médica para mim.

Lembro como se fosse hoje. No dia 5 de agosto de 2014, recebi uma mensagem da Dra. Desireé no celular com a pergunta: Menstruou? Respondi que não, e ela me disse que eu estava com um atraso de 2 dias. Dia 7, ela perguntou novamente se eu havia menstruado, e com a resposta negativa me disse para fazer o teste.

A ansiedade era tanta que comprei um teste na farmácia mais próxima e fiz imediatamente e o resultado foi positivo antes mesmo de terminar o procedimento. Enviei a foto do resultado para ela, que comemorou muito junto comigo.

Os meses seguintes foram maravilhosos. Tive uma gestação tranquila e fui muito bem acompanhada e amparada em todas as dúvidas e questões.

Com 30 semanas de gestação veio um pequeno susto. A ultrassonografia dizia que meu bebê estava com uma circular de cordão cervical. Falei com a Desireé, que me acalmou. O meu medo era continuar com os planos de ter o meu filho pelo parto normal, pois já tinha ouvido todo tipo de histórias sobre bebês que morrem enforcados com o cordão umbilical.

A Dra. Desireé realmente me deixou tranquila, disse que essa possibilidade não existia e que podíamos seguir com o planejado.

Exatamente com 40 semanas de gestação acordei pela manhã e percebi que estava perdendo o tampão. A Dra. Desireé veio me examinar e viu que minha bolsa havia rompido. Meu bebê estava a caminho. A partir daí, começou a saga maternidade – trabalho de parto – analgesia – nascimento.

O trabalho de parto foi intenso, as dores aumentavam e eu sabia que quanto maiores, mais perto estava a hora do meu bebê nascer. A paciência do meu marido e da Dra. Desireé foram primordiais nesse processo. Eu estava realmente muito brava com as dores aumentando e pude, mais uma vez, contar com seu apoio e profissionalismo.

Por fim, o anestesista chegou e o nascimento seguiu. A sensação de poder dar a luz com suas próprias forças é inexplicável e a emoção de ver o rostinho lindo do meu filho fazendo um biquinho assim que saiu da barriga e foi colocado sobre meu ventre foi única.

Daniel nasceu às 22h26 na Maternidade São Luiz do Itaim, pelas maravilhosas mãos da querida Dra. Desireé, muito saudável, com 3.150kg e 49 cm. O cordão em volta do pescoço? Ele estava lá, o papai viu tudo! Ninguém se apavorou. Desireé simplesmente o desenrolou e entregou meu filho para nós.

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Tudo passa tão depressa, que se pudesse parava o tempo em alguns momentos para sentir a emoção só mais um pouquinho. Mas felizmente existem as fotos para registrar estes momentos. Agradecemos imensamente à Dra. Desireé, que nos proporcionou uma pré-gestação, gestação e parto tranquilos. Não há maior felicidade do que poder contar com o conhecimento e o carinho de uma pessoa dedicada à sua profissão de forma tão intensa e segura. Muito obrigada por tudo!”

Carolina V. S. Oliveira

8 jun Aleitamento Materno

Amamentação pode evitar leucemia na infância


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Crianças que foram amamentadas no peito por pelo menos seis meses enquanto bebês podem ter um risco menor de desenvolver leucemia na infância em relação àquelas que não foram amamentadas no peito, mostra uma nova análise de estudos antigo.

Revisando 18 estudos, pesquisadores descobriram que crianças que eram amamentadas no peito de suas mães por seis meses ou meais tinham um risco 19% menor de desenvolver leucemia durante a infância, em compensação com os as que não haviam sido amamentadas, ou haviam, mas por um período menor de tempo.

Em uma análise separada de 15 desses estudos, os pesquisadores perceberam que as crianças que foram amamentadas por qualquer período de tempo eram pelo menos 11% menos susceptíveis a desenvolver a doença, em relação àquelas que nunca haviam sido amamentadas.

