26 mar Gestantes Parto

Violência Obstétrica – informação nunca é demais!


Por Beatriz Keasserling

A violência obstétrica existe e está mais próxima do que imaginamos.

Eu fui vítima da violência obstétrica no nascimento de uma das minhas filhas, num hospital de “primeira linha”, de São Paulo. Na época, não denunciei e não gritei, pois entendia que precisava aceitar os protocolos e condutas.

Conforme a Defensoria Pública do Estado, os atores desse tipo de violência são profissionais de saúde de ambientes públicos e privados. Por meio do tratamento desumanizado, abusam da medicalização e patologização dos processos naturais da gestação, parto e puerpério. A consequência disso para as mulheres é a perda da autonomia e capacidade de decidir livremente sobre seus corpos e sexualidade, impactando negativamente na qualidade de vida.

Para que esta realidade mude, é necessário compreendê-la e denunciá-la, assim como garantir que os casos em que ela ocorreu sejam acolhidos, apurados e julgados.

Para denunciar os casos de violência obstétrica, entre em contato com os locais de atendimento da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Entrar em contato com a defensoria publica, através do 180 que atende violencia contra a mulher ou 136, disque saúde.

A imagem a seguir faz parte do  projeto fotográfico ’1:4: retratos da violência obstétrica’ de autoria da fotógrafa Carla Raider que registrou na pele de mulheres os episódios de violência durante o parto.

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