O autor da nova análise foi Efrat L. Amitay, da Universidade de Haifa, em Israel. A especialista envolveu 18 estudos, que abordavam mais de 10 mil casos de leucemia e 17,5 mil crianças que não possuíam a doença. Tais estudos foram publicados entre 1960 e 2014.

As descobertas se unem a um corpo de evidências que traçam uma “forte associação entre a nutrição infantil e a leucemia”, diz Amitay. “Essa informação pode ser usada pela saúde pública para realizar recomendações para os pais, que podem contribuir na precaução da doença em seus filhos” continuou.

O mecanismo exato envolvido nesta ligação entre o leite materno e a leucemia ainda não está claro, mas os pesquisadores têm algumas sugestões. “O leite materno é uma substância que dá vida. Ela contém anticorpos produzidos pela mãe que promovem uma comunidade saudável de bactérias no intestino das crianças e influenciam o desenvolvimento do sistema imunológico delas”, explicou.

Outra possibilidade que pode explicar a ligação é que o leite materno mantém os níveis de pH no estômago das crianças em um patamar que promove a produção de proteínas benéficas chamadas HAMLET, disseram os pesquisadores. Estudos realizados em roedores mostraram que o HAMLET pode ter a habilidade de matar células do câncer.

O leite materno também possui células-tronco que possuem propriedades similares às células-troncos de embriões, que podem ajudar o sistema imunológico na luta contra o câncer. “Os potenciais preventivos da amamentação devem ser comunicados de forma aberta para o público geral, não apenas para as mães. Desta forma, a amamentação pode ser mais socialmente aceita e facilitada”, escreveram os pesquisadores no estudo, que foi publicado no dia 1º de junho no JAMA Pediatrics.

Fonte: Live Science

4 mai Temas em Pediatria

Bronquiolite


Por Tatiana Sano, pediatra especialista em Pneumologia Pediátrica da Casa Curumim.

bronquiolite-no-bebê21-1Muitas mães já devem ter ouvido falar na Bronquiolite, principalmente agora durante o outono/inverno, mas o que é Bronquiolite?

Bronquiolite Viral Aguda é uma doença que acomete crianças menores de 2 anos, principalmente as menores de 1 ano e é uma das principais viroses responsáveis pelas internações e idas ao pronto socorro nesta época do ano.

Esses vírus inflamam a mucosa (levando a um inchaço e produção de muco) que reveste a parte interna dos bronquíolos (ramificações bem finas da arvore brônquica). O ar passa com dificuldade provocando o principal sintoma da Bronquiolite o “chiado”= sibilos.

Por que acomete crianças menores que 2 anos?
Por causa do pequeno calibre das vias aéreas qualquer inchaço de suas paredes ou a mínima quantidade de muco já podem ser suficientes para provocar uma obstrução importante na passagem de ar. Além disso, a imunidade dos lactentes para estes vírus respiratórios ainda é pequena
Quais são os principais vírus que causam Bronquiolite:

Vírus Sincicial Respiratório-VSR (75%), Rinovírus (39%), Coronavirus (21%), Influenza (10%),
Como a doença evolui?

Inicia com os sintomas de um resfriado comum como coriza, obstrução nasal, tosse e febre e é muito comum a história de ter algum familiar, como irmão mais velho resfriado, ou frequentar escolinha. Em 3-4 dias evolui com piora da tosse, chiado e desconforto respiratório (respiração rápida, ofegante. A maioria das crianças se recupera em cerca de 2 semanas mas em alguns casos a tosse e o chiado podem persistir até um mês. A Bronquiolite pode ser mais séria nos menores de 3 meses, nos que nasceram prematuros ou quando o bebe é portador de alguma doença crônica (cardiopatia, doença renal, etc…). Frequentar creches, viver em casas com muitas pessoas ou conviver com fumantes também são fatores que podem agravar o quadro..
Como o diagnóstico é feito?

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O diagnóstico é feito baseado na história clínica e no exame físico. Radiografia do tórax, exame de sangue ou pesquisa viral devem ser realizados apenas nos casos moderados/graves ou quando é necessário excluir outras doenças. Nos casos mais simples basta a avaliação clinica.
Quais são as complicações mais comuns?

Na maioria das vezes a bronquiolite evolui bem e sem complicações. Nos casos mais sérios, devemos nos preocupar com a desidratação, insuficiência respiratória (perda da capacidade de oxigenar o corpo com a respiração) ou infecção bacteriana.

Quando levar ao pronto-socorro?

bronquiolite-e-chiado-no-peito1 1. Desconforto respiratório= Respiração rápida, A barriga sobe e desce muito e rápido, ou a musculatura entre as costelas ou a fúrcula ( aquele buraquinho nom pescoço) afundam, ou as asas do nariz se elevam.
1- Sinais de desidratação: diminuição da urina, boca seca, choro sem lagrima e pulso acelerado ou Recusa alimentar)
2- Cianose= lábios ou mãos e pés arroxeados, azuis.
3- Sonolência excessiva ou irritabilidade excessiva (quando sem febre o bebê ficar muito caidinho ou irritado.

Tratamento
Uma vez que a doença é causada por vírus, ainda não há medicações eficazes e seguras. O tratamento tem como objetivo melhorar os sintomas: tosse, chiado, desconforto respiratório e tentar manter o bem estar do bebê.
1- Tentar manter a alimentação – oferecer mais vezes em menores quantidades, com cuidado para não engasgar.
2- Lavagem nasal, pois a obstrução nasal piora o desconforto respiratório e dificulta a alimentação
3- Inalação com soro fisiológico para tentar fluidificar o muco e secreções nasais
4- Elevar a cabeceira do berço em 30° para dormir (levantar todo o colchão,ou a cabeceira do berço).
5- Algumas vezes pode ser necessário o uso de medicamentos (broncodilatadores/ corticoide/ e outros), mas eles ajudam somente nos casos mais sérios.
Prevenção
O fator mais importante é lavar as mãos com frequência, pois o contágio da doença se dá principalmente pelas mãos e por objetos contaminados com os vírus. Outras medidas importantes são: evitar contato com doentes, evitar exposição das crianças ao cigarro, a vacinação anual para influenza e o aleitamento materno, pois anticorpos maternos passam para o bebê.

Referências Bilbliográficas:
1- Shawn L. Ralston, Allan S. Lieberthal, et all. Clinical Practice Guideline: The Diagnosis, Management, and Prevention of Bronchiolitis. Pediatrics, 2014; 134;e 1474
2- Hyvarien, Acta Paediatr 2005; 94: 1378
3- Stein, Lancet 1999; 354: 541
4- Petruzella FD, Gorelick MH, Duration of illness in infants with bronchiolitis evaluated in the emergency department. Pediatrics, 2010; 126(2):285
5- Shazberg G, Revel-Vilk S, Shoseyov D, Bem-Ami A, Klar A, The clinical course of bronchiolitis associated with acute otitis media. Arch DIS child 2000; 83(4):317
6- Up to date- Bronchiolitis in children, diagnosis, management, treatment and prevention

4 mai Gestantes

Gravidez x Adoçantes


Por Fernanda Mariz, Nutricionista materno infantil da Casa Curumim

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O uso de adoçantes como substituição ao açúcar tem se tornado cada vez mais comum. Mas e as grávidas, podem usá-lo? Essa é uma dúvida que sempre aparece quando descobrimos que existe um bebezinho dentro de nós. Segundo as recomendações do Ministério da Saúde a sacarina deve ser evitada, uma vez que pode causar anomalias no feto. Quando ingerida, ela passa pela placenta para a corrente sanguínea do bebê.

Já o aspartame, um outro tipo de adoçante artificial, é considerado seguro para as gestantes, porém deve ser evitado por pessoas que sofram de fenilcetonúria (PKU), uma doença hereditária, ou que tenham alta concentração de fenilalanina no sangue.

Existem também outros tipos de adoçantes, como o sorbitol, ciclamato e xilitol. O grande problema, além dos estudos não comprovarem que eles são seguros para as gestantes, já que alguns podem causar efeitos colaterais incômodos. É o caso do sorbitol, por exemplo, utilizado em produtos diet e em chicletes; por ser lentamente absorvido pelo organismo, pode dar sensação de estômago inchado e gases.

“Costumo orientar as futuras mamães para que tenham, durante a gestação e amamentação, uma alimentação equilibrada com o máximo de alimentos naturais possível. Mesmo as mamães que estão acima do peso precisam saber que durante a gravidez não é o momento adequado para dietas mirabolantes”, destaca Fernanda Mariz, nutricionista especializada em gestantes.

De acordo com a FDA (Food and Drug Administration, órgão norte-americano que regulamenta alimentos e remédios), adoçantes como aspartame, sucralose, acessulfame-K e a estévia são considerados seguros para as gestantes. “É preciso avaliar cada gestante individualmente, pois alguns produtos podem ser contraindicados em situações específicas”.

6 abr Pós-Parto

Decisões da maternidade.


* Adaptação da coluna de Rosely Sayão- Caderno Cotidiano do Jornal A Folha de São Paulo dia 24/02/2015

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“A vida não está fácil para muitas mulheres que pretendem ser mães em breve, que já estão gravidas, que acabaram de ter bebê ou que já são mães de crianças pequenas. De uns tempos para cá, inauguramos a era das patrulhas rigorosas contra determinadas situações que envolvem o parto e a maternidade.

(…) Depois do parto, vem a questão da amamentação, e há pressão e discordância entre profissionais das ciências da saúde. Amamentar é bom, disso ninguém duvida. Por quanto tempo? Em qualquer contexto? ( …) Nos deparamos com movimentos fortes que promovem a amamentação, sem perdoar as mulheres que ou não podem ou não conseguem ou não querem amamentar. Logo em seguida, tem a chegada do bebê em casa: cama compartilhada? Quarto compartilhado? Sono autônomo? E lá vem novas verdades de grupos barulhentos que também penalizam mulheres que fazem escolhas diferentes, mesmo sem querer.

Eu poderia continuar com essa lista enorme de movimentos favoráveis a uma determinada situação e contrárias a todas as outras, mas prefiro deixar para as mulheres uma reflexão.

Ter um filho não é fácil desde o principio, antes de ele nascer. Aliás, ser mulher e ser mãe, no século 21, ainda é bem difícil: temos muito que enfrentar. Então que tal se as lutas sociais que travamos e que envolvem a maternidade fossem mais acolhedoras com as mulheres que fazem escolhas diferentes das quais consideramos as melhores?

Foi uma jovem mulher prestes a dar à luz que me comoveu tanto com suas questões e me inspirou a ter essa conversa. Ela disse que buscou informações a respeito do parto e chegou à conclusão de que o natural e em casa seria a melhor opção para o filho. Desde que considerou essa possibilidade, porém, anda aflita, não dorme mais e sente-se culpada antecipadamente, caso escolha a operação cesariana, mais tranquila para ela.

O ser humano é complexo: temos desejos, anseios, sonhos, mas nem sempre temos as condições necessárias – físicas emocionais e sociais- para dar concretude a eles. Por isso, nem sempre fazemos as melhores escolhas: fazemos as possíveis, e isso se aplica a cada uma de nós.”

As mulheres no pós-parto não necessitam de criticas, julgamentos morais, imposições e conselhos. Elas precisam de tranquilidade, apoio, carinho e compreensão nesse momento tão delicado, de tantas transformações: o nascimento de um novo filho! Carecem de tempo, cuidado para conhecer e se conectar ao seu bebê, e de uma escuta acolhedora às suas angustias e dúvidas.

Venham conhecer o Grupo de pós-parto “Conversa de mães”, onde você e seu bebê serão muito bem recebidos, num espaço de livre expressão para a troca de experiências e emoções entre mães – no primeiro ano de vida de seus bebês- num ambiente de suporte e apoio, livre de críticas.

Conversa mediada pela psicóloga e psicanalista Maiana Rappaport.
Toda segunda feira das 15h às 16h30.

18 mar Aleitamento Materno

Bebês que mamam por mais tempo têm renda e escolaridade maiores quando adultos


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Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas, com 3,5 mil recém-nascidos, mostra que crianças amamentadas por mais de um ano têm escolaridade 10% superior àquelas que não completaram um mês de alimentação com leite materno. O efeito sobre a renda foi o mesmo. Crianças com maior período de amamentação tornaram-se adultos com renda 33% superior a dos que não receberam leite materno por mais de 30 dias.

O estudo está publicado na edição desta quarta-feira, 18, da revista The Lancet Global Health. “Já sabíamos que a amamentação auxiliava no desenvolvimento da inteligência. Esse trabalho traz as primeiras evidências dos efeitos práticos desse benefício”, afirmou um dos líderes da pesquisa, o professor Cesar Victora.

Bernardo Hortas, que divide a coordenação dos trabalhos, reforça. “Havia dúvidas se o efeito da amamentação sobre inteligência e o desenvolvimento cerebral alcançaria a vida adulta. Os resultados dos estudos mostram que sim.”

O grupo de pesquisa acompanhou dados de crianças nascidas em 1982 na cidade gaúcha de Pelotas. O banco de dados trazia inicialmente informações de 6 mil participantes. Os voluntários fizeram ao longo dos anos quatro avaliações de grande porte. Na última, com indivíduos já com 30 anos, além de testes de QI, foram incluídas questões sobre renda e escolaridade. Foram avaliados nesta etapa dados de 3.493 participantes.

“Tomamos o cuidado de expurgar qualquer fator social que pudesse influenciar nesses resultados”, contou Hortas.

Ele ressaltou que na amostra avaliada o aleitamento materno esteve presente em todas as classes sociais. “Estudos em países desenvolvidos muitas vezes são criticados por não conseguirem separar de forma socioeconômica? nosso estudo faz isso pela primeira vez.”

Os pesquisadores dividiram os voluntários em cinco grupos, de acordo com a duração do aleitamento. “Os resultados indicam que, quanto mais longa a amamentação, melhor a renda, a escolaridade e a inteligência”, apontou Victora. A variação na escala de QI é de três pontos da média.

Os pesquisadores atribuem os resultados a uma combinação de fatores. Um dos mecanismos que provavelmente exercem grande influência no maior desenvolvimento da inteligência é a presença de ácidos graxos saturados de cadeia longa no leite materno. “É essencial para o desenvolvimento dos neurônios”, disse Hortas. Mas há outros pontos importantes.

“O vínculo entre mãe e a criança é fortalecido durante a amamentação. Isso deve ser levado em conta”, completou. Victora apontou também a necessidade de se avaliar o impacto do leite materno na ativação de genes.

Presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciano Borges Santiago disse que já havia indícios dos benefícios da amamentação para o desenvolvimento intelectual. “Amamentar faz diferença na inteligência. Isso é um dado a mais que vem para fortalecer as vantagens do leite materno.”

Fundadora do grupo Matrice, que apoia a amamentação, Fabíola Cassab, de 38 anos, concordou. “Vivi isso com a minha filha e vejo nas outras crianças do grupo. Isso (a pesquisa da universidade) vai encorajar outras mulheres a dar de mamar por mais tempo.”

Fonte: Estadão

3 mar Família

Imagens mostram que o verdadeiro amor existe em qualquer espécie!


Dê uma olhada nestas belas imagens de animais com seus filhotes na natureza. Cada foto capturou a beleza do vínculo indissolúvel entre pais e filhos. Impossível não se emocionar!

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Publicado originalmente aqui!

2 fev Parto

Relato Parto Natural


Cheguei até a Dra. Desirée bem perto do parto, com 36 semanas. Vinha buscando em outras médicas um atendimento mais afetivo e que prezasse por um parto natural. Comecei a me sentir insegura com a minha médica anterior, sentindo que o parto poderia ir, facilmente, por um caminho diferente do que sonhava para mim e para o meu bebê. Felizmente a conheci!

Desde a troca dos primeiros e-mails até o dia do parto encontrei nela o acolhimento e a segurança que eu precisava naquele momento. A Dra. Desirée além de excelente profissional é também muito sensível e atenciosa. Sem dúvida a presença dela e de toda a sua equipe fez com que o dia do nascimento do meu filho fosse muito especial, forte e feliz!

Rebeca – mãe do Caetano

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27 out Pós-Parto

Relato sobre Grupo Pós-Parto


Por Cristina Paiva

Cris Paiva e Bernardo
Frequentar o Grupo de Pós-Parto conduzido pela Maiana Rappaport foi um grande privilégio. Fico tentando lembrar qual foi o acaso feliz que me levou a ele. Acho que foi o sorriso generoso e confidente de gato de Alice no País das Maravilhas da Maiana, que me interceptou no balcão da Curumim para se apresentar e oferecer o folheto do grupo (será que foi minha cara de riso e choro?).

Encontrei naquele sorriso aberto um refúgio para começar a tagarelar imediatamente sobre a tempestade em mar revolto que me tragava de uma só vez: um belo dia acordei, e tinha um bebezinho no berço! Estou sozinha, apurada, desesperada, apaixonada, do avesso, sem dormir, cheia de dúvidas e certezas, com fome e com sede!… – é normal? (mãe, como diz um amigo, é uma mulher que ficou louca).

Compreensiva e calmamente, ela me ouviu, fez algum comentário tranquilizador e concluiu: venha na semana que vem para conversarmos! Era tudo o que eu precisava… Mesmo em meio ao caos do terceiro mês de vida do bebê, tive a sorte de reunir coragem para sair de casa (nas primeiras vezes que dirigi depois do parto, sentia-me uma senhorinha assustada escondida atrás do volante com tantos carros e pessoas na rua “me ameaçando”! Ai, meu DEUS, OLHA! uma MOTO!) e começar a frequentar o grupo. Pôr os pés fora de casa aos poucos, abrindo-me do recolhimento tão necessário para criar uma conexão profunda com os sentimentos e necessidades do bebê, foi uma parte desse processo de reencontro – reencontro com o mundo, reencontro comigo e com meu bebê que já me esperava dentro da barriga.

Sorte também foi ter conseguido recrutar uma amiga querida, a Suzana, que havia tido a Liz quase junto comigo. Ter essa dupla genial ao lado foi muito enriquecedor, e nossos encontros de segunda-feira eram aguardados como o evento da semana, com direito a cafezinho com bolo depois da conversa.

E falávamos de tudo, desde o famigerado sono do bebê; a relação com os amigos e a família (marido, irmãos, sogros…); dúvidas relacionadas aos cuidados com os pequenos (alimentação, babás, berçários…); sobre as angústias a respeito das mudanças em nossas vidas trazidas pela maternidade, de projeto, profissionais, existenciais… até assuntos mais banais como a viagem do fim de semana ou onde comprar roupinhas.

À medida que nossos bebês iam ganhando movimento e esticando cada vez mais seus bracinhos e pernas; que se organizavam para pegar objetos e manipula-los; que aprendiam a se comunicarem conosco; nós também fomos ganhando autonomia, nos encontrando aos poucos novamente nessa nova condição.

No grupo, pudemos experimentar uma roda de mães como deviam ser as de antigamente, trocar informações e ter compreensão, carinho e apoio, mas como não poderia deixar de ser nos dias de hoje: Maiana sempre auxiliando, com informações preciosas ou ponderações, na construção de um espaço onde pudéssemos estar livres para elaborar nossas questões e atravessar essa fase louca e deliciosa de modo intenso e tranquilo, saindo mais inteiras, mais preparadas, já com saudades daquelas tardes e do bolinho.

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